19º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B – 09 de agosto de 2015

07/08/2015 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Leituras

1Reis 19,4-8. Ainda tens um caminho longo a percorrer.
Salmo 33/34,2-9. Comigo engrandecei ao Senhor Deus.
Efésios 4,30—5,2. Sede bons uns para com os outros.
João 6,41-51. Eu sou o pão da vida.

“EU SOU O PÃO VIVO DESCIDO DO CÉU”

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1- PONTO DE PARTIDA

Domingo de Jesus, o pão da vida. Jesus, conhecido como o filho de José e de Maria, se declara o Pão Vivo descido do céu. Hoje Ele se revela na partilha do pão e em todas as pessoas, principalmente em todos os pais que lutam para sustentar e proteger a vida.

Contemplando Jesus como o Pão da Vida, somos chamados a contemplá-lo com os olhos da fé reconhecendo-o como o Pão verdadeiro descido do céu e como Filho de Deus que dá vida ao mundo. Neste domingo, Dia dos Pais, inicia-se a Semana Nacional da Família. Com nossos pais, presentes ou distantes, vivos ou falecidos, celebremos com alegria a vocação familiar.

“Considera, Senhor, tua aliança, e não abandones para sempre o teu povo. Levanta-te, Senhor, defende tua causa e não desprezes o clamor de quem te busca” (Salmo 74, 20.19.22.23).

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – 1Reis 19,4-8. Elias penetra no deserto para fugir dos seus inimigos. Aqui é invadido pelo desânimo e pela angústia, o “desejo de morrer” é forte (cf. versículo 4). Mas o “anjo” do Senhor vai ao seu encontro e encoraja-o, fazendo que encontre pão e água (versículos 5-7). O profeta ganha coragem, e com a “força” deste alimento chega ao Horeb, o monte da Aliança (versículo 8). Compreende-se que o Senhor esta do seu lado e quer revelar-Se a ele, como outrora fez com Moisés. O monte Horeb é aqui sinônimo de monte Sinai em outras tradições: ambos formam um todo maciço. Neles Moisés teve sua experiência com Deus (Horeb, Êxodo 3,) em função da missão de libertador, recebeu a Lei (Sinai, Êxodo 19,1-23), fez jorrar água da rocha.

No monte Carmelo, Elias teve uma dura luta com quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, diante dos quais provou que o único Deus é JHWH (cf. 1Reis 18,20-40). Perseguido pela rainha Jesabel, o profeta foge para o deserto.

O descanso/refúgio que Elias quer é a morte, pois não se sente melhor que os antepassados. Não espera poder fazer mais do que eles para Deus. Então, para que viver? Boa lição para nós! Diante de heróis como Moisés, Elias se aceitarmos nossa limitação, com a ajuda divina poderemos ser fortes como eles.

O profeta Elias viveu num tempo em que a fé no Deus verdadeiro estava sofrendo várias ameaças, por influência do culto a Baal. Ele denunciou a situação, mostrando que os profetas de Baal estavam a serviço das autoridades, isto é, da corte e não se importavam com a vida do povo. O culto a Baal incentivava o povo a plantar para enriquecer a corte e este mesmo povo continuava na miséria. Por causa disso, foi ameaçado de morte e teve que fugir para o deserto.

Não se trata somente de uma fuga, mas de refazer a experiência do êxodo para encontrar a fonte original da fé dos antepassados, reviver a história de seu povo em sua história pessoal. Ele tem vontade de morrer, mas recebe o alimento de Deus (maná) oferecido por Deus para que possa alcançar a “montanha de Deus”, o Horeb, onde Deus se comunicou com Moisés.

A peregrinação de Elias significa uma volta às origens, um retorno à fonte com Deus, onde outrora o próprio Deus se revelara a Moisés, enquanto esta ardia de indignação contra a prevaricação de Israel (Êxodo 19,16ss; 33,21ss). Agora é Elias que vai para buscar alívio e redescobrir a imagem de Deus, uma concepção nova para o Povo Eleito não satisfeito com a de Moisés.

O primeiro tema desta leitura é o prazo dos quarenta dias (versículo 8), aproveitado pelo profeta para reunir-se com Deus, tema que expressa a distancia necessária aos seres humanos para reunir-se com Deus que não cessa de escapar-lhe (Êxodo 24,16-18).

Um segundo tema é o do desânimo (versículo 3), tentação clássica do profeta (Gênesis 21,14-21; Jonas 4,3-8; Números 11,15; Jeremias 15,10-11; Mateus 26,36-46). No entanto, Elias obteve uma grande vitória no monte Carmelo (1Reis 18), mas a rainha Jesabel nada quis compreender: ela trama e coloca em prática uma revolta contra o profeta, e o povo, por um instante maravilhado com o prodígio do Carmelo, coloca-se como cordeiros do lado do poder da rainha Jesabel. Portanto, Elias se encontra sozinho, como Cristo, maia tarde, e só lhe resta uma coisa a fazer: apelar para Deus como fez nosso Senhor: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” (Salmo 21,2a).

Mas Deus na sua infinita misericórdia faz um sinal ao profeta, para tirá-lo de seu desespero; ele não abandona seu eleito, assim como não abandonará seu Cristo (Lucas 22,43). Um pão cozido e uma água milagrosa (versículo 6) lembram a Elias o maná do deserto e a água da rocha (Êxodo 16,1-35; 17,1-7). Assim, o memorial da Páscoa do povo é o meio mais seguro de curar o desânimo.

O último tema desta leitura é sugerido pela aproximação entre Elias e Moisés: com efeito, o profeta vai em peregrinação ao próprio lugar onde Moisés, o legislador, tinha recebido comunicação dos segredos de Deus. Depois de “quarenta dias” (tempo que lembra os quarenta anos das peregrinações dos israelitas no deserto). Esse tema marcará profundamente a tradição cristã, que se alegrará com freqüência em encontrar os dois personagens associados em atitudes comuns (Mateus 17,3; Apocalipse 11,1-13).
A ação de Deus adota meios necessários: antes de tudo, uma longa marcha da pessoa até o fim de si próprio, bastante longa para que ele tenha tido tempo de despojar do que acreditava ser necessário; em seguida um pouco de pão e de água; o memorial de uma intervenção fundamental de Deus. Comer esse pão e beber essa água não é mais apenas sustentar sua vida física, mas estruturar toda a sua vida em torno de um pilar bem firme: a abertura à iniciativa de Deus sempre presente, até mesmo numa vida de pecado, sempre atuante, até mesmo numa vida de confusão.

Com pão e água, símbolos do antigo êxodo, Elias realiza seu próprio êxodo, e chega ao encontro com Deus. Revivendo a experiência de seu povo no deserto, ele liga o passado ao momento presente e encontra sentido para prosseguir. Por este pão e esta água, é toda a densidade da vida divina que penetra no ser humano e “transfigura seu corpo de miséria”.

Ligando com a vida hoje, a Igreja vê nos versículos 6-8, referentes ao pão que estava do seu lado, o Pão eucarístico, o qual dá vigor ao cristão durante a peregrinação neste mundo (Concílio de Trento, sessão 13ª, capítulo 8 – Dez 882; Catecismo II, 4,54; 3º do 1º noturno da festa do Corpo de Deus). A Eucaristia, pão celeste preparado pelo amor divino mediante o fogo dos tormentos e das humilhações da Paixão, nos sustenta ao longo do deserto desta vida até o ponto mais alto da união com Deus no céu.

A Eucaristia é feita assim para as pessoas destituídas de suas certezas e de uma boa consciência. Somente então, ela tem chance de ser plenamente eficaz.

Salmo responsorial – 33/34,2-9. É um Salmo de ação de graças individual na linha sapiencial. Uma pessoa passou por situação difícil , por “temores” (versículo 5) e “apertos” (versículo 7), “consultou a Deus” (versículo 5), e “gritou” (versículo 7) e foi atendido. Deus “respondeu” e “livrou” (versículo 5), “ouviu” e “salvou” (versículo 7), e agora essa pessoa está no Templo de Jerusalém para agradecer. A ação de graças era feita em voz alta, em espaço aberto. Ela faz seu agradecimento público, de forma que muita gente toma conhecimento da “graça alcançada”. O Salmo se torna, assim, catequese para os romeiros, transmitindo uma experiência de vida

O rosto de Deus no Salmo 33/34. O Salmo faz uma longa profissão de fé no Deus da Aliança, aquele que ouve o clamor, toma partido do pobre injustiçado e o liberta. Deixemos que o próprio Salmo mostre o rosto de Deus. Ele responde e livra (versículo 5), ouve e salva (versículo 7) e seu anjo acampa em torno dos que o temem e os liberta (versículo 8). O Apóstolo Pedro também fez essa experiência (Atos 12,6-10). É uma imagem forte, que mostra o Deus aliado como guerreiro que luta em defesa de seu parceiro na Aliança.

Este Salmo encontra em Jesus um sentido novo e insuperável. O próprio nome dele resume tudo o que fez em favor dos pobres que clamam (Jesus significa “Deus salva”). A missão de Jesus é levar a boa notícia aos pobres (Lucas 4,18). Maria de Nazaré ocupa o lugar social dos empobrecidos e, no seu hino, retoma o versículo 11 do Salmo.

Cantando este salmo na celebração de hoje, bendigamos ao Senhor que sempre escuta a oração dos empobrecidos e os liberta de suas angústias.

R: PROVAI E VEDE QUÃO SUAVE É O SENHOR!

Segunda leitura – Efésios 4,30-5,2. Paulo escreve aos cristãos de Éfeso após longa meditação sobre o projeto de Deus que se cumpriu em Jesus Cristo, para libertar a criação inteira e toda a humanidade.

O selo de garantia de nossa salvação é o Espírito Santo, o Espírito de amor que brota do íntimo do coração do próprio Deus. Isso significa que os cristãos não são apenas o objeto de uma distante e misteriosa eleição divina, mas foram pessoalmente ligados por este benefício, a ponto de se tornarem a propriedade de Deus, que traz a sua marca e é colocada debaixo de boa proteção (Êxodo 12,13; Ezequiel 9,4-7; Apocalipse 7,3; 9,4). Com a ajuda do Espírito Santo, o batismo marca o cristão com este selo, a fim de que ele se considere um dom de Deus, o sinal de uma partilha da vida divina e o princípio da comunhão entre irmãos e irmãs. Mas tantas mesquinharias podem sufocar esse Espírito em nós. E é ai que os cristãos de Éfeso experimentam algumas dificuldades: os pecados da língua. Por isso devemos imitar Deus no perdão mútuo e amar como Cristo amou. Nossa vocação é sermos semelhantes ao Pai, segundo o modelo de Cristo.

O Espírito Santo, motivo de união do Corpo de Cristo (1Coríntios 12,13), que é a Igreja, é entristecido por tudo o que prejudica a unidade deste Corpo. Pelo batismo fomos selados no Espírito, isto é, passamos a viver como propriedade e sob a proteção Dele, em vista do último dia, dia do juízo em que será consumada a obra redentora de Cristo, e Deus reconhecerá os seus e afastará os estranhos. Conclui-se, então, que aqui o Espírito é considerado como alguém que pode ser entristecido, e porque sabemos que do ponto de vista teológico tal fato não é possível em Deus, a explicação é que Paulo fala de modo humano para se fazer entender. Se o Espírito Santo fica entristecido com as nossas atitudes, significa que Ele é Pessoa divina e não uma abstração.

Esse modo de viver encontra fundamento na obra realizada por Cristo ou na obra que o pai cumpriu em Cristo. Como Cristo ama e se entrega em sacrifício, devemos agir da mesma forma.

Evangelho – João 6,31-51. O Evangelho deste domingo nos garante que Jesus é o único que desceu do céu como pão, dom de Deus ao mundo. A multidão manifesta sua falta de fé por meio de discussões e murmúrios, como o povo de Deus no deserto ( Êxodo 16).

“Ver o Filho” (versículo 40) ou “vir a ele” (versículo 37 e 44) significa reconhecer efetivamente as relações de Cristo com seu Pai. Em outras palavras, no próprio momento em que o discípulo entra em relação com o Pai e, portanto, no mistério de sua pessoa.

Jesus só tolera discípulos que estejam entre aqueles que reconhecem sua unidade primitiva com o Pai e não vir a Ele por causa do encantamento de uma doutrina particular, mas pela missão que cumpre em nome de Deus. Aliás, Jesus se recusa a aceitar discípulos que o escolheriam por atração ou entusiasmo: é o próprio Pai que escolhe discípulos para ele. Dá esses discípulos ao Filho e neles faz nascer a vocação (versículo 37; João 6,43-44; 15-16). O discípulo não se liga a Jesus apenas pelo que Ele diz, mas ainda e sobretudo pelo que Ele é. Ele não se limita mais a “seguir” Cristo, como dizem os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, mas “vê” Cristo (versículo 44).

Jesus afirma que aquele que “murmura” (versículo 41) não vê as relações de Cristo com o Pai e se recusa a reconhecer, no filho de José, alguém descido do céu (versículos 42-43). Não conseguiram entender o mistério da Encarnação.

Cristo responde a esses murmúrios proclamando-se “pão da vida descido do céu” (versículos 48-49), retomando assim o que já tinha dito mais acima (João 6,31-33). Esta expressão indica e marca sua pessoa em relação com o Pai, enquanto ela vem trazer a vida divina pelo mistério da Encarnação. Depois, sem transição, o discurso passa do Pão-pessoa ao Pão-eucarístico (versículo 31).

É o Pai quem instrui e orienta para conhecer aquele que é a plenitude da revelação. Os ouvintes da pregação de Jesus não entenderam como Ele podia se chamar o “Pão descido do céu”. Ficaram presos à idéia do pão material que Jesus lhes dera na multiplicação dos pães e não conseguiram acolhe-Lo como pão que alimenta para a vida eterna.

O pão vindo do céu (maná) e a água que jorrou da rocha são os mesmos sinais da presença de Deus junto ao profeta Elias, e que Jesus, presença do Pai, declara ser.

A palavra “carne” indica a realidade inteira da pessoa, com suas possibilidades e fraquezas. João insiste no valor salvador da Encarnação. Este pão entregue, pleno de potencialidades que a morte não destrói, é “minha carne”, diz Jesus (versículo 51). Os judeus e as primeiras gerações cristãs, tiveram problema com a “carnalidade “ (cf. 1João 4,2), com sua encarnação histórica. Tal situação só foi superada pela revelação de Jesus, o Ressuscitado. Nele, a vida encerra uma potencialidade transformadora implantada para sempre na humanidade inteira.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Nossa busca fundamental é viver em nossa luta, para que a vida seja mais humana e feliz. Nossa tragédia e não poder vencer a morte. Diante desta realidade humana, Jesus apresenta-se como Pão que dá a vida sem-fim ao mundo.

A experiência de Elias nos ajuda a enfrentar os dissabores da missão que exige esforço demasiadamente grande para ser realizada com as próprias forças. Há necessidade imperiosa de caminhar sempre, apoiados nas forças do alimento que nos mantém vivos, rumo à felicidade plena.

A chave da fé cristã é que a vida eterna começa em nossa vida aqui, como diz Puebla, nº 228. Já podemos viver neste momento a vida plena, pois Jesus se faz nossa vida através de sua Palavra e da Eucaristia. Nele temos, desde já, pela Ressurreição, uma semente de eternidade dentro de nós. Ela desabrochará em plenitude, vencendo a morte. Em cada gesto de amor, caridade e justiça, damos passos para a eternidade.

Que o sacramento do Corpo de Jesus realize em nós a alegria da comunhão e nos coloque sempre a serviço da vida, semeando a ressurreição em lugares e pessoas onde a vida está sendo desrespeitada.

Portanto, é realmente pela Eucaristia que se instauram as relações mais profundas do discípulo e da discípula como o Mestre, e é neste sacramento que se “vê” melhor o elo que une Jesus a sei Pai. Desde então, o mistério eucarístico aparece, a justo título, como o “mistério da fé”.

Celebrar a Eucaristia significa para a Igreja, reter os sinais autênticos do amor e do conhecimento que unem o Filho ao Pai e que nos unem ao Filho. A Eucaristia é este sinal decisivo porque expressa a resposta perfeita do Homem-Deus a seu Pai e porque contém a resposta da Igreja à mesma exigência de fidelidade e de amor.

Ao movimento de descida do Pão da Vida, na Encarnação e na Eucaristia, corresponde um movimento de atração dos discípulos e discípulas em direção a Cristo. Deus, que envia Jesus para a humanidade, assegura-lhe ao mesmo tempo, a nossa fé de todos.

O pão que comemos, mandado do Senhor, tem-nos mantido de pé a caminho do seu projeto?

4- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Em cada celebração participamos da Páscoa de Jesus ao receber a semente da vida eterna, busca fundamental de nossa vida.

Através da Palavra e da Eucaristia, Jesus se faz nossa vida e nos permite viver aqui a vida eterna, a vida plena, que é Ele mesmo.

Ele se proclama e se oferece como pão que nos satisfaz plenamente, responde nossas inquietações, dá rumo a nossa caminhada.

Reunidos em ação de graças e na partilha entramos em comunhão com Ele, renovamos nosso compromisso de viver como irmãos e irmãs, na ajuda mútua, no perdão e na solidariedade, e nos colocamos também a serviço da vida para semear no mundo a paz, a justiça e alegria de viver, a ressurreição.

5- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Carne como Pessoa de Jesus

O Salmo responsorial, que traz como refrão um dos versículos do Salmo 33/34: “Provai e vede quão suave é o Senhor”, ajuda-nos a compreender melhor como se dá a experiência da vida eterna ao comer a “carne” de Jesus dada para a vida do mundo (cf. João 6,51). Primeiro, é preciso que nos libertemos da concepção orgânica da palavra “carne”. Nos escritos do Novo Testamento, de matriz cultural e religiosa judaica, “carne” pode significar várias coisas. No Evangelho de João, diz respeito à pessoa de Jesus, como realidade sensível, capaz de ser absorvida por nossos sentidos; na celebração litúrgica, à Eucaristia. Não se trata de corpo biológico de Jesus. A vida de Deus se revela na carne de Jesus, que nos é passível de perceber com os sentidos. Com nossa corporeidade. A vida de Deus se torna sensível, capaz de ser experimentada e vivida por nós, que somos carne, que somos humanos. É por essa razão que o documento conciliar sobre a Sagrada Liturgia nos lembra que Cristo nos salva por sua humanidade, isto é, por sua Encarnação, por ter se tornado carne (Sacrossanctum Concilium 5).
Configurados com Cristo

Após a celebração dominical da Eucaristia, a comunidade cristã se configura a Cristo, pois assume a sua humanidade redentora. Assim como o pão e o vinho são transformados em sacramento de salvação, os cristãos e as cristãs, pela participação no pão da Vida, tornam-se símbolos da nova humanidade em Cristo Jesus. O que ocorre com os sinais sacramentais, acontece com cada fiel que obedece ao chamado do Senhor: “Levanta-te e come, o caminho é longo”.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. O pão continua sendo o grande símbolo deste domingo. Conforme orientações do Missal Romano, poderá ser ázimo e, onde for possível, feito por pessoas da própria comunidade.

2. Dia 14 de agosto, celebramos a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, fundador do apostolado mariano, que sofreu o martírio no campo de concentração de Auchwitz. É um santo da Igreja da Polônia.

3. Convidar grupos de famílias para se reunirem durante a semana a fim de refletirem sobre sua missão na sociedade.

4. O mês de agosto é também chamado de “mês vocacional”, isto é, o mês de destacar a pastoral vocacional. A comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, insiste numa nova terminologia para os domingos deste mês. Não devemos refletir somente sobre a vocação especifica. É importante que tenhamos presente esse conteúdo para preparar as preces e alguma referência particular em relação às vocações:

– 1º Domingo: vocação para os ministérios ordenados (bispo, presbítero e diácono);

– 2º Domingo: vocação para a vida em família;

– 3º Domingo: vocação para a vida consagrada (vida religiosa contemplativa e missionária, institutos seculares, sociedades de vida apostólica e outras novas formas de vida religiosa);

– 4º Domingo: vocação para os ministérios e serviços na comunidade e na sociedade.

5. O CD: Liturgia VI, Ano A, CD: Liturgia IX, Ano B e o CD: Cantos de Abertura e Comunhão Tempo Comum I e II, da coleção Hinário Litúrgico da CNBB nos oferecem cantos adequados para cada Domingo. O repertório bem ensaiado manifestará, mais harmonicamente, o mistério celebrado.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 19º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

Dar uma passada nos cantos (refrão e uma estrofe), seguido de um momento de silêncio e oração pessoal, ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração. É fundamental uns momentos de silêncio antes da celebração. O repertório bem ensaiado previamente e com o povo, minutos antes da celebração, irá colaborar para a participação de todos.

A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial. O Evangelho deste Domingo ressalta Cristo o Pão da Vida e a manifestação de Deus. A antífona de entrada realiza, de antemão, o que o Evangelho proclama. Convém, portanto, cantar a antífona “Senhor, tua Aliança”, conforme propõe o Missal Romano e o Hinário Litúrgico III.

1. Canto de abertura. Invocação da fidelidade de Deus à sua Aliança, e de sua proteção (Salmo 73/74,20.19.22-23). Para o canto de abertura, sugerimos este Salmo que coloca a comunidade em diálogo com o Senhor em forma de súplica. “Senhor, tua Aliança leva em conta e não largues o teu povo”, CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 24. As estrofes são do Salmo 33/32, nos dá a certeza de que o Senhor protege sempre quem espera em seu amor. Outra opção é o Salmo 144/145: “Grande eu proclamo, és meu Deus”, Ofício Divino das Comunidades página 194-195.

2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD: Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I.

O Hino de louvor “Glória a Deus nas alturas” é antiqüíssimo e venerável, com ele a Igreja, congrega no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto desse hino por outro (cf. IGMR n. 53). O CD: Festas Litúrgicas I propõe, na faixa 2, uma melodia para esse hino que pode ser cantado de forma bem festivo, solista e assembleia. Ver também nos outros CDs que citamos acima.

3. Salmo responsorial 33/34. Provai e vede como é bom o Senhor. É o Deus aliado que luta em defesa de seu povo. “Provai e vede quão suave é o Senhor!”, CD: Liturgia IX, melodia igual à faixa 8.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

4. Aclamação ao Evangelho. O pão vivo, pão da vida eterna (João 6,51). “Eu sou o pão da vida, descido do céu”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 11. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical. Portanto, preserve-se a aclamação ao Evangelho cantando o texto proposto pelo Lecionário Dominical. Ele ajudará a manifestar o sentido litúrgico da celebração, conforme orientações da Igreja na sua caminhada litúrgica.

Aleluia é uma palavra hebraica “Hallelu-Jah” (“Louvai ao Senhor!”), que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Mais do que ornamentar a procissão do Evangeliário, sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra viva, sendo assim manifestação da fé presença atuante do Senhor.

5. Canto de Apresentação dos dons. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração, no Domingo do Pão da Vida. Devemos ser oferendas com nossas oferendas para socorrer os necessitados. Expressemos nossa compaixão para com os que sofrem. “Dai-lhes vós mesmos de comer, que o milagre vai acontecer”, CD: Festas Litúrgicas II, melodia da faixa 9.

6. Canto de comunhão. “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem come deste pão viverá eternamente” (João 6,51a). “Teu corpo é nosso alimento,…”, CD: Liturgia IX, mesma melodia da faixa 9; exceto o refrão.

O Evangelho de hoje, mostra que os judeus não entenderam a multiplicação dos pães, não souberam reconhecer no Senhor o “Pão vivo descido do céu”. Nesse sentido, a Igreja oferece outras excelentes opções: “Eu sou o pão que vem do céu”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 22. “Eis o pão da vida, eis o pão dos céus”, canto Hinário Litúrgico III da CNBB página 351. Este é antigo e bem conhecido. Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai. Estes cantos também permitem estabelecer e experimentar a unidade das duas mesas, considerando a Liturgia um único ato de culto. O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do dia. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Preparar o espaço da celebração bem festivo, porque cada domingo é Páscoa semanal. Os enfeites não podem ofuscar as duas mesas principais: mesa da Palavra e o Altar.

2. O ambão, segundo a tradição cristã, faz referência ao sepulcro vazio, ao lugar da Ressurreição e do anúncio do Cristo vivo. Ao lado dele, no Tempo Pascal e quando há celebrações de Batismo e Crisma, se coloca o símbolo de Cristo Ressuscitado, o Círio Pascal. Para isso, haja espaço suficiente para um belo candelabro e, se for oportuno, em algumas circunstâncias, um arranjo floral. Em outras oportunidades se pode também colocar a Menorá (candelabro de sete braços).

3. A cor litúrgica é o verde nos paramentos no ambão. Pode-se também destacar com um detalhe o verde na mesa do altar.

9. AÇÃO RITUAL

A equipe de acolhida, incluindo quem preside, recebe as pessoas que vão chegando de maneira afetuosa, saudando-as cordialmente.

Convidar alguns pais para participarem da procissão de entrada (mas não fazer este convite na última hora – é importante que eles sejam preparados e orientados de como proceder durante a procissão, ao chegar ao presbitério, se farão genuflexão ou inclinação, o lugar em que permanecerão etc.).

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado.

2. A opção “c”, do Missal Romano para a saudação presidencial é muito oportuna para iluminar o sentido litúrgico deste domingo:

“O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco” 2Tessalonicenses 3,5).

3. O sentido litúrgico, após a saudação do presidente, pode ser feito por quem preside, pelo diácono ou um ministro devidamente preparado com palavras semelhantes às que seguem:

Domingo de Jesus, o pão da vida. Escutando as palavras do Senhor, nós o reconhecemos como pão vivo descido do céu. Somos renovados na promessa e na certeza de que, comendo deste pão, viveremos eternamente. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo em todas as pessoas e grupos que se preocupam com a vida do povo.

4. Em seguida fazer a “recordação da vida” trazendo os fatos que são as manifestações da Páscoa do Senhor na vida da comunidade, do país e do mundo, mas de forma orante e não como noticiário. Deve ter presente a realidade de sofrimento em que vive hoje a multidão de empobrecidos, a grande massa sobrante e excluída do processo de desenvolvimento social, econômico e político em nosso país e no mundo usando alguns símbolos. Trazer os acontecimentos de maneira orante e não como noticiário.

5. Se a opção é rezar o ato penitencial, sugerimos que a motivação para o Ato Penitencial seja a fórmula I da página 390 do Missal Romano:

O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão.

Após uns momentos de silêncio rezar ou cantar o Ato Penitencial da formula 1, para os domingos do Tempo Comum na página 393 do Missal Romano, que destaca Cristo como Caminho, Verdade e Vida.

6. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

7. Na Oração do Dia supliquemos a Deus que nos de um coração de filhos. “Deus, a quem ousamos chamar de Pai”: invocação filiar da fidelidade de Deus à sua promessa.

Rito da Palavra

1. Espiritualmente alimentada nas duas mesas, a Igreja, em uma, instrui-se mais, e na outra santifica-se mais plenamente; pois na Palavra de Deus se anuncia a Aliança divina, e na Eucaristia se renova esta mesma Aliança nova e eterna. Numa recorda-se a história da salvação com palavras; na outra, a mesma história se expressa por meio dos sinais sacramentais da Liturgia (Elenco das Leituras da Missa, Lecionário Dominical, página 17).

2. As leituras, bem preparadas e proclamadas pelos ministros leitores, ajudarão as comunidades a se desprenderem dos folhetos e a acolher a Palavra de Deus como discípulos atentos que ouvem o próprio Cristo que lhes fala ao coração.

3. Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz Palavra, rezar a Palavra. Pois “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”. Portanto, dar real importância à proclamação das leituras e do Salmo.

4. O Salmo responsorial, muito caro à piedade do povo, seja cantado, de tal forma que a assembléia responda à primeira leitura de forma orante e piedosa.

5. O Evangelho de hoje merece especial destaque. Após ser proclamado, a assembleia poderá repetir as frases mais significativas, após momento de silêncio. Ou quem preside repetir as frases mais significativas.

Rito da Eucaristia

1. Valorizar nesse dia a procissão das oferendas levadas pelos próprios fiéis, pois “embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual” (IGMR, nº 73).

2. Neste domingo por ser Dia dos Pais, uma família pode levar o pão e o vinho até o Altar.

3. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha com misericórdia os dons da Igreja e que sejam transformados por Ele em sacramento de salvação.

4. A mesa eucarística seja expressão daquilo que foi proclamado no Evangelho. Além das observações do domingo anterior, seria muito conveniente o uso de pães ázimos em lugar de hóstias.

5. Se for escolhida outra oração eucarística sugerimos o Prefácio para os Domingos do Comum III, página 430 do Missal Romano o qual destaca Jesus Cristo como penhor da vida futura. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Nós reconhecemos ser digno da vossa glória vir em socorro dos mortais com a vossa divindade. E servir-vos da nossa condição mortal, para nos libertar da morte e abrir-nos o caminho da salvação, por Cristo, Senhor nosso” O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia. Outra excelente opção é o Prefácio da Santíssima Eucaristia I: “Sua carne imolada por nós é o alimento que nos fortalece”. Se for escolhida uma das orações eucarísticas com prefácio próprio, seria oportuno a Oração Eucarística V, do Congresso Eucarístico de Manaus.

6. A fração do pão, durante o Cordeiro, seja um momento importante para a assembléia. Cristo é “o pão descido do céu que é dado a todos que o buscam”. Quem preside deve realçar bem o gesto da “fração do pão” e da partilha do Pão da Vida, no momento da comunhão, acompanhado pelo canto do “Cordeiro de Deus”. Durante a fração do pão e sua mistura no cálice, o grupo de cantores canta a invocação “Cordeiro de Deus” à qual o povo responde tende piedade de nós. Para preservar o caráter de ladainha do Cordeiro de Deus, seria interessante que um solista cantasse a primeira parte e a assembléia respondesse o tende piedade de nós e por último o dai-nos a paz. Quando se usa o pão ázimo demora-se mais para terminar a fração do pão. É bom saber que o canto do “Cordeiro de Deus”, deve durar até o término da fração do pão como diz o Missal Romano e não somente cantar três vezes.

7. A comunhão expressa mais nitidamente o mistério da Eucaristia quando distribuída em duas espécies, como ordenou Jesus na última ceia, “tomai comei, tomai bebei”. Vale todo esforço e tentativa no sentido de se recuperar a comunhão no Corpo e Sangue do Senhor para todos, conforme autoriza e incentiva a Igreja. “A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob essa forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no Reino do Pai” (IGMR, nº 240).

Ritos Finais

1. Na Oração depois da comunhão suplicamos que a Deus que a Eucaristia que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na verdade.

2. Bênção especial para as famílias e pais presentes. Aproveitar as sugestões do Ritual de Bênçãos, próprias para as famílias. Aqui vai uma proposta:

Pr. O Senhor esteja convosco.

T. Ele estás no meio de nós.

Pr. Deus, Pai da família humana, guarde e faça prosperar o lar de todos vós.

T. Amém!

Pr. O Senhor Jesus, que viveu na família de Nazaré, faça de nossas casas e moradias um lugar de aconchego, respeito, diálogo e harmonia cristã.

T. Amém!

Pr. O Espírito Santo, que ilumina, anima e unifica, transforme nossas igrejas e comunidades em verdadeiras famílias, abertas, acolhedoras e dedicadas aos mais pobres.

T. Amém!

Abençoe-vos…

3. As palavras do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Quem crê em Cristo, o Pão vivo descido do céu, tem a vida eterna”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!

4. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

5. Se houver condições, fazer um ágape fraterno após a celebração com as famílias. Pode ser um café comunitário como costumam fazer os orientais após a celebração.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Pai hoje nos convida a uma maior disponibilidade para seguir Jesus, que vem ao encontro de nosso esmorecimento e fraqueza e se oferece como sustento, pão que satisfaz, responde às nossas angústias e nos anima a prosseguir, com coragem, seu caminho.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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