13/09/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Filipe fazia parte do importante grupo dos apóstolos, pois foi chamado diretamente por Jesus.  As informações sobre sua vida podemos encontrar, principalmente, no Evangelho de João. Ele provinha do mesmo lugar de origem de Pedro e André, isto é, Betsaida, na Galileia (Jo 1,44), uma pequena cidade pertencente à tetrarquia de um dos filhos de Herodes, o Grande, também chamado de Filipe (Lc 3,1).

Filipe, depois de ter sido chamado por Jesus, foi quem chamou Natanael a seguir Jesus: “Vem e vê!” (Jo 1,46). Com essa resposta, Filipe manifestou-se como um homem atencioso, perseverante, um autêntico anunciador da Boa Nova de Jesus.

Outra passagem sobre Filipe é a multiplicação dos pães, narrada pelo evangelista João. Nesta, Jesus interpela Filipe sobre como comprar pão para tantas pessoas e ele simplesmente diz que nem duzentas moedas bastariam para resolver o problema. Por meio dessa passagem percebemos que o seguidor de Jesus não precisa saber tudo, e o Mestre nos aceita assim como somos, com nossos limites e dificuldades.

Outro momento ainda, em relação à vida de Filipe, descrito por João, foi quando um grupo de gregos pediu a ele para levá-los até Jesus e, quando se aproximaram, puderam escutar de Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muitos frutos. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 12,24-26).

Numa das catequeses de Jesus com os apóstolos, Filipe faz um pedido ao Mestre: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conhecestes, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai” (Jo 14,8-9).

Pouco sabemos sobre a vida de Filipe, após a morte e ressurreição de Jesus, mas assim como os outros Apóstolos, cheio do Espírito Santo, foi para vários lugares testemunhar, anunciar e realizar obras maravilhosas por causa do Reino de Deus. Segundo a tradição, Filipe teria morrido crucificado em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano ou Trajano, aos 87 anos.