3º DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR  ANO B – 15 de abril de 2018

3º DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR ANO B – 15 de abril de 2018

13/04/2018 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Leituras

Atos 12a,13.15.17-19-23. Deus o ressuscitou dos mortos.

Salmo 4,2.4.6-7.9. Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

1João 2,1-5a. Vejamos se guardamos os seus mandamentos.

Lucas 24,35-48. Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.

 

“VÓS SEREIS TESTEMUNHAS DE TUDO ISSO”

 

1- PONTO DE PARTIDA

 

Celebramos o Domingo do encontro dos discípulos com o Senhor ressuscitado. No dia em que celebramos o terceiro domingo da Páscoa, voltamo-nos ao Senhor da vida. Confirmados na fé pelos sinais sensíveis e instruídos pelas palavras da Escritura, podemos perceber a sua presença viva no meio da comunidade dizendo: “A paz esteja convosco”.

 

Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta ressuscitado na caminhada dos discípulos, na fração do pão e em todas as pessoas e grupos que promovem a partilha e ajudam a criar laços de comunhão.

 

O Tempo Pascal é o período no qual a comunidade se situa no horizonte da ressurreição e da vida nova de Jesus. A vitória de Jesus desencadeia a ressurreição de toda a humanidade e a recriação do universo.

 

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

 

Primeira leitura – Atos 3,12.13.15.17-19. É o segundo discurso missionário de Pedro perante o povo israelita. Pedro em seu discurso diminui a culpa dos judeus porque agiram por ignorância a respeito do mistério divino de Cristo, de sua missão (Atos 3,17), pensando que tratar-se de um blasfemo e transgressor da Lei. Sem perceber, contribuíram para o cumprimento das profecias que se referiam ao Messias sofredor (Isaias 52,13-53,12; Salmo 21,2-19). “Pela boca de todos os profetas”… Os profetas formam um todo, uma unidade. Não significa dizer que o sofrimento de Jesus se encontra em todos e em cada um deles. Assim fez Jesus em Lucas 24,26s, Atos 10,43; assim fez Pedro (1Pedro 1,11). É o tradicional argumento das profecias. De maneira parecida falou Paulo em Antioquia da Pisídia Atos 13,27; cf. Romanos 10,3; 1Coríntios 2,7s; 1,23s), inclusive aplicando a si tal ignorância  para desculpar-se da antiga falta de fé (1Timóteo 1,13).

 

A comunidade primitiva finalmente descobre Jesus Cristo como o instrumento inocente e sofrendo pela multidão, graças ao qual Deus realiza seu projeto de salvação.

 

O apelo para o arrependimento e para a conversão (versículo 19) está em função da Parusia (versículos 20s), e eles são necessários para merecer a Bênção de Deus por meio de Jesus Cristo e o perdão dos pecados. Sinal deles é o batismo. A conversão supõe uma transformação interior da pessoa: para os pagãos é voltar-se sinceramente ao verdadeiro Deus e abandonar os ídolos (1Tessalonicenses 1,9; Gálatas 4,9; Atos 14,15; 15,19; 26,18-20), para os judeus é aceitar Jesus como Senhor (Atos 9,35; 1Coríntios 3,16). Já no Primeiro Testamento há referencias à conversão. A novidade na proclamação da Igreja consiste no entrelaçamento da conversão radical e do perdão com a obra salvadora de Jesus Cristo. Aderindo a Cristo pela fé e pelo batismo efetua-se a justificação portadora da salvação. A remissão dos pecados e o fato de conseguir a salvação estão vinculadas ao sacrifício expiatório de Cristo (Lucas 22,19s).

 

Mas, assim como o Senhor só atingiu sua glorificação pela morte, as pessoas também – a mais concretamente os habitantes de Jerusalém, responsáveis pela morte de Jesus Cristo – só poderão alcançar e regeneração universal passando pela conversão (versículos 19 e 26), reconhecendo Jesus como Senhor (cf. Atos 2,38; 5,31; 17,30) e assegurando assim o perdão de seus pecados (cf. Atos 2,38; 10,43; 13,38-39).

 

Do ponto de vista bíblico e teológico, a ressurreição de Cristo não aparece apenas como uma volta à vida neste mundo, até mesmo a uma vida melhor, mas, graças às citações bíblicas trazidas para prová-la, como uma real entronização messiânica (Atos 10,38: unção; 13,33: filiação; 3,13: glorificação).

 

A referência da ressurreição nas Escrituras indica que não podemos separá-la do modo pelo qual as pessoas concretas procuram o sentido da vida e esperam que Deus o revelaste, e do modo pelo qual Cristo cumpriu sua vocação messiânica na terra. A ressurreição de Jesus de Nazaré é o núcleo da fé cristã porque desvenda a identidade do Messias esperado: um homem fiel à sua condição humana até à morte, mas cuja vontade de ser parceiro de Deus revela sua qualidade de Filho Único, capaz de colocar no lugar um reino humano-divino.

 

Apoiando a ressurreição de Cristo nas Sagradas Escrituras de sua cultura judaica, Pedro dá o exemplo da busca que a fé cristã deveria fazer dentro de cada cultura humana. Este trabalho foi bem feito pelo povo judeu dentro de sua cultura, graças à sucessão prodigiosa de seus profetas, do Messias e dos apóstolos. Mas o esforço deve ser tentado dentro de cada cultura. Certamente, a caminhada da reflexão judaica será sempre um exemplo e, até certo ponto, uma norma a seguir. Mas acontece que ele não é exclusivo e que o querigma apostólico algum dia poderia ser exposto numa argumentação e num vocabulário engajados numa cultura “pagã”. Paulo tentou esse esforço no universo da cultura grega; ele está sempre por fazer.

 

Salmo responsorial – 4,2.4.7.9. Salmo de confiança e gratidão para com Deus, do qual unicamente vem a felicidade. Apesar de apresentar elementos de súplica (versículos 2b.7b), trata-se de um salmo de confiança individual. Uma pessoa envolvida numa tensão social professa sua confiança em Deus (versículo 9b). O versículo 9 o apresenta como prece da tarde e da noite.  O versículo 7b fala a respeito da luz da face de Deus que sempre está em nosso favor. “Levanta sobre nós a luz da tua face”. Expressão bíblica, freqüente nos salmos, da benevolência de Deus. A “face” é o aspecto exterior de uma coisa (Salmo 104,30; Gênesis 2,6) ou de uma pessoa, tornando visíveis seus pensamentos (Gênesis 4,5;31,2). Ela pode, portanto, designar a personalidade (“minha face” = eu: Salmo 42,6; 43,5) e a presença de modo especial a propósito de Deus dirigindo-se as pessoas.

 

O rosto de Deus no Salmo 4. Deus é o aliado que deu a terra ao povo para que pudesse ter vida. Por ser o Deus da Aliança, Ele livra da angústia, faz maravilhas e escuta o clamor, mostrando a luz da sua face e salvando os que suplicam. Finalmente, é o Deus no qual o salmista põe toda a sua confiança, o Deus no qual pode confiar sem temer decepções.

 

No Novo Testamento Jesus é a certeza do Deus fiel no qual as pessoas podem confiar. Além do que foi dito a esse respeito no Salmo 3, é oportuno recordar a afirmação de Jesus em João 14,6: “Eu sou a Verdade”. Na Bíblia, “verdade” significa estabilidade, firmeza, algo que permanece sem se alterar. Em outras palavras, Jesus é a encarnação do Deus fiel em nossa história e caminhada, e Ele veio para que todos tenham vida.

 

Na oração deste salmo expressemos nossa confiança no Deus de nossos pais, que nos defende e nos salva por Jesus Cristo, vencedor do pecado e autor da vida. E que a luz da sua ressurreição brilhe em nossas vidas.

 

Segunda leitura – 1João 2,1-5. Ao iniciar a carta, João dá um testemunho ilustre e pessoal sobre Jesus Cristo. Como Deus é luz, o cristão deve caminhar na luz, fazendo o bem e rompendo com o mal. Com o resultado da sua morte e ressurreição de Ele nos purificou com seu Sangue, mas é necessário purificar-se continuamente (isto contra os hereges e gnósticos que se diziam impecáveis). Dizer que não tem pecado é enganar-se a si mesmo, é faltar com a verdade. A auto-suficiência gera o auto-engano. Se pretendermos ser impecáveis, nos seduzimos e enganamos. Ninguém pode dizer-se livre do pecado. A universalidade dele está no Primeiro Testamento (1Reis 8,46; Jó 4,17; 15,14; Provérbios 20,9; Eclesiastes 7,20; Eclesiástico 19,17; Salmo 142,2) e no Novo Testamento (Mateus 6,12; Romanos 3,9-18; 1Coríntios 4,4; Tiago 3,2).

 

Em vez de iludir-se com os pecados, melhor reconhecê-los e confessá-los (1João 1,9). Como Tiago (5,16), também João aqui parece referir-se a uma prática de confissão em uso entre os judeus e, depois, entre os cristãos (Marcos 1,5; Didaqué 4,14; 14,1).

 

Todos somos pecadores, mesmo depois da justificação. Negar que não é pecador é tratar a Deus de mentiroso (versículo 10), já que a Escritura a toda hora afirma que o que o ser humano é pecador. Quem não se reconhece como pecador, priva-se da luz que lhe que vem da Palavra de Deus, única a dizer a verdade e a nos libertar.

 

A universalidade do pecado é conseqüência da fragilidade humana. Isso não é motivo para pessimismos ou desesperos. João, falando ao círculo íntimo dos cristãos, nota-se o diminutivo de afeto: “meus filhinhos”, previne de que não se peque, mas, se acontecer, sugere a esperança: Jesus Cristo o Justo, é nosso intercessor e defensor junto a Deus Pai. (1João 2,1), advogando nossa causa, como vítima de nossos pecados. O cristão, ciente de sua fraqueza, deve recorrer constantemente a tal Advogado e a seu Sangue propiciatório.

 

Jesus, ainda em vida, prometera este outro defensor junto ao Pai, o Paráclito (João 14,16), sinal de que Ele o era também. A doutrina consoladora da intercessão de Cristo nos céus fazia parte da catequese primitiva (Romanos 8,34; Hebreus 4,14ss; 7,24s; 9,24; 1Timóteo 2,5). Fácil é pecar, porém, consola saber que há um intercessor, poderoso e amigo; logo, não se trata de um juiz severo, mas de um Pai amável, que escuta seu Filho, quando suplica por nós sem cessar.

 

Portanto, todos podem salvar-se contanto que saibam aproveitar do perdão que é oferecido (1João 4,14; João 3,16-21; 4,42; 12,47; 1Timóteo 2,4ss). João responde aos gnósticos, que admitiam a eficácia redentora de Cristo só para os bons. Para ser filho de Deus não basta fugir do pecado, mas é preciso guardar seus mandamentos, particularmente o do amor (1,5ss). Este é o critério dos verdadeiros conhecedores de Deus (contra os gnósticos). Não é suficiente conhecer a Deus em teoria, como os filósofos. É preciso também conhecer a Deus fazendo experiência, mediante uma fé viva, que envolva a pessoa toda para uni-lo a Deus para que produza muitos frutos, tornando-se assim norma de vida. “Conhecer” significa “saber” e também “saborear algo” ou “estar unido a Ele” (cf. 2Coríntios 13,6; Gálatas 4,9). Conhecer a Deus á participar de sua vida, é estar em comunhão com Ele.

 

Pretender conhecer a Deus sem a prática dos preceitos é ser mentiroso (versículo 4), é como aquele que está nas trevas e pretende estar em plena luz (1João 1,6). João se refere aos falsos doutores que ostentavam sua ciência (gnosis), mas faltavam aos mais elementares deveres da vida cristã.

 

O falso cristão (1João 2,5) difere do verdadeiro. Aquele que é verdadeiro cristão cumpre e guarda a Palavra divina. A caridade, em quem guarda a Palavra de Deus, é bem mais perfeita do que naquele que só observa alguns preceitos. Deus ama primeiro, confere ao ser humano a capacidade de amar a Deus e ao próximo. Na caridade da pessoa se unem o elemento divino e o humano: o amor de Deus para a pessoa e o amor da pessoa para Deus.

 

Evangelho – Lucas 24,35-48. Lucas apresenta a aparição de Cristo aos discípulos de Emaús como a segunda do dia de Páscoa. Com efeito, ele descreve narra as aparições do Ressuscitado como manifestações sucessivas aos três principais grupos de discípulos de Cristo: às mulheres (Lucas 24,1-12), aos discípulos, e finalmente aos Onze (Lucas 24,36-39).

 

O rito pelo qual Cristo se faz reconhecer é o da “fração do pão” (versículo 30), refeição fraternal das primeiras comunidades cristãs (Atos 2,42.46; 20,7.11). Enfim a narrativa termina com uma profissão de fé, (versículo 34) que já é a dos primeiros cristãos.

 

A ressurreição de Jesus não é uma simples revitalização (milagre) como a de Lázaro: o corpo de Jesus ressuscitado entrou num modo de existência diferente do modo terrestre: empregando a linguagem mítica judaica, Ele está “sentado à direita do Pai”. Jesus ressuscitado tem um corpo, mas este corpo é totalmente diferente do que Ele tinha durante sua vida terrestre. Tudo isso significa simplesmente que não podemos conhecer o Cristo ressuscitado do mesmo modo que o Jesus terrestre e que esse novo conhecimento põe em jogo nossa liberdade

 

São João afirma que Ele mostra aos discípulos as “mãos e o lado”. Isto significa que o Ressuscitado é o Crucificado e o Crucificado é o Ressuscitado, isto é, era a mesma pessoa e não um espírito de luz (João 20,20; 25-27). No Evangelho de São Lucas Jesus aparece após a ressurreição e mostra aos seus discípulos “as mãos e os pés” e os introduz na plenitude da mensagem da Páscoa. Tanto em São João como em São Lucas, trata-se das chagas da crucificação que o Cristo ressuscitado mostra a eles, agora chagas gloriosas.

 

Lucas quer mostrar que a presença permanente de Cristo ressuscitado pode verificar-se na Palavra e na catequese, na fração do pão e na profissão de fé, elementos fundamentais da assembléia litúrgica. A fé na ressurreição de Cristo não termina no próprio fato da ressurreição, mas também atinge o modo pelo qual Cristo prolonga sua existência de ressuscitado entre nós.

 

Lucas insiste no fato de que Cristo deixa-se tocar (atitude da qual João 20,19-31 ressalta mais a pobreza) e, além disso, observa que o Ressuscitado come diante deles, mais do que com eles. A narrativa mostra que a ressurreição é um fato real e não uma simples sobrevivência espiritual do Senhor.

 

Muitas vezes ficamos surpresos quando os textos mencionam a questão do pecado em muitas narrativas das aparições (versículo 47; cf. Marcos 16,15-16; João 20,23; 1João 2,1-2 e o apelo à conversão nos discursos apostólicos). No clima cultural judaico, esta associação entre remissão dos pecados e ressurreição não se separa: se a morte é considerada como o castigo do pecado (Gênesis 3,19) é normal que a ressurreição seja o sinal da abolição do pecado.  O Ressuscitado é que encarrega os apóstolos com a missão de pregar a todos os povos a penitência e o perdão dos pecados em Seu Nome (versículo 47).

 

Lucas acentua muito que em Jesus mesmo está a origem da pregação da Igreja pós-pascal. Isto quer dizer, ele destaca que a corrente de Tradição que vive na Igreja não começou com os apóstolos, mas com o próprio Senhor ressuscitado (cf. Gálatas 1,1.11.15ss). Foi o Senhor ressuscitado que abriu a inteligência dos discípulos para que compreendessem as Escrituras (versículo 45). A interpretação adequada das Escrituras não era pois uma questão de teologia, mas de revelação. Nem o Jesus mortal conseguiu abrir os olhos dos discípulos mais íntimos para a Sua verdadeira missão. Foi o Senhor ressuscitado que lhes revelou o sentido da Cruz (versículo 46). Não existe prova mais clara de que a fé no Messias de Deus exige mudança de mentalidade e perdão dos pecados (versículo 47). A revelação de Deus em Jesus revela de um modo assustador a incapacidade e indignidade do ser humano diante do divino. Mas ela não foi dada para condenar e sim para salvar o mundo. Jesus é o Salvador de todas as nações (versículo 47b). Para que a salvação alcance realmente a todas elas, Ele encarrega os apóstolos de serem testemunhas desta Boa-Nova (versículo 48).

 

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

 

Com a sua aparição, hoje, Jesus dá uma base “racional” à fé dos discípulos, mas esta não é o fruto lógico da razão mas da experiência  pascal e do encontro em profundidade com Cristo, que lhes dá uma segurança absoluta e indispensável, tanto que condicionará toda a sua vida e a nossa hoje também.

 

Não existe a menor dúvida de que sentir a presença e a ação de Deus traz uma alegria e uma satisfação muito grande. Muitas páginas da Sagrada Escritura são um grito de alegria, um testemunho alegre desta experiência. O último versículo do Salmo responsorial diz: “Eu tranqüilo vou deitar-me e na paz logo adormeço, pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!” (Salmo 4,9). O Criador, conhecendo a sua criatura, também usa esse meio para fazer as pessoas crerem e aderirem ao seu projeto, porém não é o suficiente.

 

Temos, também, as “dúvidas de compreender”. Quando falamos de acesso a informações sobre os mais diferentes assuntos, inclusive religiosos, vivemos numa época privilegiada. Para permanecermos no nosso tema, o acesso a explicações sobre a razão da nossa fé não nos falta. Como também não faltam informações sobre outras tantas crenças diferentes da fé católica. Tal pluralidade religiosa e as múltiplas interpretações dos mesmos fatos levantam uma série de interrogações. A interpretação da Igreja Católica é a mais adequada? As novas e muitas interpretações aprofundam ou levam à negação do que aprendi?

 

As dúvidas provocadas pela pluralidade são oportunidades para que Cristo possa abrir “a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras” (Lucas 24,45). Quando alguém duvida do que crê, mostra que já foi iniciado. A partir dessa iniciação, pode dispor-se para ser conduzido a uma compreensão mais aprofundada. Os discípulos tinham ouvido, diversas vezes, sobre o que deveria acontecer com o Messias. Será que as explicações dadas não tinham sido suficientes ainda? Ou melhor, faltava uma oportunidade para desestabilizar ou para colocar em crise o que tinham ouvido? O contexto criado permitiu que o Mestre retomasse os ensinamentos para serem assimilados e colocasse uma base, que poderíamos denominar de “racional”, para a fé dos seus discípulos.

 

Confessar: “eu não sei se ainda creio”, apresenta-se como uma oportunidade muito favorável. A partir dessa dúvida de fé, o Cristo ressuscitado pode renovar a fé dos seus seguidores.

 

“A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem” (Hebreus 11,1). A fé é uma certeza. Uma certeza marcada por uma faixa de incerteza, de risco, de indefinível, não-demonstrável para a nossa inteligência e os sentidos. Crer é usar a razão para entregar-se, confiar. É aceitar Deus através da sua Palavra. É experiência pascal e encontro em profundidade com o Ressuscitado.

 

Crer é viver toda a nossa vida com espírito pascal, isto é, como ressurreição perene e nascimento constante para a vida nova em Deus (1Pedro 1,3). Crer é atrever-se, como os apóstolos e os primeiros cristãos, convertermo-nos radicalmente, mudando o rumo de nossa vida e dando a razão de nossa esperança, apesar da dúvida do egoísmo, da injustiça e do desamor, da vulgaridade e da morte. Porque a conversão, como o crer, é tarefa de todo o tempo, inclusive o pascal. Confirmados e reanimados na fé, Jesus nos diz: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lucas 24,48).

 

É missão do bispo, do padre do diácono e de todos os cristãos anunciar a necessidade da conversão e o perdão dos pecados. Somos missionários da conversão e do perdão.

 

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

A celebração é o lugar do encontro com Cristo, onde reunidos fazemos a experiência da sua presença animadora. É ele quem revela o sentido das Escrituras e parte o pão para nós, nos enviando para o testemunho. É ele quem nos revela o sentido dos cantos litúrgicos, dos símbolos, dos sinais, da Oração Eucarística e das outras orações. Repetimos, seguindo o mesmo caminho dos discípulos de Emaús o confronto entre a Lei, os profetas e os Salmos. Verificamos em Jesus a plenitude da revelação pela escuta atenta e piedosa do Evangelho. Por Ele somos arrancados dos nossos desânimos e das nossas incompreensões frente o sofrimento e a dor. Nele robustecemos nossa filiação divina pela oração, pela obediência da Palavra de Deus, pela atitude solidária e amorosa com os irmãos. A vida nova vai tomando lugar em nós, até que Cristo seja tudo, em todos. Quando comungamos o Corpo e Sangue do Senhor, a vida de Deus circula dentro de nós, isto é, a eternidade entra na nossa vida.

 

A Eucaristia é uma oportunidade ímpar de encontrarmo-nos, de modo festivo e comunitário, com o Cristo ressuscitado. Na oração do dia (coleta), rezamos: “Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus espere com plena confiança o dia da ressurreição”. A comunidade exulta de alegria e por isso eleva ao Deus da vida a sua ação de graças na Oração Eucarística.

 

  1. ORIENTAÇÕES GERAIS

 

  1. Os cinqüenta dias que vão desde o Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor até o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com verdadeira alegria como se fosse um grande domingo. Esses cinqüenta dias é como se fosse um só dia de festa, “símbolo da felicidade eterna” (Santo Atanásio). Os domingos pascais se caracterizam pela ausência de elementos penitenciais e pela acentuação de elementos festivos. A alegria deve ser a característica do Tempo Pascal. A alegria deve estar presente nas pessoas da comunidade e também no espaço litúrgico, na cor branca (ou amarela), nas flores, no canto alegre do “Aleluia”, na alegria de sermos aspergidos pela água batismal, no gesto da acolhida e da paz. O Tempo Pascal constitui-se em “um grande domingo”. Vivenciamos dias de Páscoa e não após a Páscoa.

 

  1. O Círio Pascal deve estar sempre presente, junto à Mesa da Palavra em todas as celebrações do Tempo Pascal. É importante que o Círio seja aceso no início da celebração, após o canto de abertura, enquanto a assembléia entoa um refrão pascal. Ele é o sinal do Cristo ressuscitado, Senhor de nossas vidas.

 

  1. Dar destaque durante o Tempo Pascal para a água batismal. Onde há pia batismal, ela deve ser o ponto de referência para a realização de ritos como aspersão, renovação de promessas, compromissos. Onde não há pia batismal, preparar alguma vasilha de cerâmica, de preferência junto do Círio Pascal.

 

  1. O Tempo Pascal é, muito indicado, liturgicamente, para as celebrações da Crisma e da primeira eucaristia, numa continuidade com a noite batismal da Páscoa.

 

6- MÚSICA RITUAL

 

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos “cantar a liturgia” e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada Domingo do Tempo Pascal ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Pascal, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. O canto de abertura deve nos introduzir no mistério celebrado.

 

  1. Canto de abertura. “Aclama a Deus, terra inteira” (Salmo 65/66,1-2) ou “Cristo ressuscitou verdadeiramente” (Apocalipse 1,6). “O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia!”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 1.

 

  1. Refrão para o acendimento do Círio Pascal. “Cristo-Luz, ó Luz bendita,/ Vinde nos iluminar!/ Luz do mundo, Luz da Vida,/ Ensinai-nos a amar!”, CD: Festas Litúrgicas I, melodia da faixa 9. Outra opção importante é o refrão: “Salve, Luz eterna és tu, Jesus!”, Hinário Litúrgico II, página 292

 

  1. Canto para acompanhar a aspersão com a água. “Banhados em Cristo”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 196. Outra ótima opção é o canto “eu vi foi água”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 12 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 225.

 

  1. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

 

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia. Podemos chamá-lo de hino pascal.

 

  1. Salmo responsorial 4. A seu servo, o Senhor faz maravilhas. “Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face”! CD: Liturgia X, melodia da faixa 2.

 

  1. Aclamação ao Evangelho. Ardor para escutar a Palavra de Deus (Lucas 24,32). “Aleluia… Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 3. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical ou a versão que está no CD.

 

  1. Apresentação dos dons. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração, no Tempo Pascal. “Bendito sejas, ó rei da glória!”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 6.

 

  1. Canto de comunhão. “Era preciso que o Cristo padecesse…” (Lucas 24,26-47). “Andavam pensando, tão tristes, de Jerusalém a Emaús”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 9.

 

O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do 3º Domingo de Páscoa. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho. É de se lamentar que muitas vezes são escolhidos cantos individualistas de acordo com a espiritualidade de certos movimentos, descaracterizando a missionariedade da liturgia. Toda liturgia é uma celebração da Igreja e não existem ritos para cada movimento e nem para cada pastoral.

 

7. O ESPAÇO CELEBRATIVO

 

  1. O espaço celebrativo deve remeter à alegria do Tempo Pascal: as flores, o Círio Pascal e a fonte batismal devidamente ornamentados. Onde for possível, as alfaias brancas com elementos dourados remeterão à vitória. É importante que o espaço celebrativo da Vigília Pascal continue o mesmo para todo o Tempo Pascal. A Tradição Romana usa a cor branca neste tempo. Talvez, de acordo com a nossa cultura, podemos caprichar, usando o dourado ou várias cores fortes. O Tempo Pascal não é nada mais, nada menos do que a própria celebração da Páscoa prolongada durante sete semanas de júbilo e de alegria. É o tempo da alegria, que culmina na festa de Pentecostes. Tudo isso deve ficar evidente no espaço da celebração.

 

  1. Sugerimos colocar, próximo ao Círio Pascal, as faixas jogadas ao chão e o véu dobrado como os discípulos encontraram ao entrar no sepulcro.

 

  1. AÇÃO RITUAL

 

Valorizar os ritos iniciais, pois a reunião da comunidade é lugar da manifestação do Ressuscitado. O uso do incenso na celebração acentuará o aspecto solene e festivo do Tempo Pascal.

 

Acolher, com afeto e alegria, os irmãos e irmãs que chegam para tomar parte na celebração pascal – para o encontro com o Senhor ressuscitado.

 

Ritos Iniciais

 

  1. Na procissão de entrada entrar com as pessoas que foram batizadas ou pessoas que receberam um dos sacramentos na Vigília Pascal, ou crianças com vestes brancas, trazendo flores.

 

  1. Dar particular destaque à acolhida do Círio Pascal. Por exemplo, após o canto de abertura, fazer um pequeno lucernário, solenizando o acendimento do Círio Pascal: uma pessoa acende o Círio e diz: “Bendita sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por essa luz radiante!”. Ou outros refrões que revela o sentido pascal: “Salve, luz eterna és tu, Jesus!/ Teu clarão é a fé que nos conduz! (Hinário II, pág. 292). “Cristo-Luz, ó Luz bendita,/ Vinde nos iluminar!/ Luz do mundo, Luz da Vida,/ Ensinai-nos a amar!”, CD: Festas Litúrgicas I, melodia da faixa 9. A seguir, incensa o Círio pascal e a comunidade reunida.

 

  1. Se a comunidade tiver dificuldade para fazer este pequeno lucernário, a procissão de entrada pode ter à frente o Círio Pascal aceso. Neste caso, não se us a cruz processional, que permanece em seu lugar de costume.

 

  1. Na acolhida, pode-se retomar o costume das Igrejas Orientais de saudarem-se com as seguintes palavras: “O Senhor ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou. “O Senhor ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou!”, sua graça e sua paz estejam convosco.

 

Outra opção para o este Segundo Domingo da Páscoa é usar saudação presidencial, já predispondo a comunidade, pode ser a fórmula “d” do Missal Romano (Romanos 15,13). Depois disso é que se propõe o sentido litúrgico e não antes do canto de entrada.

 

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco

 

Após a saudação presidencial dar o sentido litúrgico:

 

A manifestação do Senhor ressuscitado é que nos leva à compreensão das Escrituras. Cristo mesmo nos fala, quando nos reunimos para fazer sua memória. Sua atitude de Filho e sua obediência ao Pai se prolongam na nossa atitude de escuta e atenção para com sua Palavra.

 

  1. Substituir o ato penitencial pelo rito de aspersão com a água (se possível perfumada) que foi abençoada na Vigília Pascal. Ajudar a comunidade a aprofundar sua consagração batismal. Não havendo água abençoada na Vigília Pascal, o ministro reza o oração de bênção conforme o Tempo Pascal que está no Missal Romano página 1002. No ato da aspersão, a assembléia canta: “Banhados em Cristo, somos u’a nova criatura./ As coisas antigas já se passaram,/ Somos nascidos de novo./ Aleluia, aleluia, aleluia! Outra opção é o canto “Eu vi foi água”. Ver em Música Ritual.

 

  1. Cantar com vibração o Hino de louvor. Durante a Quaresma ele foi silenciado, agora deve ser cantado com exultação porque é o Hino Pascal do Glória.

 

  1. Na Oração do Dia suplicamos ao Pai, que nos alegre sempre com a renovação espiritual, após recuperar a condição de filhos e filhas, esperamos com plena confiança o dia da nossa ressurreição.

 

Rito da Palavra

 

  1. Antes da primeira leitura, quem anima a celebração introduz os fiéis no rito da Palavra (diferente de comentar cada leitura!), com palavras semelhantes: “O Cristo abre nossas mentes e corações para acolher e compreender o segredo das Escrituras. Ouçamos sua voz e deixemo-nos educar como filhos e filhas amados de Deus”. Após a sua introdução a equipe de canto calmamente o refrão à “Cappella”: “Que arda como brasa, tua Palavra nos renove, esta chama que a boca proclama”, para que a assembléia prepare os ouvidos e o coração para acolher o Verbo de Deus.

 

  1. As leituras são momentos privilegiados de ouvir a vontade de Deus e de nos educar para a obediência, como filhos amados. Por isso, a preparação dos leitores deve ser cuidadosa e a proclamação feita de forma eloqüente e piedosa.

 

  1. O Evangelho pode ser dialogado como sugerimos no Domingo anterior. Disse o Senhor: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lucas 24,48). No final da proclamação, a assembléia pode repetir três vezes a afirmação do Senhor, assumindo o compromisso de testemunhar o Cristo Ressuscitado dizendo: “Nós somos testemunhas de tudo isso”.

 

  1. Valorizar o abraço da paz como expressão do desejo de Jesus aos seus discípulos: “A paz esteja convosco”. É uma saudação pascal. Dar o abraço da paz após a proclamação do Evangelho ou após a homilia.

 

  1. As preces devem ser pronunciadas do Ambão, pois é Palavra de Deus ressoada em forma de súplica ou louvor, incluindo pedidos para que se fortaleça a fé pascal dos que crêem em Cristo Ressuscitado. A resposta poderia ser “Escutai vossos filhos, Senhor”.

 

  1. A Profissão de Fé é o lugar ideal de manifestar a adesão e o reconhecimento pessoal da manifestação do Ressuscitado. Convidar os que receberam os sacramentos na Vigília Pascal para se aproximarem do Círio Pascal com velas acesas.

 

Rito da Eucaristia

 

  1. Apresentação das ofertas. Em muitas comunidades existe o costume das pessoas, em procissão, levarem até o altar as suas ofertas, como: roupas, alimentos, dinheiro e outros donativos. Enquanto isso, são preparadas as oferendas do pão e do vinho que são colocadas sobre o Altar. O que não tem sentido é as pessoas se aproximarem de mãos vazias e apenas fizerem uma oferta chamada espiritual. Este momento é para realizar a partilha concreta, material.

 

  1. Na Oração sobre as Oferendas, peçamos que Deus acolha da Igreja em festa. Ele é a causa do nosso júbilo

 

  1. Seria oportuno o Prefácio III em que contemplamos Cristo como nosso eterno intercessor (advogado). “Ele continua a oferecer-se pela humanidade e, junto de vós, é nosso eterno intercessor”. Onde for possível, cantar o Prefácio e, nas celebrações da Palavra, cantar a Louvação Pascal do Hinário II da CNBB, página 156.

 

  1. A Oração Eucarística com prefácio próprio. Não é demais recordar que somente a oração 1,2, e 3 admitem outro prefácio. As demais não poderão ser rezadas nesse tempo.

 

  1. Dar realce ao gesto da “fração do pão”. “Eles reconheceram o Senhor ao partir o pão”. Cristo nosso Páscoa, é o Cordeiro imolado, Pão Vivo e verdadeiro. Um (uma) solista canta: “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo. A assembléia responde: Tende piedade nós.

 

  1. O pão e o vinho são sinais da paixão e da ressurreição de Jesus. Seguindo a Antífona da comunhão, o andar em procissão, estender a mão e receber a comunhão, fazer a intinção no vinho é prolongar, através dos sinais, a fé no Ressuscitado. Do ponto de vista simbólico e sacramental a comunhão em duas espécies e com pão ázimo no lugar de hóstias nos remeterá à entrega obediente de Cristo (IGMR nn. 320-321; Guia Litúrgico-pastoral, PP. 29-30. Também os sinais falam na liturgia. É preciso deixar que eles falam comuniquem sua verdade. Se não for possível pão ázimo a toda a assembléia, que se dê a toda a equipe de celebração: leitores, salmista, ministros extraordinário da comunhão, acólitos e equipe de canto.

 

Ritos Finais

 

  1. Na Oração depois da Comunhão, suplicamos ao Pai que olhe com bondade o povo santo. Da nossa renovação pelos sacramentos, cheguemos à glória da ressurreição.

 

  1. Dar a bênção solene da Páscoa, conforme o Missal Romano, página 523, não deixando que as celebrações desse período percam seu caráter festivo e especial do Ano Litúrgico.

 

  1. As palavras do envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: “Vós sereis testemunhas de tudo isso”. Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!

 

Todos: Graças a Deus, aleluia, aleluia!

 

9- CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Ser testemunha de Cristo é proclamar com ardor renovado sua Ressurreição. A boa Nova da ressurreição do Senhor e nossa com Ele é preciso: somos destinados à “vida” e não à morte. No amor fraterno de nossas comunidades cristãs, o mundo enxergará o Ressuscitado, o Cristo vivo. Esta é a nossa certeza e esse deve ser o nosso compromisso: sermos testemunhas do Ressuscitado.

 

Celebremos nossa Páscoa, na pureza e na verdade, aleluia, aleluia.

 

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

 

 

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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