12/08/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

“A Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha de culpa original, terminado o curso da sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celeste e pelo Senhor exaltada qual rainha do universo, para que mais plenamente estivesse conforme o Filho, Senhor dos Senhores e vencedor do pecado e da morte” (LG 59).

A Assunção de Nossa Senhora é uma das celebrações litúrgicas mais antigas da Igreja. Mesmo que o dogma tenha sido proclamado somente com Pio XII, em 1950, a Idade Média testemunha a existência de catedrais, igrejas e capelas dedicadas à Assunta. Ou seja, antes mesmo da proclamação dogmática, a Assunção de Maria já era celebrada pelo povo. Nossa Senhora é assumida pela Santíssima Trindade, acolhida no céu de corpo e alma, coroada plena e definitivamente com a glória que Deus preparou aos seus santos. A mãe foi a primeira a servir Cristo na fé e a primeira a participar na plenitude de sua glória. Perfeitamente redimida, Maria foi acolhida no céu porque ela acolheu o céu nela, inseparavelmente.

Inspirando-se na Teologia da Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, de Paulo VI (6), a Assunção de Nossa Senhora é definida como a “festa do seu destino de plenitude e de bem-aventurança, da glorificação da sua alma imaculada e do seu corpo virginal, da sua perfeita configuração com Cristo Ressuscitado. É uma festa, pois, que propõe à Igreja e à humanidade a imagem e o consolante penhor do realizar-se da sua esperança final: que é essa mesma glorificação plena, destino de todos aqueles que Cristo fez irmãos, ao ter como eles “em comum o sangue e a carne” (Hb 2,14; cf. Gl 4,4).”

Conforme o liturgista Sérgio Valle, no contexto de uma dimensão eclesiológica, a Assunção de Nossa Senhora profetiza a presença da Igreja, na pessoa de Maria, junto de Deus, sendo ela o primeiro fruto da Igreja que participa plenamente da glória divina. Mas, é também profecia do que a Igreja espera no seu futuro: participar da glória divina eternamente, no final dos tempos (LG 68). A Assunção da Virgem Maria não a coloca distante da humanidade e da Igreja, mas a contempla como aquela que continua sua intercessão junto de Deus e de seu Filho Jesus para conduzir-nos à realização plena do Mistério da Salvação, tornando-nos participantes da Ressurreição de Jesus para convivermos eternamente com Deus.

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Pe. Roberto Bocalete
Administrador Paroquial da Paróquia São João Batista – Américo de Campos