Você sabe o que é ser nomofóbico? Talvez você já seja um!!!

Você sabe o que é ser nomofóbico? Talvez você já seja um!!!

18/10/2018 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Quando você perde ou esquece seu celular (smartphone), sente-se ansioso, desconfortável ou angustiado? Atrasa compromissos e diminui sua produtividade em momentos que requerem atenção por causa dele? Caso sim, é bom saber que você é, ou pode estar se tornando um nomofóbico. A palavra nomofobia vem do inglês no mobile phobia, ou seja, medo de ficar sem o celular.

 

Apesar de não ser considerada, ainda, uma doença, a nomofobia já é, na prática clínica e na literatura científica, tratada como uma forma de transtorno que ativa o sistema de recompensa cerebral (SRC), proporcionando sensações de prazer e satisfação que acaba alimentando uma tolerância menor a qualquer tipo de frustração. E além do mais, foi comprovado que as pessoas estão substituindo um outro vício pelo vício do celular, já que o mecanismo de recompensa cerebral é semelhante.

 

O vício do celular provoca interferência na socialização, no foco e na memória (a pessoa está em um lugar, mas ao mesmo tempo não está) além de ficar o tempo todo checando tudo e não consegue se concentrar no que está fazendo. Entretanto, o principal problema identificado pelos psicólogos é o desenvolvimento da ansiedade, que entra em um círculo vicioso.

 

Verifique se você tem algum desses sintomas da nomofobia citados abaixo:

  • O celular torna-se o objeto mais importante, tanto em termos de comportamento como de pensamento;
  • Não consegue ficar sem o celular por perto e se sente desanimado caso não esteja com o aparelho;
  • Atrasa compromissos e diminui a produtividade em momentos que requerem atenção;
  • Investe muito dinheiro para sempre ter um celular melhor e mais moderno;
  • Nos momentos de diversão ou concentração, fica o tempo inteiro pensando o que pode estar acontecendo em cada um dos aplicativos que usa.

 

Existe reabilitação para nomofobia? Acreditem!!! Já existem várias clínicas especializadas no assunto no mundo e também iniciando no Brasil. Nos Estados Unidos, as clínicas internam os “dependentes de celular” por 45 dias, em média, de acordo com grau do “vício” devido a problemas no trabalho e nos estudos.

 

Os pacientes possuem hora certa para acordar, estudar, fazer refeições e participar de terapias coletivas e individuais. O objetivo é uma reaproximação do nomofóbico ao mundo real (mundo off-line).

 

Algumas dicas podem prevenir esta dependência de celular:

  • Monitore seu próprio tempo de uso;
  • Desligue as notificações do seu celular;
  • Deixe de usá-lo como despertador, para dormir longe dele;
  • Pratique atividades que dispensem o uso dele;
  • Desligue-o nos momentos de produtividade, como quando estiver trabalhando, estudando ou durante alguma reunião (esta é a dica mais importante).

 

(Referência: Revista SER Médico edição 83 –  2018)

 

Doutor Rubens Siqueira