19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C – 11 de agosto de 2019

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C – 11 de agosto de 2019

09/08/2019 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

“QUE OS VOSSOS RINS ESTEJAM CINGIDOS E AS LAMPADAS ACESAS”

Leituras

 

Sabedoria 18,6-9: A noite da libertação foi anunciada a nossos pais…

Salmo 32/33,1.12.18-19.20.22: Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

Hebreus 11,1-2.8-12: A fé é uma antecipação do que se espera.

Lucas 12,32-48: Vós também, ficai preparados.

 

1- PONTO DE PARTIDA

 

Domingo do verdadeiro tesouro e da espera vigilante. Neste Domingo, Jesus continua a instruir seus discípulos e fala sobre o verdadeiro tesouro e completa o ensinamento sobre como proceder diante dos bens deste mundo. Esse tesouro os ladrões não roubam e nem a traça corrói. É preciso direcionar o nosso coração para o essencial – o Reino de Deus e sua justiça –, pois onde está o nosso tesouro aí estará também o nosso coração. Para conseguir essa atitude, é preciso constante vigilância: rins cingidos e lâmpadas acesas. O uso correto dos bens ajuda a estarmos prontos para o encontro com o Senhor.

 

Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta em todas as pessoas e grupos que colocam suas esperanças e atenção no Reino – vivem continuamente alertas, em alegre esperança, preparando-se para a vinda do Senhor e, com certeza agindo concretamente na construção de novo céu e nova terra, lugar da habitação da justiça e da fraternidade.

 

Vamos ao encontro do Senhor com nossas lâmpadas acesas, abrigando em nossos corações a firme esperança de que o Senhor defende a nossa causa e não despreza o clamor dos que invocam o seu nome.

 

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

 

Contemplando os textos

 

Primeira leitura – Sabedoria 18,6-9. A primeira leitura é tirada do livro da Sabedoria. Os versículos lidos hoje fazem parte de um conjunto maior (cf.11,2—19,22), em que o autor descreve a providencia de Deus no Êxodo. O autor do livro da Sabedoria faz um comentário das sete pragas, confrontando Israel com o Egito (ver capítulos 11—12 e 16—19: o comentário contido nestes capítulos é interrompido na seção 13—15; nestes últimos o autor fala da idolatria).

 

A morte dos primogênitos dos egípcios é considerada por toda a tradição hebraica como o mais duro castigo que Deus lhes infligiu e a prova decisiva em favor da libertação dos israelitas. Na passagem tirada para a liturgia de hoje, ele mostra como os filhos dos egípcios morrem no mar, porque seus pais tinham tido o projeto de jogar os filhos dos hebreus no rio Nilo (Sabedoria 18,5).

 

No trecho 18,5—19,21, de onde é extraída a palavra lida hoje, fala-se da morte dos primogênitos (décima praga). Os versículos 6-9, do capítulo 18, são recordações da libertação do Egito. O autor começa evocando a “noite” célebre e a promessa feita aos pais. Aquela noite tornou-se célebre. É “a noite” decisiva, em que acontecem os fatos mais importantes para toda a história do povo hebreu… Por isso o autor começa de rapidamente com ênfase, sem antes falar dela: “Esta noite…” Supõe-se por demais conhecida de todos. Nela aconteceram de excepcional importância para a história do povo: a punição dos opressores egípcios e a libertação do povo escolhido, mediante a “ceia ritual do cordeiro pascal”. Por isso é que “esta noite” tinha sido antecipadamente conhecida e anunciada. “Nossos pais”, do versículo 6, pode referir-se aos patriarcas: no caso trata-se do anúncio feito por Deus a Abraão (Genesis 15,13) e a Jacó (Gênesis 46,3s) de quem seus descendentes desceriam do Egito, mas que lá não permaneceriam para sempre. Ou, então, a expressão pode referir-se a Moisés e aos demais anciãos a quem Deus tinha antecipadamente anunciado o que aconteceria naquela noite.

 

O sacrifício da ceia pascal teve a força de unir profundamente os filhos de Israel, solidificando os destinos de todo o povo, a ponto de assumirem juntos os bens prometidos por Deus, como também os riscos do caminho. É uma constatação bastante comum que, quando um grupo, por ocasião de perigos muito grandes, se reúne para um ato religioso, esse ato produz uma grande solidariedade entre os membros do grupo. É isto que o autor quer expressar no versículo 9. Nesta celebração tão importante e decisiva, o autor imagina os hebreus já cantando os hinos que mais tarde começaram a fazer parte do ritual da ceia pascal. São os hinos do Hallel, os Salmos 112/113-117/118. é o canto de ação de graças por todas as maravilhas que Deus operou em favor de seu povo.

 

Esta ceia pascal era um verdadeiro sacrifício, apesar de não existir ainda o sacerdócio levítico. Os chefes de família desempenhavam então a função sacerdotal para sua pequena comunidade familiar.

 

Celebrar a Páscoa é, de certo modo, interpretar a história e saber que Deus não se cessa de escolher seu povo entre os justos e de castigar os ímpios. Pode-se supor o quanto esta lição ressoava nos coração dos judeus, novamente exilados no meio dos egípcios! Cristo morrerá no decorrer de uma destas Páscoas, para toda a humanidade, a fim de eliminar esta dívida racista e fazer compreender que egípcios e judeus se encontram juntos, no caminho da eleição e da salvação.

 

Salmo responsorial – Salmo 32/33,1.12.18-20.22 : O Salmo 32/33 é um hino de louvor ao Senhor com momentos de reflexão sapiencial. Esse tipo de salmo é marcado pelo louvor a Deus, salientando um ou mais aspectos de sua presença e ação no mundo.

 

Inicia com um convite ao louvor. O desígnio de Deus frente aos desígnios humanos: é um desígnio de salvação, que se realiza na eleição de um povo e não tem fim. O hino conclui acrescentando o tema da confiança e uma breve súplica final.

 

O rosto de Deus neste salmo. Há duas características fortes de Deus: Ele é o Criador e o Senhor da história. Deseja que o mundo inteiro o tema e experimente o seu amor. Ele tem um plano para toda a humanidade, e quer que esse plano se concretize. Nesse sentido, ao dizer “feliz a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu como herança”, o salmo não está reduzindo tudo a Israel, mas abrindo essa possibilidade a cada povo ou nação, em sintonia com alguns profetas depois do exílio na Babilônia.

 

O Novo Testamento vê Jesus como a Palavra criadora do Pai (João 1,1-18 e como Rei universal. A paixão segundo João O apresenta  como Rei do mundo inteiro, um rei que dá a vida para que a humanidade possa viver plenamente. A própria ação de Jesus não se limita ao povo judeu, mas abriu para outras raças e culturas, a ponto de Jesus encontrar mais fé fora do que dentro de Israel (Mateus 8,5-10.13; Lucas 7,9).

 

O livro da Sabedoria nos ensina que a pessoa que crê deve sempre estar aberta ao que é humano e às idéias novas que são descobertas. Entretanto deve também, ao mesmo tempo, ser fiel à experiência do passado. Neste salmo, agradeçamos ao Senhor o seu amor que se revela a nós na criação do mundo, na história e em nossa vida de hoje.

 

FELIZ O POVO QUE O SENHOR ESCOLHEU POR SUA HERANÇA!

 

Segunda leitura – Hebreus 11,1-2.8-12. A segunda leitura é da carta aos Hebreus. O capítulo 11 é um longo texto sobre a fé. Contém uma definição da fé e uma série de personagens exemplares. Os modelos de fé do Primeiro Testamento atingem o auge no exemplo de Jesus Cristo.

 

A descrição da fé (cf. versículo 1) não apresenta todo o seu objeto material, mas o fim a que se deve chegar. As realidades da fé são tão certas e firmes, que nossos modelos do passado nelas acreditaram e as cultivaram com coragem e testemunho (cf. versículo 2).

 

Nos versículos 1-2 se diz que a fé é garantia e convicção das realidades que se esperam; tudo que se espera, em si, não tem ainda consistência, mas pela fé, porém, temos certeza dela com se já existisse; ademais, a fé aliada à caridade constitui-se em elemento substancial da vida eterna.

 

A fé é “hypóstasis” (= substância = conotando firmeza, estabilidade, duração, verdade), base e fundamento real do que se espera e não se vê o que produz em nosso ânimo segurança, confiança e garantia sobre aquilo que há de vir – uma convicção, uma garantia mental. Os Santos Padres e muitos exegetas definem: a fé dá subsistência aos bens celestes em nossa vida, assegurando-lhes a existência e, já agora, a presença. Para Santo Tomás de Aquino a fé é o primeiro princípio e início da graça e da vida eterna (II-II, q. 4, a. 1c).

 

O versículo 2 explica bem dizendo que as realidades da fé são tão certas e firmes que nossos modelos do passado nelas acreditaram e as cultivaram com esmero, dando ilustre testemunho e, com isso, ficando célebres e valiosos para a nossa edificação.

 

A fé leva a compreender que Deus por sua Palavra criou o mundo, tornando visível o que era invisível (versículo 3). Em seguida, celebra-se a fé em Abel, Enoc e Noé, patriarcas pré-diluvianos (versículos 4-7), como virtude indispensável para agradar a Deus. Os versículos 8-19 dissertam sobre a fé de Abraão.

 

O grande modelo de fé é Abraão, isto é, pai dos crentes, são dedicados a ele doze versículos. Insigne na fé – ele e Sara –, foi chamado por Deus, obedeceu prontamente, saindo de sua terra para receber uma herança prometida. Deixou o certo pelo incerto, graças à sua obediência e sua fé gradual em na Palavra de Deus – fé que chegou a ser modelo. Cheio de fé aceitou morar em terra estrangeira, o país prometido. A fé de Abraão prende-se também a fé de sua esposa Sara, que teve dificuldade em crer, dadas a sua esterilidade e velhice que a impediam de conceber (cf. Romanos 4,19; 9,9; 1Pedro 3,6) e a sua dúvida quando lhe fora anunciado um filho (Gênesis 18,9-15). Contudo, pela fé ela superou a desconfiança inicial.

 

Abrão é o pai espiritual de todos nós (Romanos 4,16). Os versículos refletem sobre a fé dos patriarcas: embora Deus provasse a sua fé, protelando a realização das promessas, eles não desesperam, nem esmorecem em sua fé. Morrendo se ver o Prometido, contudo viram e saudaram de longe, na fé, no júbilo (João 8,55).

 

Nos versículos 17 a 18, Abraão chegou ao máximo de sua fé, de sua confiança, de sua obediência à Palavra de Deus. Recebera a promessa de um filho (Gênesis 21,12; Romanos 9,7). E, não obstante a velhice, o filho veio, para a felicidade de seus pais já idosos. Eis que Abraão passou por nova provação, a maior! Deus lhe exige a imolação de Isaac, seu filho único e muito amado (Gênesis 22,2). Como foi dramática a sua obediência a Deus neste evento (Gênesis 22,3-19)! Um herói da fé e da obediência (Romanos 4,20-22). Abraão ofereceu a Deus em seu coração o filho predileto (Gênesis 22). A descendência de Isaac será considerada como sendo a de Abraão.

 

Evangelho – Lucas 12,32-48. Mais um terço do Evangelho de Lucas é consagrado aos ensinamentos do Cristo aos seus discípulos (9,51—18,14: é a chamada “relação de Lucas sobre a subida de Jesus para Jerusalém”). “Quando se completaram os dias em que Jesus seria levado para o céu, tomou a firme decisão de partir para Jerusalém” (Lucas 9,51). Os setenta e dois discípulos são enviados, dois a dois, à sua frente (9,52 e 10,1). A exemplo do Mestre que “não tem lugar para deitar e descansar” (9,58), os discípulos devem renunciar a tudo: à família (9,59-62; 11,27-28), ao dinheiro (12,13-21) e até mesmo a toda espécie de preocupação relativa à roupa e à comida (10,41; 12,22-31). Nisto consiste a autentica pobreza: viver o hoje de Deus, anunciar o Reino de Deus que está próximo (10,9). Sem perder tempo. Evitando palavras e preocupações inúteis. A missão é urgente e exige total dedicação.

 

Os versículos 32-34, do Evangelho proclamado hoje, completam o ensinamento sobre o procedimento do cristão diante dos bens deste mundo.

 

A comunidade experimenta uma insegurança diante das falsas ilusões de riqueza e bem-estar. É neste contexto que Lucas recorda a palavra de Jesus: “Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino” (32).

 

A palavra de Jesus ajuda o grupo dos discípulos a se assumirem como herdeiros do Reino e a adotarem um estilo novo de viver as relações econômicas e sociais, livre de apegos e interesses puramente individuais. A preocupação primordial deve ser a vinda do Reinado de Deus.

Jesus fala também da necessidade de vender os bens e dar esmolas, ou seja, nos separarmos daquilo de que dependemos é a melhor maneira de aprender a liberdade do Reino. A atitude para com os bens terrenos não é uma questão insignificante, é ponto de referência do que é realmente importante na vida. O tesouro diz respeito aos interesses profundos que orientam nossas buscas e atividades. O tema da esmola é muito caro a Lucas (cf. Lucas 6,30; 11,41; 16,9; 18,22; 19,8; 21,1-4; Atos 9,36; 10,2.4.31; 11,29; 24,17). Não se trata aqui da pobreza espiritual, mas realmente da pobreza econômica: “Vendam todos os bens, e dêem o dinheiro aos pobres” (versículo 33). Portanto, trata-se da partilha, não pensar somente em acumular e esquecer das pessoas (cf. Lucas 12,13-21). Quando pensamos somente em acumular, achamos que estamos sozinhos no mundo e não precisamos de Deus e das pessoas.

 

O tema do tesouro (hoje nós falaríamos de “capitalização”) é bem conhecido na literatura sapiencial. Tobias 4,7-9 tem muitas afinidades com o discurso de Lucas: “Dá esmola segundo tuas posses e não afastes o teu olhar de nenhum pobre, e assim não se afastará de ti o olhar de Deus… Pois, assim agindo, acumularás um bom tesouro para o dia da necessidade”. O mesmo livro de Tobias diz que a sincera esmola vale mais que a oração e o jejum: “mais vale possuir pouco com justiça do que muito com injustiça” (Tobias 12,8). A esmola (partilha) livra da morte, purifica de todo pecado (12,9).

 

Lucas acrescenta parábolas de Jesus sobre a vinda do Filho do Homem. Através das parábolas (do servo e do patrão, dono da casa e ladrão, do administrador), Jesus exorta á vigilância. Estar sempre pronto para a volta do Mestre é fundamental para a prova da fé. É preciso estar preparado, pois o tempo da volta será uma surpresa.

 

O versículo 37b se destaca agora com maior nitidez: Explicita a felicidade dos servidores que serão servidos pelo próprio patrão, grato por tanta delicadeza. Esta frase expõe o contrário do que acontece na vida diária. Imaginemos só o patrão colocando, um avental para preparar a comida e servir a sua empregada doméstica ou os seus empregados! “Quem é o maior: aquele que se assenta para comer, ou aquele que serve? Não é aquele que está à mesa? Eu estou aqui como aquele que serve” (Lucas 22,27). Mais uma vez temos uma alusão ao banquete da Nova Aliança presidido por Cristo na Última Páscoa. Em João 13,1s esta palavra torna-se ação pelo exemplo do lava-pés.

 

As comparações que Jesus faz nas parábolas enfatizam a necessidade de estarmos preparados a todo e qualquer momento: a volta de um senhor depois das núpcias, quando a vinda é certa, mas o momento da chegada não; a vinda de um ladrão, quando nem mesmo a vinda é certa. O “dia da volta do Senhor” não está marcado, nem para hoje, nem para amanhã e nem foi marcado para o ano 2012 como afirmaram, como também não aconteceu no ano 2000!: “daquele dia e da hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas só o Pai” (Mateus 24,26). Cuidado com os falsos profetas do tipo borboleta azul, cuidado com os pregadores do fim do mundo! Cuidado com uma certa mulher de Minas Gerais que anunciou o fim do mundo para 2012…

 

O traje do trabalho (rins cingidos) lembra os preparativos para o êxodo hebreu (cf. 12,11). O povo devia estar preparado para sair, às pressas, logo que viesse a convocação do Senhor. A noite, numa hora tardia e imprevista, voltou para casa. Não é só o guarda-noturno que fica vigiando: todos os servidores estão acordados, esperando a chegada do mestre. Estão com as roupas bem amarradas na cintura para abrir o portão com maior rapidez. É também a maneira de vestir-se dos judeus quando celebram a Páscoa (Êxodo 12,11) onde esperam a vinda do Messias. Têm lâmpadas acesas para clarear o trajeto do patrão.

 

A intervenção de Pedro (cf. versículo 41) faz com que o Senhor aplique aos que estão à frente da comunidade (cf. versículos 42-48 – os líderes cristãos) os príncipes enunciados. Os líderes da Igreja serão provados e julgados conforme a fidelidade e a lealdade à missão que lhes foi confiada.

 

Embora sejam apropriadas aos dirigentes, as parábolas têm uma aplicação ampla para todos os que receberam dos espirituais e temporais.

 

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

 

A Palavra de Deus hoje faz lembrar a oração de Santa Tereza D’Ávila: “Não te perturbe, nada te espante, tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem a Deus, nada lhe falta. Só Deus basta”. O caminho é conduzido pelo próprio Deus. Mas quer de nós uma resposta pronta e cheia de confiança e fé”.

 

Ele tem um plano para nós: a edificação do seu Reino. Mas a nossa realidade muitas vezes é contrastante com esse Reino. Devemos concentrar nossas energias no projeto de Deus. Somos convidados mais uma vez a rever as nossas opções e a tendência de acreditar em nossas forças.

 

Um coração centrado nas riquezas e no orgulho está longe do projeto de Deus. Tudo isso nos coloca no perigo ameaçador de não acolher o Mestre Jesus, sua palavra e, ainda, no riso de não ter aquela liberdade radical do coração e de todas as energias – condição para a plena aceitação do Reino de Deus. Por isso, Jesus pede aos que querem acolher o Reino e segui-lo mais de perto que dêem em esmola os seus bens e se tornem pobres, despojados.

 

A entrega é uma resposta livre, realizada na fé, como fizeram os nossos pais e mães no passado, como fez Jesus Cristo, o Filho de Deus.

 

A proposta de Jesus Cristo é radical. Podemos fazer a mesma pergunta que Pedro fez ao Mestre: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” (v. 41). Certamente que é para todos, mas hoje os pastores, dirigentes, líderes, responsáveis pelo povo têm uma responsabilidade maior: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido” (v. 48).

 

Como já dissemos, hoje é um tempo favorável para revermos a opção pelos pobres. Uma vez feita, não significa que está tudo pronto e acabado. O convite à vigilância pede que tenhamos rins cingidos e lâmpadas acesas no caminho de construção do Reino, onde a opção preferencial pelos pobres e miseráveis seja concretizada.

 

4- A PALAVRA SE FEZ CARNE E SE FAZ CELEBRAÇÃO

 

A fidelidade é conseqüência da fé (em latim, têm a mesma raiz: Fidelis/fides).  O seguimento de Cristo consiste em vigiar e atentar a favor dos sinais do Reinado de Deus no mundo. Esta é a base teológica para todo e qualquer ministério que se queira cristão.

O modo que assumimos para servir não é um modelo de escravidão. Em Cristo, tomamos parte da filiação divina e somos capazes de alcançar a herança prometida a nós (Coleta), da mesma forma que foi prometida e realizada a Abraão. Essa herança não é conseguida, entretanto, nem pela nossa atividade como missionários, nem a podemos receber na passividade de quem se acomoda. Ela é alcançada no sentido de experimentada no cumprimento do mandato do Senhor de administrar os bens que não são nossos, mas fruto da generosidade divina.

 

A sacramentalidade de quem serve

 

Não somos proprietários do mundo, das pessoas e da história, mas administradores, ecônomos. Somos sinais daquele que, além de Senhor do mundo é também seu cuidador (nas liturgias orientais Deus é denominado de Divino Filantropo).

 

A riqueza do rito da apresentação das oferendas é grande, quando nós, que somos Igreja, apresentamos a Deus os dons que são frutos de sua generosidade para conosco, de modo que Ele (Deus) transforma tais dons em símbolos-sacramentais de sua presença no mundo (cf. Oração sobre as oferendas).

 

Aliás, toda a celebração concorre exatamente para esta apoteose (do gr. Apotheosis), isto é, a nossa subida à condição de Deus, por participação em seu ofício de cuidar do mundo criado, Ele que é o seu “arquiteto e construtor” (cf. II leitura).

 

E nós fazemos liturgia exatamente por isso, de modo que aquilo que recebemos no sacramento se torne verdade em nós (cf. Oração depois da comunhão). Nós nos tornamos divinos à medida que nos tornamos idênticos a Cristo, que tão bem cuidou do mundo pois a ele “muito foi dado” (cf. Evangelho).

 

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

 

Na mesa da Palavra recebemos de Jesus a promessa do Reino. A experiência de Jesus Cristo, a dos seus seguidores e a nossa hoje provam que a construção do Reino de Deus não se dá sem tensões e desafios.

 

Na celebração eucarística, expressamos o desejo coletivo e pessoal pela vinda do Reino. Pedimos numa só voz: “Venha a nós o vosso Reino”. E aclamamos suplicantes: “Vinde , Senhor Jesus”. A encíclica Ecclesia de Eucharistia diz: “A aclamação do povo depois da consagração termina com as palavras ‘Vinde, Senhor Jesus’, justamente exprimindo a tensão escatológica que caracteriza a celebração eucarística (cf. 1Coríntios 11,26). A Eucaristia é tensão para a meta, antegozo da alegria plena prometida por Cristo (cf. João 15,11); de certa forma, é antecipação do Paraíso, ‘penhor da futura glória’. A Eucaristia é celebrada na ardente expectativa de Alguém, ou seja, ‘enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador’. Quem se alimenta de Cristo nosso Salvador’. Quem se alimenta de Cristo na Eucaristia não precisa esperar o Além para receber a vida eterna: já a possui na terra, como primícias da plenitude futura, que envolverá o homem na sua totalidade. De fato, na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia’ (João 6,54) […]” (nº 18).

“Conseqüência significativa da tensão escatológica presente na Eucaristia é o estímulo que dá à nossa caminhada na história, lançando uma semente de ativa esperança na dedicação diária de cada um aos seus próprios deveres” […].

 

Anunciar a morte do Senhor ‘até que ele venha’ (1Coríntios 11,26) inclui, para os que participam na Eucaristia, o compromisso de transformarem a vida, de tal forma que esta se torne, de certo modo, toda ‘Eucarística’. São precisamente este fruto de transfiguração da existência e o empenho de transformar o mundo segundo o Evangelho que fazem brilhar a tensão escatológica da celebração eucarística e de toda a vida cristã: “Vinde, Senhor Jesus!” (Apocalipse 2,20)” (nº 20).

 

Jesus confia a nós a missão de fazer acontecer o Reino no mundo. O mundo não é propriedade nossa, pois rezamos “vosso é o reino, o poder e a glória para sempre”.

 

A nossa ação é um serviço ao Senhor do universo, que “nos adota como filhos e filhas, para alcançarmos um dia a herança prometida por ele” (oração do dia).

 

Somos responsáveis pela herança de Deus – o povo que ele escolheu –, colaborando com ele na missão de libertar da morte a vida constantemente ameaçada (salmo de resposta), como fez Jesus, seu Filho e nosso Senhor.

 

  1. ORIENTAÇÕES GERAIS

 

  1. Preparar bem a celebração. A preparação feita por uma equipe que tenha formação litúrgica adequada pode assegurar uma celebração mais autêntica do mistério pascal do Senhor, assim como a ligação como os acontecimentos da vida, inseridos neste mesmo mistério de Cristo (cf. Doc. da CNBB 43, n. 211). Garantir que o povo de Deus exerça o direito e o dever de participar segundo a diversidade de ministérios, funções e ofícios de cada pessoa (Doc. da CNBB 43, n. 212; Sacrosanctum Concilium, n.14). Preparar a celebração e utilizar de uma metodologia – um caminho.

 

  1. O método da leitura orante auxilia muito na preparação da celebração. Seria bom que os membros da equipe e toda a assembléia criassem o hábito de praticar a leitura orante diariamente.

 

  1. Cada vez mais, cai em desuso os chamados “comentários” antes das leituras. Preferem-se as brevíssimas monições que exortam os fiéis para o acontecimento que se seguirá. São mais afetivos e introdutórios, do que informativos de qualquer conteúdo teológico ou catequético. São, inclusive, dispensáveis, sendo preferível o silêncio ou um refrão meditativo que provoque na assembléia aquela atitude vigilante para a escuta e conseqüentemente acolhida da Palavra de Deus. Sugerimos, neste caso, antes de iniciar a Liturgia da Palavra, o refrão “Senhor que a tua Palavra”.

 

  1. A leitura contínua do Evangelho, harmonizada com a primeira leitura, tirado do Primeiro Testamento, dá a tônica da celebração e apresenta um itinerário de seguimento. Aí temos a espiritualidade a ser vivida durante a semana e a vida toda.

 

  1. Dia 14 de agosto, celebramos a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, fundador do apostolado mariano, que sofreu o martírio no campo de concentração de Auchwitz. É um santo da Igreja da Polônia.

7- MÚSICA RITUAL

 

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 19º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Como a equipe de canto da sua paróquia executa os cantos durante o Tempo Comum? É com atitude espiritual?

 

A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 19º Domingo do Tempo Comum, “cantar a liturgia”, e não “na liturgia”. Os cantos devem estar em sintonia com o ano litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que a “equipe de canto” faz parte da equipe de liturgia.

 

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados nos CDs Liturgia VI e XI.

 

  1. Canto de abertura. Que Deus não esqueça para sempre o necessitado (Salmo 74/73,20.19.22.23). “Senhor, tua aliança leva em conta e não largues o teu povo!”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 24, exceto o refrão E ainda: “Olhai, Senhor, a vossa Aliança!”, Hinário Litúrgico da CNBB, página 385,392.

 

A filosofia deste mundo nos chama a não acumular bens. O cristão deve trazer a marca da partilha e também estar sempre de prontidão para a chegada do Senhor a qualquer momento. Somos cidadãos do Reino. Nesse sentido a Igreja também oferece outras opções como canto de abertura: “Jesus Cristo, esperança do mundo”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 5; “Ó Pai, somos nós o povo eleito”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 1.

 

  1. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

 

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

 

  1. Salmo responsorial 89/90. Somos herança de Deus e a Ele nós pertencemos. “Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança”, CD: Liturgia XI, melodia igual à faixa 21.

 

O Salmo responsorial é uma resposta que damos àquilo que ouvimos na primeira leitura. Isto mostra que o salmo é compromisso de vida e ele também atualiza e leitura para a comunidade celebrante. Primeira leitura, Palavra proposta e salmo Palavra resposta. Por isso deve ser cantado da Mesa da Palavra (Ambão) por ser Palavra de Deus. Valorizar bem o ministério do salmista.

 

  1. Aclamação ao Evangelho. O Filho do Homem virá (Mt 24,42a.43). “É preciso vigiar e ficar de prontidão”, melodia da faixa 7, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 7.

 

  1. Refrão após a homilia. “Onde estiver teu tesouro irmão. Lá estará inteiro o teu coração”, Ofício Divino das Comunidades, página 467.

 

  1. Apresentação dos dons. A escuta da Palavra e colocá-la em prática, deve gerar na assembléia a partilha para que ela possa ser sinal vivo do Senhor. Devemos ser oferenda com nossas oferendas. Levando em consideração a semana da família podemos cantar: “A mesa santa que preparamos”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 23; ou “Alegre em prece, teu povo agradece”, CD Liturgia XI, melodia da faixa 22.

 

  1. Canto de comunhão. Deus sacia Jerusalém com o trigo fino (Salmo 147,12.14). (João 6,51) O pão que Jesus dá é sua carne para a vida do mundo. “Sempre prontos estejam vocês, vigilantes, vigias atentos” melodia da faixa nº 23, exceto o refrão, CD Liturgia XI. E ainda: “Povo de Deus, louva o Senhor!”.

 

8- O ESPAÇO CELEBRATIVO

 

Preparar bem o espaço celebrativo, de modo que seja acolhedor, aconchegante e sóbrio como nos orienta o Evangelho de hoje.

 

Nas celebrações que acontecem à noite, podem-se dispor, junto à Mesa da Palavra, algumas lamparinas, como um pequeno arranjo de flores.

 

  1. AÇÃO RITUAL

 

O amor de Deus e a constância de Cristo se fazem verdade na vida dos fiéis à medida que realizam no mundo aquele trabalho divino de administrá-lo, de modo que cada criatura deixe brilhar em si mesma o fulgor de seu criador. Identificados com Cristo, tornamo-nos, de fato, sacramento de seu Corpo, Igreja que serve e trabalha em favor da vida do mundo.

 

Ritos Iniciais1

 

  1. A assembléia dominical dos cristãos é a reunião dos que foram ressuscitados por Cristo. É lugar onde a vida nova se exprime e nos encanta para que continuemos tal culto em espírito e verdade na vida cotidiana.

 

  1. Neste Domingo é muito oportuno a saudação da letra “d”, Romanos 15,13:

 

O Deus da esperança, que nos cumula de toda a alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

 

  1. O Missal Romano deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono ou outro ministro devidamente preparado (Missal Romano página 390).

 

  1. Após o sinal da cruz e a saudação presidencial, o presidente, um diácono ou outro ministro conduz a assembléia ao sentido litúrgico. Recordar também nossos pais: sua vida e missão, conquistas e desafios. Pode ser feito segundo as seguintes palavras:

 

Domingo do verdadeiro tesouro e da espera vigilante. Irmãos e irmãs, atentos à Palavra do Senhor, somos convidados a nos colocar em vigilância, a fim de que nossa vida esteja sempre em estado de espera, para a concretização do Reino que se anuncia. Participemos do banquete que o Senhor nos prepara, como sinal da comunhão plena que um dia gozaremos, na alegria de filhos e filhas.

 

  1. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

 

  1. Na Oração do Dia supliquemos a Deus que nos de um coração de filhos. “Deus, a quem ousamos chamar de Pai”: invocação filiar da fidelidade de Deus à sua promessa.

 

Liturgia da Palavra

 

  1. Como refrão para abrir a Liturgia da Palavra de maneira orante, sugerimos o canto “Luz do Universo” que fala em ver confirmada, na assembléia, a graça. Continuamos com a lógica batismal apresentada anteriormente, que se vê desenvolvida plenamente na súplica da oração depois da comunhão: “o sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme da vossa verdade”.

 

  1. Em todo o rito, a Palavra se conjuga com o silêncio. Momentos de silêncio após as leituras, o salmo e a homilia, fortalecem a atitude de acolhida da Palavra. O silêncio é o momento em que o Espírito Santo torna fecunda a Palavra no coração da comunidade. Nem tudo cabe em palavras.

 

  1. Antes da Profissão de Fé, trazer uma vela grande. O presidente da celebração ou um pai acende-a, dizendo: Bendito sejas, Senhor, vigia do teu povo! Acende em nós teu clarão para acolhermos com alegria a salvação. Vigiemos e acolhemos o santo Evangelho na nossa vida. (A partir desta luz, vão-se acendendo as velas da assembléia). Seria muito interessante as esposas, entregarem as velas aos pais. Na ausente de esposas os filhos ou alguém da família pode entregar a vela.

 

Liturgia Eucarística

 

  1. Valorizar nesse dia a procissão das oferendas levadas pelos próprios fiéis, pois “embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual” (IGMR, nº 73).

 

  1. Neste domingo por ser Dia dos Pais, uma família pode levar o pão e o vinho até o Altar.

 

  1. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha com misericórdia os dons da Igreja e que sejam transformados por Ele em sacramento de salvação.

 

  1. Proclamar o Prefácio dos Domingos do Tempo Comum VI página 433 do Missal Romano. Reflete nossa condição de peregrinos neste mundo e Cristo como penhor da Páscoa eterna. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Em vós vivemos, nos movemos e somos. E, ainda peregrinos neste mundo, não só recebemos, todos os dias, as provas do vosso amor de Pai, mas também possuímos, já agora, a garantia da vida futura”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Recorde-se que para prefácios móveis, usam-se apenas as Orações Eucarísticas I, II e III. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

 

  1. Valorize a Oração do Pai-Nosso, como oração dos filhos e filhas que esperam a concretização do Reino neste mundo.

 

  1. Valorizar o rito da fração do pão, “gesto realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Coríntios 10,17” (IGMR, nº 83).

 

Ritos Finais

 

  1. Na Oração depois da comunhão suplicamos que a Deus que a Eucaristia que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na verdade.

 

  1. É importante valorizar os formulários propostos no Missal Romano, para os diversos momentos da celebração, escolhendo-os de acordo com o Mistério celebrado de cada Domingo. Assim, recomendamos a bênção final IV do Tempo Comum que reflete a riqueza da fé, da esperança e da caridade que nos conduz à vida eterna.

 

  1. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Não tenhais medo, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. Vigiai sempre. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

 

 

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

As atitudes do cristão, indicadas por Jesus no Evangelho deste Domingo, são realmente o alicerce da vida cristã: ter um tesouro que influencia a vida toda: o Reino; viver continuamente alerta, em alegre esperança e preparado para a vinda do Senhor; agir concretamente na construção do “novo céu e da nova terra onde mora justiça e fraternidade”.

 

“Deus, vinde em nosso auxílio.

Senhor, socorrei-nos e salvai-nos”.

 

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

 

Um abraço fraterno a todos

 

Pe. Benedito Mazeti