12º DOMINGO DO TEMPO COMUM,  ANO C – 23 de junho de 2019

12º DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C – 23 de junho de 2019

21/06/2019 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

“SE ALGUÉM ME QUER SEGUIR, RENUNCIE A SI MESMO, TOME A CRUZ CADA DIA E SIGA-ME”

Leituras

                 Zacarias 12,10-11;13,1: Contemplarão aquele a quem transpassaram.

                 Salmo 62/63,2-6.8-9: Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!

                 Gálatas 3,26-29: Vocês foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo.

                 Lucas 9,18-24: O Messias de Deus.

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo do caminho da cruz. Neste 12º Domingo do Tempo Comum, o Senhor nos convida a assumir o caminho do amor. Mesmo sabendo que esse caminho passa necessariamente pela prova da cruz, temos em Jesus a promessa de vida e salvação.

“Do seu povo ele é a força, salvação do seu ungido. Salva, Senhor, teu povo, socorre os teus queridos”, Salmo 26/27

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – Zacarias 12,10.11;13,1. O trecho da leitura da liturgia de hoje é bem curto, mas denso de problemas e ainda mais denso de sentido messiânico, isto é, a respeito do Messias. O trecho manifesta a futura conduta de Deus para com seus escolhidos, em vista de um misterioso personagem “que eles feriram de morte”. Em outras traduções usa-se a expressão “que eles traspassaram”.

A leitura abre-se com o anúncio, na primeira pessoa (é Deus quem fala) de uma efusão do Espírito. É um espírito de graça (hen) e de oração. Esta efusão do espírito de “graça e de oração” significa uma sensibilização no interior das pessoas para que reconheçam o crime que cometeram e se voltem para Deus. Podemos notar aqui um aceno breve, mas profundo, à teologia da “conversão”. A conversão é sempre uma obra e iniciativa de Deus. Por outro lado podemos entender que a conversão não é somente um dom de Deus, mas que é conferida pela mediação misteriosa de uma vítima que deve ser contemplada com fé, como os hebreus olharam a serpente de bronze no deserto (Números 21,8-9). A teologia da conversão faz do arrependimento um dom de Deus ao coração das pessoas e faz depender este dom da fé do Servo Imolado “que eles feriram de morte”.

Muitos quiseram ver neste “ferido de morte” um personagem histórico do passado de Israel: Zacarias, filho de Jojada (2Cronicas 24,20-22; o rei Josias, morto em Magedo pelo exército de Necao (2Cronicas 35,20-25; Urias, filho de Semei (Jeremias 26,45-47); Godolias, o governador deixado pelos Babilônios após a destruição de Jerusalém (Jeremias 41,1ss).

Só que não devemos perder tempo em procurar no passado a explicação do personagem “ferido de morte” do profeta, mas procurá-lo na esperança da vinda do Messias que alimenta quase todo o livro. O personagem assemelha-se ao homem sofredor do Salmo 21, ou ao Servo Sofredor de Isaias 53. O profeta está referindo-se ao rei messiânico esperado pelo povo há séculos e que em outras passagens ele apresenta com características semelhantes ao Servo Sofredor do Dêutero-Isaias.

O espírito derramado sobre “a casa de Davi e os habitantes de Jerusalém” fará com que eles abram os olhos, se voltem para Deus e reconheçam a importância e a realidade do “ferido de morte” e, conseqüentemente, façam grandes lamentações e chorem seu crime. O luto será grande.

Como conclusão podemos dizer que o texto é uma profecia sobre a morte violenta, mas redentora do Messias, e que como conseqüência traz a efusão do Espírito que muda os corações, e que faz jorrar uma fonte que apagará os pecados.

Converter-se é sempre ultrapassar e recorrer a recursos além de seus meios; é descobrir a fonte de sua vida como dom e nela associar-se sem demora. Este caminho para a profundidade de si mesmo foi transposto por Jesus, que só chegou a este ponto extremo de si mesmo entregando tudo o que Ele era à morte.

Salmo responsorial 62/63,2-6.8-9 . É um salmo de súplica e de confiança durante uma perseguição. Desde o início domina o tom de intimidade e o sentimento intenso. Agora é uma saudade experimentada quase como necessidade biológica de água.

A saudade se intensifica, recordando uma experiência intensa no santuário, quando a pessoa humana chega a sentir e a “contemplar” a presença de Deus que se manifesta no culto como “poder e glória”. A experiência religiosa fundamenta o louvor futuro e a esperança de novas alegrias, participando do culto a Deus.

A união com Deus é uma profunda experiência religiosa, a vida “liga-se” a Deus, e nisso consiste o “amor” que “vale mais do que a própria vida”.

O rosto de Deus. Deus é nomeado três vezes no salmo, e seu rosto já foi, em parte, apresentado. Mas é oportuno ressaltar que o salmista, sem Deus, é como se estivesse morto, incapaz de viver ou produzir vida (versículo 2b). Tudo no corpo e na alma dele anseia por Deus, e este se torna abrigo e sustento. O salmista procura a Deus dessa forma porque o vê e sente como aliado fiel.

Para entender como o salmo ressoa em Jesus Cristo, basta ver o que se disse dos salmos de súplica. É bom recordar, à luz da sede, o que Jesus disse de si e de quem anseia por Ele em João 7,37b-38: “Se alguém tem sede, venha a mim, e aquele que acredita em mim, beba. E como diz a Sagrada Escritura: ‘do seu seio jorrarão rios de água viva’ ”.

O cristão repete a experiência religiosa, encontrando seu Senhor presente no templo e no culto: na manifestação de sua glória, no banquete eucarístico, nos cantos litúrgicos da assembléia, na graça e união íntima. E esta maravilhosa experiência o enche de saudade, como uma sede total daquela união plena e definitiva no santuário do céu.

Agradeçamos ao Senhor porque nos socorre em nossas fraquezas e peçamos que Ele nos dê a graça de viver na intimidade do seu amor:

A MINH’ALMA TEM SEDE DE VÓS,

COMO A TERRA SEDENTA, Ó MEU DEUS!

Segunda leitura – Gálatas 3,26-29. O texto da leitura de hoje pertence ao grande contexto do capítulo terceiro, cujo tema fundamental é a fé. A Lei se tornou, portanto, nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé (Gálatas 3,24). Quando chegou, porém, a fé, não estamos mais sob o pedagogo.

No versículo 26 Paulo afirma que os gálatas se tornaram filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. É a filiação adotiva que Cristo nos trouxe. Esta filiação adotiva nós a adquirimos através do batismo em Cristo.

Os versículos 26 e 27 evidenciam a ligação entre a fé e o batismo: não é um ou outro, mas os dois juntos que garantem a comunhão dos cristãos com Cristo (cf. ainda Efésios 2,8; 1Coríntios 6,11). A fé é a resposta humana à iniciativa de Deus ligada ao batismo. Assim, podemos dizer que o par fé-batismo corresponde, mutatis mutandis com o par homem-Deus em Jesus. A este título, o batismo incorpora verdadeiramente a Cristo, permite “revesti-lo” (versículo 27) e oferece ao ser humano um estado de filiação divina à imagem daquele que o Filho possui por natureza. Estas novas relações do batizado com Deus transformam suas relações com as outras pessoas: caem as barreiras e os preconceitos, todos se tornam iguais e, enfim, toma corpo a bênção de todas as nações em Abraão (versículos 27-28). O batismo coloca todos em pé de igualdade.

Através do batismo nos unimos a Cristo. Paulo vai afirmar isso claramente no versículo 28. Aqui ele usa uma imagem, a imagem da vestimenta: “vos revestistes de Cristo”. Esta imagem da vestimenta já vem do Primeiro Testamento, onde indicava a adoção dos critérios e disposições morais de alguém. Por exemplo, em Jó 29,14: “Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha eqüidade”. Esta expressão “revestir-se de Cristo” nos leva a Romanos 13,14 e principalmente a Colossenses 3,10 e Efésios 4,24, onde fala do revestir-se do homem novo em contraposição com o homem velho. Com este revestimento de Cristo, ou seja, com esta assimilação a Cristo desaparece toda diferença de raça, de condição social, de sexo, “pois todos vós sois um só em Cristo Jesus”.

Paulo insiste na fé e na união com Cristo, através do batismo, pois a bênção dada a Abraão e á sua descendência se concentra em Cristo.

Evangelho – Lucas 9,18-24. O Evangelho proposto para a liturgia de hoje mostra Jesus “orando num lugar solitário” (versículo 18). Ele valorizava muito a “oração da solidão”. Jesus era um homem de oração. Como judeu se inseriu na oração do seu povo. Ele consagrava um tempo bastante grande à oração. Rezava enquanto estava pregando (Lucas 5,15-16). Antes da escolha dos apóstolos (Lucas 6,12-13). Antes da confissão de fé de Pedro, quando estava prestes a levar os discípulos a uma opção (Lucas 9,18). Subindo ao monte para rezar com Pedro, Tiago e João e enquanto estava rezando se transfigurou diante deles (Lucas 9,28-29). Antes de tomar qualquer decisão importante na vida ou engajar-se numa etapa nova de sua missão, Jesus sempre está em oração.

Num primeiro momento, Cristo quer obter uma confissão dos Doze apóstolos sobre sua messianidade. Pela boca de Pedro, os apóstolos chegam a confessar que Jesus é o Messias. Com a confissão de Pedro e as os primeiros anúncios da Paixão, a vida de Jesus toma um rumo diferente, que Lucas indica em 9,51: “Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém, e enviou mensageiros à sua frente”.

Antes da vitória final pela ressurreição, Cristo, como Servo Sofredor, passa pela paixão e morte humilhante na cruz. “O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia” (Lucas 9,22).

Provocando a confissão messiânica dos discípulos, Jesus confessa ser o Messias. A conversa desenvolve-se em duas etapas. Primeiro Jesus pergunta: “Quem sou eu, no dizer do povo?” Em resposta os discípulos relatam as opiniões que correm entre o povo.

Mas Jesus não permite que se fique nisso. Ele pergunta agora de um modo direto: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. A pergunta é feita de tal modo que os discípulos não podem contentar-se em escolher uma das opiniões espalhadas entre o povo. Jesus agora não pede uma opinião, mas uma opção; não uma teoria, mas uma confissão; não uma conclusão de um discurso, mas uma tomada de posição. É a primeira vez que Jesus cria esta situação. A Igreja e os cristãos vivem sempre nela. O mundo questiona, combate e ameaça a Igreja e os cristãos com novas teorias e conquistas. Mas pela pergunta “Para vós, quem sou eu?” que Jesus sempre dirige à Igreja e aos cristãos, eles são chamados a não se contentar com uma opinião, uma teoria, uma doutrina a respeito de Jesus, por nova e moderna que ela seja.

Pela sua resposta “o Cristo de Deus” Pedro não quer acrescentar uma nova opinião às outras já citadas, nem dar um título mais elevado a Jesus. Ele compreende que deve ser dito algo totalmente diferente. A nova pergunta revela o abismo que existe entre Jesus e as pessoas citadas no Primeiro Testamento. Jesus não cabe dentro das categorias que se aplicam a estes homens de Deus. Aplicando a Jesus o título de Messias, Pedro confessa que Ele vê em Jesus não uma revelação provisória, mas a revelação definitiva de Deus.

Confessar Jesus como a revelação definitiva de Deus e aceitar o seu caminho como aquele que conduz à salvação divina, implica na opção para seguir o mesmo caminho da cruz (versículos 23s). “Tomar sua cruz” não consiste, portanto, na negação de si mesmo no sentido estreito de uma ascese que permite inventar ou escolher à vontade os sacrifícios ou ensina a curvar-se debaixo de qualquer sofrimento justo ou injusto. Mas consiste no rompimento radical com a tendência de pensar sempre primeiro em si mesmo e de cuidar a qualquer preço de gozar de privilégios dos homens e do mundo (Lucas 9,25).

Duas condições básicas, segundo Lucas, são necessárias para o seguimento de Jesus: renunciar a si mesmo e tomar a cruz. Portanto, renunciar quer dizer arriscar a própria vida por amor dos bens escatológicos que já estão ao alcance das mãos. Tomar sua cruz aqui significa arrepender-se e entregar-se totalmente a Deus; arriscar a própria vida na sua Palavra; assumir os sofrimentos e as dificuldades da vida que terminam na ressurreição; realizar, então, o plano de Deus, isto é, caminhar cada dia no cumprimento dos próprios deveres buscando realizar o próprio ideal nos acontecimentos; acompanhar o Cristo na caminhada da fé sem procurar desculpas e justificativas. Este é o verdadeiro martírio, isto é, testemunha. Depois de assumir tudo isso, o discípulo, então, segue o Mestre.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Se Jesus, neste momento, me perguntasse: “E você, quem diz que eu sou? O que responderia? Ou se ele perguntasse a toda a comunidade reunida: “E para vocês quem sou eu? Não se trata de repetir algum pensamento bonito, uma fórmula decorada, mas Jesus exige o seguimento confiante, corajoso, de um verdadeiro discípulo e discípula dele. Tenho coragem de assumir tal compromisso? (O presidente da celebração pode propor guardar alguns instantes de silêncio para uma reflexão pessoal).

O que interessa para Jesus é saber o que os discípulos pensam a seu respeito. A pergunta é feita de tal modo que os discípulos não podem contentar-se em uma das opiniões espalhadas no meio do povo. Jesus não pede uma opinião ou uma teoria, mas uma opção de vida, uma confissão de fé, uma tomada de posição.

Pedro compreendeu que Jesus não cabe dentro das categorias que se aplicam a João Batista ou aos profetas antigos. Há neles algo de provisório que é ultrapassado por Jesus. Aplicando o título de Messias, Pedro confessa que ele vê em Jesus não uma revelação provisória, mas a revelação definitiva de Deus.

Na assembléia litúrgica, acolhemos esta Palavra de salvação que nos coloca diante da opção fundamental de seguir Jesus e compartilhar o seu destino. É na mesma fé no Cristo de Deus, proclamada por Pedro, que nos reunimos a cada Domingo. Cada vez que nos reunimos, fazemos memória e anunciamos a morte e a ressurreição de Jesus, não apenas como um fato passado, mas como um acontecimento do presente, que nos insere nesta mesma dinâmica. Entrando em cheio no mistério do Cristo de Deus, que entregou a sua vida, também nos dispomos a renunciar interesses pequenos e atender os apelos daqueles que necessitam de nossa entrega.

Foi por seu sofrimento que Jesus gerou a sua Igreja, sua esposa, que é chamada a ser a primeira discípula de Jesus, pronta a dar a vida para que o Reino de Deus possa acontecer. E isto se aplica também a cada comunidade.

Convém refletir um pouco mais sobre as palavras de Paulo aos Gálatas: a Igreja e cada comunidade é chamada a viver a igualdade de todos os seus membros, sem autoritarismo, sem exclusão, viver seu discipulado através do amor e serviço, da solidariedade e união.

Em nossa comunidade há distinção de pessoas? Não digamos, facilmente demais, que não há distinção. Sentir-se superior aos outros é um defeito de muita gente, dentro da Igreja. Por que alguns são excluídos da participação? Porque são pobres, pouco letrados, de raça diferente? Há distinção entre patrões e operários, homens e mulheres? Há os que mandam e se consideram estar com o poder? Os padres se julgam mais importante mais importante que os leigos? Aceitamos os portadores de HIV em sua dignidade? Aceitamos os homossexuais, reconhecendo seus valores? Por que os homens, dificilmente, aceitam a liderança de mulheres? Por que as mulheres ainda não exercem a sua cidadania eclesial? Cada comunidade faça seu exame de consciência. Valorizemos a todos igualmente. Cada um tem seus dons para contribuir para o bem da comunidade.

Nesta celebração, fazendo memória da vitória de Jesus, peçamos que o Pai nos renove na opção de segui-Lo, onde quer que seja.

4- A PALAVRA SE FEZ CARNE E SE FAZ CELEBRAÇÃO

Quem dizem por aí que eu sou?

Toda celebração do Mistério Pascal revela, de uma ou de outra forma, uma imagem de Cristo Jesus. Esta pode estar mais ou menos próxima do Evangelho que Ele anunciou e encarnou. Sendo o corpo Eclesial, Corpo de Cristo deve sempre buscar maior fidelidade à semelhança com Ele. Neste sentido, é como afirma Cláudio Pastro: “A divina liturgia define toda a vida da Igreja, e seu tempo e o seu espaço” (O Deus da beleza. Cláudio Pastro, Edições Paulinas, 2009, página 62) Dito de outra forma, é celebrado que ela constrói não só sua imagem, mas a imagem de Cristo que apresenta ao mundo como servidora.

Nosso olhar se mantém no Senhor

A comunidade de Taizé tem um refrão meditativo cuja tradução portuguesa produz um efeito muito interessante, que não aparece na língua original em que foi composta, o latim: O nosso olhar se dirige a Jesus, o nosso olhar se mantém no Senhor (Em latim: Oculi nostri Dominum lesum, oculi nostri ad Dominum nostrum). Isto é, ao contemplar o rosto de Jesus encontramos o Senhor, ou seja, Deus. Para nós esta afirmação parece muito primária e até sem novidade. Mas, na verdade, é muito profunda pois indica que o Divino é encontrado em alguém reconhecidamente cheio de humanidade, conforme nos diz Paulo na sua carta aos Filipenses.

É preciso saber a que este canto litúrgico nos conduz, quando saborosamente o entoamos, parte da experiência de enxergar mais a fundo o sentido e significado do ser humano, do ser do mundo, das coisas… permeá-las com o olhar da fé e contemplar o Mistério que nestas realidades se revelam, tratando-as com respeito e dignidade. A liturgia transfira-nos o olhar sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre a história, pois tudo conduz ao Senhor já que tudo e todos estão revestidos de Cristo Jesus pelo santo Batismo.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A celebração de hoje nos mostra que a Cruz, sinal eloqüente do amor de Deus por nós está presente em nossas celebrações para nos lembrar e renovar este grande ato salvador de Deus, no Filho, pelo Espírito Santo.

Na profissão de fé, renovamos nosso compromisso de renunciar a tudo que impede a autêntica fidelidade no seguimento de Jesus Cristo.

Para prosseguirmos com fé e confiança, pedimos: “Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor…” (Oração do Dia).

A profissão de fé não é em si propriamente uma oração, mas é uma resposta da comunidade à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia. Por isso só tem sentido recitar o Creio tanto na Missa, como na Celebração da Palavra, após a homilia. Através da profissão de fé, a comunidade confirma sua união ao Senhor, relembrando as afirmações fundamentais da nossa fé.

Hoje e sempre, somos convidados a fazer bem esta profissão de fé, evitando fazê-la de forma mecânica, sem pensar no sentido do que estamos dizendo. Com a Igreja, tenhamos a Palavra de Deus e na doutrina dos Apóstolos o critério seguro a orientar a missão, para a qual somos enviados. A profissão de fé é recitada aos domingos e solenidades. É um abuso substituir a profissão de fé por outros cânticos populares e simplórios, ou por formulações que não expressam a fé.

  1. ORIENTAÇÕES GERAIS

  1. O método da leitura orante auxilia muito na preparação da celebração. Seria bom que os membros da equipe e toda a assembléia criassem o hábito de praticar a leitura orante diariamente.

  1. A celebração dominical da Ceia do Senhor, como sacramento culminante e fontal da “iniciação cristã”, permite a assembléia dos batizados aprofundar e fortalecer sua identidade, configurada pelo batismo na Páscoa de Cristo. Por isso, cada vez que se come do pão e se bebe do cálice, morte e ressurreição de Cristo são proclamadas e reverberam no mundo criado, mediante o “corpo eclesial”.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 12º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Como a equipe de canto da sua paróquia executa os cantos durante o Tempo Comum? É com atitude espiritual?

A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 12º Domingo do Tempo Comum, “cantar a liturgia”, e não “na liturgia”. Os cantos devem estar em sintonia com o ano litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que a “equipe de canto” faz parte da equipe de liturgia.

  1. Canto de abertura. Deus é a fortaleza de seu ungido. “Do seu povo ele é a força…”, Salmo 26/27, CD Liturgia VI, faixa 12, exceto o refrão; “Deus é a força de sua Igreja”, Hinário Litúrgico III da CNBB, páginas 382-392.

 

Somos chamados a tomar a nossa cruz e entrar no seguimento de Jesus. Pela Cruz se chega à ressurreição, isto é, somos transportados da morte à vida. Nesse sentido temos duas ótimas opções: “Canta, meu povo, canta o louvor de teu Deus”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 11 ou também no CD: Festas Litúrgicas II, melodia da faixa 15. Na celebração cantamos a bondade e o amor de Deus que vem para salvar a todos. “Vimos aqui, ó Senhor”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão do Hinário III da CNBB, melodia da faixa 7.

 

  1. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

 

  1. Salmo responsorial 62/63. A busca de Deus libertador. “A minha alma tem sede de vós…” CD: Liturgia XI, melodia igual à faixa 16.

O Salmo responsorial é uma resposta que damos àquilo que ouvimos na primeira leitura. Isto mostra que o salmo é compromisso de vida e ele também atualiza e leitura para a comunidade celebrante. Primeira leitura, Palavra proposta e salmo Palavra resposta. Por isso deve ser cantado da Mesa da Palavra (Ambão) por ser Palavra de Deus. Valorizar bem o ministério do salmista.

  1. Aclamação ao Evangelho. Seguimento e renúncia “Aleluia… eu chamei vocês de amigos…”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 13. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

  1. Refrão após a homilia. “Salve ó Cruz, libertadora” somente a primeira estrofe, CD: Festas Litúrgicas IV, melodia da faixa 6. Outra opção é o refrão: “Ninguém deve orgulhar a não ser nisto”, CD: Tríduo Pascal I, melodia da faixa 2.

  1. Apresentação dos dons. Nossa decisão de entrar no seguimento de Jesus deve gerar na assembléia a partilha. Devemos ser oferenda com nossas oferendas. “Senhor, meu Deus, obrigado, Senhor…”, CD Liturgia XI, faixa 15.

  1. Canto de comunhão. (Salmo 145/144,15) Deus dá alimento na hora oportuna / (João 10.11.15) O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. “Quem quer me seguir, que ele tome sua cruz…”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 10, exceto o refrão. Temos outras duas ótimas opções. “Salve, ó Cruz libertadora”, CD: Festas Litúrgicas IV, melodia da faixa 6 e Gálatas 6,14: “Ninguém pode se orgulhar a não ser nisto”, nos orgulhamos na cruz de Jesus Cristo, CD: Tríduo Pascal I, melodia da faixa 2.

O Canto de Comunhão “Quem quer me seguir, que ele tome sua cruz”, “Salve, ó Cruz libertadora”, “Ninguém pode se orgulhar a não ser nisto”, gravado pela Paulus, articula-se com a Liturgia da Palavra, o que permite estabelecer e experimentar a unidade das duas mesas, considerando a Liturgia um único ato de culto. O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do dia. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.

8- O ESPAÇO CELEBRATIVO

  1. A cruz é uma peça importante nas celebrações do Mistério Pascal do Senhor. Ela é entendida pela Instrução Geral do Missal Romano como um elemento que deve recordar aos fiéis o acontecimento da fé ali celebrado.

  1. O simbolismo da cruz traz presente o anúncio da paixão e ressurreição do Senhor. A cruz processional, a mesma que será usada na procissão de abertura, esteja na entrada da Igreja, por onde todos passam. É uma forma de trazer presente o mistério que será celerado. Ela pode ficar aí até o início da celebração, ladeada de velas e flores, de forma que chame a atenção de todos os que vão chegando para a celebração.

  1. A cruz é símbolo da fraqueza humana fortalecida pela graça de Deus. Nela ficou exposta toda a fragilidade e se manifestou a misericórdia de Deus ao ressuscitar seu Filho Jesus Cristo.

  1. Conforme o Evangelho, a cruz dos cristãos (referência à vida gasta em favor do próximo) deve ser assumida, carregada pelo caminho da vida à maneira de Jesus. Cláudio Pastro diz que ela é sinal da nossa vitória. Por isso “Uma procissão atrás da Cruz, traz presente a Igreja peregrina que segue a Cristo e caminha sob sua bandeira” Algumas sugestões práticas para a celebração:

  1. a) No santuário (comumente chamado de presbitério), deve haver uma cruz apenas, que leva o nome de cruz do altar. Trata-se da única cruz exposta neste espaço. Portanto, se houver uma cruz suspensa ou fixa, a cruz processional depois da celebração, é deposta em lugar à parte, pois se permanecer no espaço, cria-se duplicação simbólico; se não houver, a cruz processional é fixada em lugar de referência para a comunidade que celebra, em harmonia com o Altar (não sobre ele).

  1. b) Quando se trata de cruz processional, a seus pés dependendo do mistério celebrado naquele domingo, pode-se dispor um pequeno arranjo floral, o que lhe confere importância no contexto litúrgico. Importante, entretanto, que não concorra com as peças elementares e fundamentais do espaço: Cadeira presidencial, Ambão e Altar. Antes, deve estar em harmonia com elas.

9- PARA A ESPIRITUALIDADE PRESBITERAL

O presbítero é homem configurado à cruz do Senhor pela sua doação e dedicação à edificação da Igreja, o Corpo de Cristo. Sua tarefa de ajudar cada fiel e toda a comunidade a compreender a necessidade da cruz e a tenacidade na busca pela ressurreição, torna-o mais profundamente ministro do Mistério da fé. Ele realiza esse intento pela homilia, pelo acompanhamento espiritual dos que lhe acorrem, pela solidariedade com os que sofrem, pela oração em favor do povo de Deus.

  1. AÇÃO RITUAL

Ritos Iniciais

  1. A cruz processional abre a procissão e a conduz. Pode ir acompanhada de velas acesas que a ladeiam, o que seria significativo, particularmente para este domingo em que se fala da identidade dos cristãos e de Jesus.

  1. Fazer bem devagar e com unção o sinal da cruz no início da celebração.

  1. A saudação presidencial, já predispondo a comunidade, pode ser a fórmula “c” do Missal Romano (2Ts 3,5). Depois disso é que se propõe o sentido litúrgico e não antes do canto de entrada.

O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.

  1. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono ou outro ministro devidamente preparado (Missal Romano página 390).

  1. O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo do caminho da cruz. Junto com Pedro, professemos que Jesus é o Cristo de Deus. Recebemos de Jesus o anúncio da sua paixão e o convite para segui-Lo. Celebremos a Páscoa de Jesus Cristo que se revela em todas as pessoas que renunciam à sua vida e a doam em favor dos outros.

  1. O ato penitencial pode ser substituído pela aspersão da comunidade, o que tornará a proclamação da segunda leitura mais viva e cheia de sentido, no horizonte da celebração, pois pelo batismo fomos todos mergulhados na cruz de Cristo.

  1. O Domingo é Páscoa semanal dos cristãos. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).
  2. Na oração do dia somos convocados a amar e venerar a Deus, que nos firma no seu amor.

Rito da Palavra

  1. A aclamação ao evangelho deve ser mantida no seu texto original: ela enfoca e reforça o aspecto do seguimento de Jesus na cruz.

  1. Destacar o Evangeliário. Depois da procissão de entrada deve permanecer sobre a Mesa do Altar até a procissão para a Mesa da Palavra como é costume no Rito Romano.

  1. Após a homilia e o silêncio, seria sugestivo uma ação ritual diante da cruz. Sugerimos o seguinte:

  1. a) Alguém traz para perto da cruz um pequeno braseiro, onde se depõe incenso. As pessoas contemplam a cruz e rezam em silêncio. Em seguida pode-se entoar um refrão apropriado – recomendamos “Ninguém pode orgulhar não ser nisto,/ Nos orgulhamos na cruz de Jesus Cristo,/ Nele está a vida e a ressurreição,/ Nele, a esperança de libertação (refrão da carta aos Gálatas 6,14). Outra opção é este refrão: “Salve, ó Cruz libertadora” com a estrofe número 1. Ver em Música Ritual nº 7, canto após a homilia.

  1. b) Para concluir, a assembléia se coloque se pé e o presidente a convida a estender a mão para a cruz e realizar a Profissão de Fé de forma dialoga como na liturgia batismal.

  1. c) Ainda voltados para a cruz, faz-se a oração da assembléia, isto é, a oração dos fiéis, mediante um ministro ou ministra que as profere do Ambão. A cada súplica, a assembléia canta ou recita: Pela vossa cruz salvai-nos Senhor!

Rito da Eucaristia

  1. Na oração sobre os dons do pão e do vinho, oferecemos a Deus um coração que Lhe agrade.

  1. Para este domingo seria muito oportuno rezar a Oração Eucarística II, com o seu prefácio próprio está perfeita para esse Domingo. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição”. Outra ótima opção seria manter esta mesma oração eucarística com o Prefácio II para os Domingos do Tempo Comum, o qual destaca o mistério da Cruz: “Compadecendo-se da fraqueza humana, ele nasceu da Virgem Maria. Morrendo no lenho da Cruz, ele nos libertou da morte. Ressuscitando dos mortos, ele nos garantiu a vida eterna”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. Elas não podem ter os prefácios substituídos com grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.
  2. Proclamar com vibração a ação de graças (Oração Eucarística). Na Oração Eucarística, “compete a quem preside, pelo seu tom de voz, pela atitude orante, pelos gestos, pelo semblante e pela autenticidade, elevar ao Pai o louvor e a oferenda pascal de todo o povo sacerdotal, por Cristo, no Espírito”.

  1. Cantar com vibração o “Amém” conclusivo da Oração Eucarística. Por Cristo, com Cristo…

  1. Valorizar o rito da fração do pão, “gesto realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Coríntios 10,17” (IGMR, nº 83).

  1. No momento do convite à comunhão, quando se apresenta o Pão consagrado e o cálice com o sangue de Cristo, é muito oportuno o texto bíblico de João 8,12, que é a fórmula “b” do Missal Romano:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Ritos Finais

  1. A oração após a comunhão, nos mostra que o Corpo e Sangue de Cristo nos renova. Que sempre recebamos como salvação o que celebramos no sacramento pascal.

  1. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz. Neste domingo, este gesto seria fecundo para manifestar que o envio à missão comporta o assumir da cruz de Jesus. Para isso, sugerimos o seguinte procedimento ritual:

  1. a) Quando o presidente saudar a assembléia (O Senhor esteja convosco), a cruz processional é posicionada em frente a assembléia, pronta para a saída.

  1. b) O presidente reza: Permanecei, ó Deus com vossos filhos e filhas e dai a vossa assistência aos que se gloriam de vos ter por Criador e Guia, renovando o que criastes e conservando o que renovastes. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Abençoe-vos Deus Todo Poderoso… (Orações sobre o povo, Missal Romano, página 532, n. 8)

  1. c) Em seguida, abençoa a assembléia como de costume e a despede.

  1. d) Os ministros saem em procissão em direção à saída do espaço sagrado ou em direção à sacristia.

  1. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Renunciem a si mesmos e carreguem a vossa cruz. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Jesus perguntou aos discípulos: “Quem dizem as multidões que eu sou?” Se ele nos perguntasse, hoje, que iríamos responder? Vêm à nossa mente as multidões que juntam nos grandes estádios e igrejas enormes, delirando com o “show de Jesus” que provoca “delírios coletivos”.

Muitos procuram Jesus querendo obter curas e alívio de seus males e angústias.

Alguns olham Jesus com descrédito; outros vêem em Jesus um homem maravilhoso, pregador de grandes valores humanos. Outros dizem que ele é o Filho de Deus. E outros ainda, se alimentam da vida d’Ele e a exprimem mediante seu jeito de ser.

Celebremos a Páscoa semanal do Senhor. Que a força da cruz do Senhor transforme a nossa vida.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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