10/03/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Ministério e Catequese “Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu” (1Pd 4,10). A palavra ministério tem um amplo significado. Ela condensa toda a ação de Jesus que veio servir a humanidade e inaugurar o Reino, concretizando a vontade divina de que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). Da missão de Jesus, “pro-segue” a Igreja, chamada a servir o mundo e proclamar a libertação e a salvação para todos. Ministério é “um carisma em forma de serviço reconhecido pela Igreja” (Bruno Forte). O ministério é um compromisso dado pela Igreja aos fiéis que desejam servir com responsabilidade a missão que lhes é confiada. A Igreja reconhece que, “no conjunto de ministérios e serviços com os quais ela realiza a sua missão evangelizadora, ocupa lugar destacado o ministério da catequese” (DNC 39). O ministério da catequese nasce e cresce dentro de uma comunidade eclesial e da necessidade de preparar os cristãos para dar uma resposta de qualidade ao seguimento de Jesus. Paulo catequista e servidor da Igreja aconselha: “Temos, porém, dons diferentes segundo a graça que nos foi dada, seja a profecia, de acordo com a fé, seja o ministério, para servir. Se for o dom de ensinar, que ensine; se for o dom de exortar, que exorte. Se o de distribuir esmolas, faça-o com simplicidade. Se o de presidir, presida com zelo. Se o de exercer misericórdia, que o faça com alegria” (Rm 12,6-8). O ministério do catequista ocupa uma importante missão dentro da Igreja, na obra da evangelização, onde se diferencia dos outros ministérios, pois o catequista é um educador da fé, que utiliza a pedagogia do mestre de Nazaré, respeitando o tempo, a idade e a capacidade de cada catequizando. A missão catequética é exercida em nome da Igreja, o que significa que o catequista deve orientar não a seu bel prazer, mas de acordo com as orientações da Igreja. Quem fala em nome da Igreja deve também ser reconhecido por ela. O papa João Paulo II, dizia: “Mesmo com a multiplicação dos serviços eclesiais e extra-eclesiais, o ministério dos catequistas permanece ainda necessário e tem características peculiares: os catequistas são agentes especializados, testemunhas diretas, evangelizadores insubstituíveis, que representam a força basilar das comunidades cristãs” (RM 73).

Fonte: Net