15/05/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Temos consciência de que falar sobre a vocação de Maria em poucas linhas não é uma tarefa fácil, pois sua vida, sua história, sua missão e vocação antes, durante e após da vinda de nosso Salvador são carregadas de sentido e ensinamentos.

O povo de Deus, a partir dos profetas do Antigo Testamento, aguardava com muita esperança a vinda do Messias, o Salvador, aquele que viria para trazer a paz e a justiça definitiva para Israel. Na compreensão do povo, principalmente de suas lideranças religiosas, Ele viria como um rei, poderoso, forte, guerreiro, conquistador, um líder capaz de unir todas as tribos de Israel, trazendo paz e prosperidade para a Nação escolhida por Deus para ser um exemplo a ser seguido por todas as outras nações. E assim muitas famílias e mulheres esperavam a graça de ser a mãe do Salvador.

Deus escolheu uma jovem de família pobre de Nazaré, na Galileia. Seus pais eram Joaquim e Ana, pessoas simples e tementes a Deus. Maria, ainda em sua adolescência, foi prometida em casamento a um homem chamado José, da tribo de Davi. No final de uma tarde e início da noite, a Virgem Maria recebeu a visita do Anjo Gabriel que, em nome de Deus, veio para dizer-lhe palavras maravilhosas: “Alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28).

Diante da maior grandeza que um ser humano poderia esperar, que é ser a mãe do Filho de Deus, Maria em sua humildade e simplicidade vai dizer que não era casada e que não tinha nenhum homem, e o Anjo vai orientá-la. Maria compreendeu que para Deus nada é impossível e se jogou totalmente nas mãos d’Ele.

Maria sempre foi uma jovem simples, religiosa, disponível e servidora. Essas virtudes levaram-na a caminhar por muitas e muitas horas por uma região montanhosa até chegar à cidade onde morava sua prima Isabel, que estava grávida de João Batista. Ali Maria ficou ajudando até o nascimento do filho de Isabel.

Poucos meses depois nasceu também o Salvador da humanidade, Jesus Cristo, na cidade de Belém, onde José precisou ir para fazer o recenseamento a mando do Imperador César Augusto. A cidade estava muito cheia e não encontraram lugar para ficar. Diante da emergência, José providenciou em um estábulo, onde havia animais e, ali, nasceu Jesus. E muitos vieram para adorar o Filho de Deus, o Filho da Virgem Maria.

Muitos foram os momentos de Maria na vida de Jesus, além de sua infância, adolescência e início de sua juventude, pois em vários lugares por onde Jesus foi anunciar a Boa-Nova do Reino com os discípulos, ela ali estava e tudo que ouvia e via Jesus fazendo guardava no coração, sendo sua primeira discípula. Nos momentos mais difíceis de Jesus, ela também esteve presente e acompanhou nosso Salvador pela “Via Crucis”, até o calvário, onde foi pregado e morto na cruz, como o pior dos bandidos.

Para nós, cristãos católicos, a Virgem Maria está no céu junto com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e com todos os santos e santas. Ela é nossa grande intercessora e modelo de vida.

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