10/05/2015 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

No processo iniciático da fé, a Pessoa do Catequista é elemento essencial da catequese, ele é o catecismo vivo. Enviado pela Igreja, numa comunidade concreta, realiza a sua vocação profética através da animação do seu grupo: anuncia, ilumina, testemunha, colabora com a evangelização na comunidade cristã. Daí que a formação humana, bíblico-catequética, espiritual e pedagógica dos catequistas deva ser uma das preocupações primeiras da Igreja.

A Catequese, desde sua o6527baacea18f3458405cabd69b2e852ae758355rigem, é vista como um processo permanente de aprendizado e de amadurecimento da fé. É um itinerário permanente de formação na fé, na esperança e na caridade. Ela transmite os conteúdos das verdades da fé, toca o coração das pessoas e, ao mesmo tempo, procura conduzi-las a Jesus Cristo. Portanto, a catequese tem como missão estas duas funções importantes: 1ª mistagógica [levar o catequizando a fazer a experiência da fé em Jesus Cristo]; 2° pedagógica [conduzir o catequizando a Jesus Cristo e à inserção na vida da comunidade].

A formação de catequista como discípulo, formando e formador de novos discípulos de Jesus Cristo é necessária para judá-los a aprofundar sua consciência vocacional, além de ser um aprendizado prazeroso, exigente e permanente, pois o catequista não nasce; é feito. A finalidade da ação formativa se orientará para que ele chegue a ser educador na fé ao modo da pedagogia de Jesus Cristo (cf. 1Pd 2, 21-25).

Essa formação se dá mediante um processo iniciático, em que a formação iniciática de um catequista responde à necessidade dar a conhecer, “transmitir”, experimentar, vivenciar, aderir e comunicar uma fé que seja madura, com verdadeiros fundamentos, por meio do encontro vivencial e íntimo com a pessoa de Cristo e seu Evangelho. Uma fé que o torne capaz de acompanhar os que se aproximam em busca de uma “formação orgânica e sistemática da fé” (CT 21).

Na verdade, para realizar essa tarefa, todos os fiéis cristãos, especialmente os catequistas para os quais isso é uma vocação, devem ser formados para viver aquela unidade com a qual está marcado seu mesmo ser, membros da Igreja e cidadãos da sociedade humana (ChFL 59), recordando que não podem existir níveis paralelos e diferentes na vida do cristão e do catequista: o espiritual, com seus valores e exigências; o secular, com suas diversas manifestações; e o apostólico com seus compromissos, ou seja: todos hão de ser e formar uma ação integral.”

Fonte: VII SULÃO DE CATEQUESE