25/11/2015 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Na Missa que encerrou a Jornada do Catequista em 2013, o Papa deixou-se inspirar pelas palavras do Profeta Amós que diz: “Ai dos que vivem comodamente (…) e não se preocupam dos outros”. Mas, por que é que acontece isto? – perguntou o Papa, respondendo que isso acontece quando perdemos a memória de Deus: “Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar.

A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!” “Quem é o catequista”? É aquele que guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-la nos outros. É belo isto!” A fé contém a memória de Deus, da história de Deus conosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem – continuou o Papa, afirmando que “o catequista é precisamente um cristão que põe essa memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo o que Deus revelou, isso é a Doutrina, isso é a doutrina na sua totalidade, sem cortar, nem acrescentar”. “Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)? Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?”

O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia”.

Fonte: Radio Vaticana

Pe. José Eduardo Vitoreti
Administrador Paroquial – Paróquia Nossa Senhora de Fátima de São José do Rio Preto