5º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – 05 de fevereiro de 2017

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – 05 de fevereiro de 2017

02/02/2017 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Leituras

Isaias 58,7-10. Reparte o pão com o faminto.
Salmo 111/112,4-5.6-7.8a e 9. Jamais vacilará o homem reto.
1Coríntios 2,1-5. Para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus.
Mateus 5,13-16: Brilhe a vossa luz diante dos homens.

“VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO”

bem-aventuranças
1- PONTO DE PARTIDA

Domingo do sal da terra e da luz do mundo. Neste 5º Domingo do Tempo Comum, continuamos a acolher a Palavra de Jesus no alto da montanha. Dele recebemos a missão de ser sal e luz do mundo. Portanto, o Evangelho de hoje, faz parte do Sermão da Montanha.

Elementos vitais, como o sal e a luz, conferem sentido e sabor às realidades do mundo em que vivemos e são símbolos do compromisso cristão. Por isso não é suficiente para os discípulos de Jesus dar testemunho somente com palavras, é preciso que suas ações sejam sal e luz de transformação e assim todos louvarão o Pai que está no céu.

“Ó Senhor, salva teus filhos e reúne os espalhados, para que te celebremos, nós em ti, glorificados!” (Salmo 105,4)

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – Isaias 58,7-10. O povo de Deus, de volta do exílio da Babilônia, depara-se com o duro trabalho de reconstruir a pátria. Algumas pessoas insistiam demais na necessidade de restaurar as leis do culto.

Este trecho é tirado de uma longa crítica severa do profeta contra o culto formalista e especialmente contra as práticas externas do jejum, isto é, um jejum sem ligação com a vida. Isaias propõe um novo tipo de mística: não mais o jejum de ostentação de quem se veste de saco (Isaias 58, 4) e se admira de não ser logo atendido (Isaias 58,3), mas o jejum de quem partilha com os necessitados e ama o seu próximo.

O verdadeiro jejum é, portanto, ao mesmo tempo o encontro com as pessoas, principalmente com os menos favorecidos Versículos 7 e 10) e, como tal, uma possibilidade de encontro com Deus. (versículos 8-9).

A exemplo da maioria das religiões de seu tempo, Israel considerava o jejum como um ato essencial da religião, principalmente por ocasião da festa da Expiação (Levítico 23,26-32) ou em recordação dos dolorosos dias do cerco de Jerusalém (Zacarias 8,19; 7,3-5; 2Reis 25,1.4.8.25). Mas, certos profetas temiam estas práticas, na medida que levavam à obsessão de alimento com a pretensão de impureza da matéria ou cair num clima formalista (Isaias 58; Zacarias 7,1-14). Alguns profetas aceitaram no jejum (Joel 1,13-14; 2,12-17), pelo menos em certas ocasiões, porque viam nele um sinal mais representativo da sinceridade de uma conversão do eu, por exemplo, um simples sacrifício litúrgico. O jejum manifesta, portanto, um empenho de conversão. Só se justifica, se for praticado por amor a Deus (a oração e o culto: Zacarias 7) ou pelo amor ao próximo (a partilha e a justiça social: Isaias 58) ou como sinal da expectativa dos últimos tempos (Joel 2).

Podemos ver claramente que não se concebe o jejum sem caridade. Fiel a esta perspectiva, a Igreja organiza durante o Tempo do Quaresma campanhas de partilha fraternal. Assim o que conta no jejum não é a privação de alimento, mas, uma fé comprometida (Versículos 8-9 cf. Tiago 2,14-18) que faz dessa privação expressão do serviço de Deus e das pessoas.

Salmo responsorial – Salmo 111/112,4-9. É um salmo sapiencial. Aponta para o sentido da vida do ser humano, mostrando onde está a verdadeira felicidade que é o encontro com Deus. Ele é o nosso verdadeiro aliado fiel e jamais deixa de conduzir o justo na caminhada. Este salmo repercutiu muitas vezes na vida e missão de Jesus de Nazaré: proclamou felizes os pobres; provocou os fariseus a darem esmolas; convocou Zaqueu a repartir os seus bens; louvou o Pai pela sabedoria dos pobres; pediu que fizéssemos a opção fundamental pelo Reino.

No versículo 5 menciona a Aliança que Deus fez com o seu povo. A Aliança é a instituição central: nela o povo convive com Deus de forma bem íntima. Deus renova essa Aliança conosco todas as manhãs em Jesus Cristo “Sol nascente que nos veio visitar” (cf. o Cântico de Zacarias 1,67-79).

O rosto de Deus. Javé quase não aparece, explicitamente, nenhuma ação dele é lembrada. Simplesmente se afirma ser feliz o homem que “teme a Deus” (versículo 1a) e que o coração dele está “firme em Deus” (versículo 7b). Onde está Deus? Está presente nos sonhos, lutas, conflitos e vitórias da pessoa reta que O teme e luta por uma sociedade justa e igual. E está presente como parceiro fiel que, mesmo não sendo citado, jamais deixa de conduzir o justo no caminho da vida.

Este salmo repercute de muitos modos na prática de Jesus. Ele proclamou felizes os pobres em espírito e perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do céu (Mateus 5,3.10). Provocou os “justos e piedosos” fariseus a dar esmolas, a fim de que descobrissem a verdadeira (Lucas 11,41). Convocou Zaqueu a partilhar Lucas 19,1-10) e afirmou que os bens acumulados não garantem a vida eterna (Lucas 12,13-21). Louvou o Pai por causa da sabedoria dos pobres (Mateus 11,25-27) e pediu que fizéssemos opção fundamental pelo Reino e sua justiça, pondo em segundo plano a preocupação como comer e o vestir (Mateus 6,25-34). Afirmou que quem crer Nele, mesmo que morra, viverá (João 11,26).

Cantando este Salmo na celebração deste domingo, louvemos o Deus da vida, bendizendo-O em todas as pessoas que vivem segundo a piedade e a justiça.

UMA LUZ BRILHA NAS TREVAS PARA O JUSTO,
PERMANECE PARA SEMPRE O BEM QUE FEZ.

Segunda leitura – 1Coríntios 2,1-5. Depois do discurso de defesa que Paulo fez do Evangelho frente ao sistema de sabedoria (1Coríntios 1,18-25, segunda leitura, do Quarto Domingo) agora o Apóstolo explica porque não pregou segundo aquela sabedoria. Fez muito mais, pois oferecera uma base divina ás atitudes dos fiéis.

Paulo não pregou uma doutrina de sabedoria. Ele trouxe um testemunho (versículo 1). Ora, o testemunho vale pela qualidade evento a que se refere, e não pela retórica colocada à sua disposição. O discurso da testemunha é essencialmente relativo. Seu valor é independente da pessoa, ao contrário do discurso da sabedoria.

Uma testemunha deve, entretanto, apresentar um mínimo de provas para apoiar suas afirmações. Estas provas não lhe foram fornecidas por uma técnica de oratória da filosofia grega, mas por uma demonstração de seu espírito e de sua força (versículo 5). Não se trata, pois, de milagres propriamente ditos, mas com certeza de carismas que se irradiaram de modo súbito na comunidade de Corinto, e de modo especial de uma transformação de vida operada em muitos de seus ouvintes.

Se Paulo defende o testemunho de Cristo Crucificado (versículo 2) com tamanho ardor é porque, para si mesmo, esta Cruz foi algo absolutamente que ele não admitia antes da conversão. Não podia aceitar de modo algum que o Messias esperado fosse um Messias crucificado. Sua visão na estrada de Damasco abala o conceito que ele tinha da Cruz. Descobre de repente que este Messias crucificado é realmente o Senhor e que ele vive entre as pessoas – por sua vez perseguidos – a fim de associá-los à sua glória.

A revelação é um acontecimento, uma ação de Deus, em que Deus se revela. Esta ação de Deus é a salvação pela Cruz. Diante deste modo de Deus se revelar, a sabedoria humana vê-se condenada ao silêncio. Ela é substituída pela pregação do mistério. O seu conteúdo é “Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1Coríntios 1,23). A fé autentica, de certo modo, não se baseia “na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (versículo 5). E o poder de Deus é a Cruz de Cristo (1Coríntios 1,18.24).

Deste modo, o testemunho que o Apóstolo apresenta ao mundo passa por uma experiência existencial bem nítida: o missionário só converte os outros se ele estiver num processo contínuo de conversão. Caso contrário a nossa missão não passa de mera propaganda publicitária e suas palavras não formam um testemunho.

Evangelho – Mateus 5,13-16: Continuamos a acolher a Palavra de Jesus no alto da montanha. O trecho de hoje é uma composição de várias parábolas, a saber, do sal, da luz, da cidade sobre a montanha e da lâmpada. Essas parábolas são aplicadas à situação e à missão das comunidades da Igreja pós-pascal. Isto é muito importante, porque sabemos que o evangelista Mateus não somente se interessou pela chegada do Reino em Jesus, mas também pela presença perpetua do Reino nos discípulos e nas comunidades cristãs.
Quando Jesus afirma “Vocês são o sal da terra”, significa que vocês são o sal para a humanidade, surge na lembrança Mateus 4,16, onde o evangelista proclama que o início da pregação de Jesus é a realização da profecia de Isaias: “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz! E a luz brilhará sobre os que vivem na região escura da morte” (Isaias 9,1).

Em Marcos e Lucas, o sal indica, pois, a nova religião e as exigências que ela requer. Em Mateus, pelo contrário, a sentença torna-se uma alegoria missionária: o sal representa os discípulos: (“vocês são o sal…”). Ser o sal da humanidade é dela ser o mais precioso elemento: sem o sal, a terra perde a sua razão de existir. Mas pelo sal, a terra pode prosseguir sua vocação e sua história.

A imagem do sal pode ter dois sentidos. Pode significar que as comunidades cristãs preservam o mundo da corrupção. Quer dizer: graças à presença das comunidades cristãs no mundo protela-se o juízo do mundo. Em outras palavras, sem esta presença o mundo se tornaria insuportável para Deus. O efeito da presença dos cristãos no mundo seria comparável ao efeito da presença dos dez justos em Sodoma e Gomorra (cf. Gênesis 18,23-32) ou de um só justo na cidade de Jerusalém da época de Jeremias (Jeremias 5,1). A imagem também pode ter seu sentido da função purificadora e santificadora que o sal tinha nos sacrifícios do Primeiro Testamento. A declaração de Jesus “Vocês são o sal para a humanidade” significa então que os discípulos e as comunidades são inseparáveis para que os povos, “santificados pelo Espírito Santo, sejam-lhe um oferta agradável” (romanos 15,16). Seja como for, a parábola coloca também os discípulos e as comunidades cristãs sob o juízo. Se a comunidade não for fiel à sua missão, será rejeitada como o sal sem sabor.

A parábola da luz esclarece esta idéia. A sentença da luz “Vocês são a luz da humanidade” (versículos 14-16), significa que cada discípulo é luz na medida em que suas ações se tornam sinais de Deus para o mundo. O testemunho cristão é, pois, visível e corresponde a uma “exigência missionária”: ninguém se santifica apenas interiormente; e por outro lado ninguém vive no mundo a ponto de conformar-se com ele esquecendo do testemunho de Jesus Cristo. É como diz o apóstolo Paulo, não vos conformeis com este mundo.

Como a parábola do sal conclui em uma ameaça escatológica que paira sobre os discípulos e as comunidades cristãs omissos, assim a parábola da luz culmina em uma perspectiva escatológica promissora para os que cumprem sua missão. Pela prática de “boas obras”, os dois pilares da existência cristã se encontram, na sua origem que é “o Pai que está no céu”, e sua razão de ser que consiste em “brilhar diante dos homens”. A transparência e irradiação dos valores do Reino pelas boas obras dos discípulos e comunidades fazem-nos mediadores entre Deus e a humanidade.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Depois de proclamar para a multidão as bem-aventuranças, Jesus se dirige aos discípulos valendo-se de duas imagens fortes para falar da sua missão: o sal e a luz. O sal só serve na comida; ninguém come sal puro. A luz só tem valor para iluminar; ninguém vai acender uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa. Assim deve ser a comunidade que crê em Jesus Cristo: sal para espalhar sabor e luz para iluminar, não por vaidade, mas para o louvor do Pai.

A luz se opõe às trevas e o sal se opõe aos dissabores da vida. Jesus mereceu ser chamado “luz do mundo” porque Ele realizou plenamente as obras da luz e deu pleno sentido à vida e à criação. É Nele que se apóia a nossa vocação de ser sal e luz da humanidade.

Como sal da terra e luz do mundo, as comunidades cristãs não são um fim em si mesmas, nem constituem um grupo separado da sociedade, mas se colocam a serviço da humanidade. E, no entanto, elas precisam conservar sua identidade própria, seus valores próprios: “pois se o sal perde o sabor, com que se salgará?”

Entremos em comunhão, nesta celebração, com Aquele que deu a sua vida por toda a humanidade e se fez luz do mundo. Peçamos que o Espírito nos arranque de nós mesmos e nos faça servidores de todos, para que o Pai que está nos céus seja glorificado.

A assembléia litúrgica é expressão desse louvor do pai, objeto de tudo o que fazemos e somos. Sempre acendemos a luz como sinal da iluminação que nos vem da ressurreição de Jesus. Como diziam os rabinos: estando para iniciar a celebração, disponha-se a “acender o candelabro de Deus em seu coração, a retomar o caminho da misericórdia e a reavivar a alegria da gratidão”.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Na celebração contamos sempre com pequenos gestos que nos passam despercebidos ou mesmo ignorados. Um deles é o acendimento da vela, ou das velas em nossas igrejas como aconteceu no dia 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor no Templo de Jerusalém. Em um tempo onde se compra falsas velas, luzes em forma de chamas, parece bobagem falar disso. Até aquilo que se considera o elemento mais importante no espaço, como a presença do Santíssimo Sacramento e que recebe uma iluminação para indicar sua permanência no tabernáculo (sacrário). Infelizmente, também esta luz, na maioria das igrejas, é artificial… Podemos ainda falar de como acendemos nossas velas: sem prece, sem reverência e piedade, sem a delicadeza que o sagrado merece. Isqueiros, ou palitos de fósforos que sempre falham têm o dom de trazer o rumor, quebrar o silêncio, invocar a turbulência da vida cotidiana, rejeitando a paz e a serenidade que a celebração nos oferece. Evitem-se os fósforos ou isqueiros que criam ruído, apagam-se facilmente, enfraquecendo a ação simbólica, do ponto de vista exterior, o que acarreta na assembléia dispersão e impaciência. Não podemos reproduzir na celebração os barulhos, as agitações, as turbulências do cotidiano. Bem diferente das devotas velas acesas aos pés dos santos que, se observamos bem, tem outro significado e respeito profundos, capazes de nos comover.

O gesto de acender a vela na celebração encontra na liturgia judaica o enraizamento e fundamentação para a liturgia cristã: a mãe de família, na celebração domiciliar ou mesmo na sinagoga judaicas, tem a função de acender o “candelabro” e pronunciar uma prece diante da luz. Entre nós, cristãos, um esquecido rito, o lucernário, resiste somente na liturgia do Sábado Santo, a Vigília Pascal. Lá, tomando da fogueira abençoada a chama, o padre acende o novo Círio Pascal e pronuncia a seguinte bênção: “A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas do nosso coração e nossa mente”. Depois disso, todos os fiéis acendem suas velas na chama do Círio e o acompanham em procissão até o Ambão, de onde se proclama o canto do “Exulte”, o grande elogio daquela noite “clara como dia”.

Se a celebração, que reclama a linguagem do símbolo e do gesto, é descaracterizada, talvez seja um sinal de que a espiritualidade não encontre elementos consistentes para se nutrir. Um salmo como o 26/27 que diz “O Senhor é minha luz e salvação”, ou a sentença evangélica de João 8,12, “Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida”, são provas de que o “símbolo e o rito”, expressos nestes discursos bíblicos, são capazes de fecundar e enriquecer e experiência espiritual cristã. A luz que trazemos, nas mãos e no coração, não é outra senão aquela da fonte da luz, o próprio Deus que habita em Luz inacessível (Oração Eucarística IV). Iluminados por seu Filho Unigênito, também chamado de “Luz da Luz”, devemos, nós, hoje, brilhar sobre o mundo como candelabros vivos que trazem para a humanidade o Cristo Luz, que para nós fez brilhar a salvação. Com delicadeza, reverência e piedade, sem nos impor, ou agredir o olhar e as sensibilidades, sejamos uma luz… do tamanho de uma pequena chama, a iluminar a escuridão do mundo.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Quando nos reunimos para celebrar o mistério da Eucaristia, estamos vindo das tribulações, das turbulências da vida para buscarmos o Cristo-Luz, a força para o sustento para nossa caminhada e inspiração para sermos sal e luz da humanidade.

O sal, na verdade, é a Palavra de Deus, assimilada e vivida, que dá sentido e sabor aos acontecimentos e ao nosso peregrinar nesse mundo. O Cristão é sal. A vivência do Evangelho dá “sabor” à vida, ilumina tudo o que acontece, leva à ação. Com sua presença, o cristão é desafiado a impedir que a humanidade se corrompa. Num mundo onde qual procura o próprio interesse, o cristão é chamado a ser o sal que dá sabor e que conserva a força do Evangelho.

Jesus diz também que somos como uma cidade construída sobre um monte, que não pode ficar escondida e como uma lâmpada que é colocada num lugar elevado. Isto não quer dizer que devemos atrair os olhares para nós, mas para as boas obras que juntos conseguimos realizar com a graça de Deus, e que devem ser imitadas e ampliadas.

Na Oração do Dia, suplicamos que Deus vela por nós a sua família com incansável amor. Deus não se cansa de olhar para nós e nos guardar com a sua paternal proteção para que sejamos sal e luz para a humanidade.

Na Oração sobre as oferendas suplicamos a Deus que o pão e o vinho, alimento da nossa fraqueza, se tornem para nós sacramento da vida eterna. Cristo se faz o Pão da Vida para que tenhamos a vida eterna em nós.

Na Oração após a comunhão, depois que participamos do mesmo pão e do mesmo cálice, estamos unidos a Cristo o Pão da Vida, para produzirmos muitos frutos para a salvação do mundo. A Eucaristia nos faz sal da terra e luz para a humanidade.

Não podemos esquecer que a celebração eucarística é nossa escola de formação cristã, nossa grande catequese: Deus partilha conosco sua Palavra e sua vida, para que aprendamos a dar nosso pão s quem tem fome e abrigar em nossas casas o que não tem o que comer e onde morar. Se, aprendemos isso, seremos o sal da terra e a luz do mundo, nossas ações brilharão e todos irão louvar o Pai que está no céu e que vela por nós com incansável amor.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS
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1. Convidados por Jesus a ser sal da terra e luz da humanidade, estamos reunidos para fazer memória da ressurreição de Cristo, luz verdadeira que ilumina toda pessoa humana. Queremos vivenciar profundamente este encontro em uma celebração bem “preparada e realizada” com toda a unção.

2. Valorizar os símbolos do sal e da luz sugeridos pela Liturgia da Palavra.

3. À medida que o povo for chegando, pode-se fazer um breve ensaio de cantos, especialmente dos refrões e do salmo responsorial.

4. O momento ideal para os pedidos e intenções não é o início da celebração, mas no momento próprio, que é o momento da oração da assembleia dos fiéis. Intenções de ação de graças seria interessante lembrar antes da oração eucarística. Os falecidos podem ser lembrados também na oração eucarística, durante a intercessão pelos falecidos, também chamado de “memento dos mortos”.

5. Os cantos e músicas devem expressar o sentido de cada domingo.

6. Antes da bênção final, pode-se fazer o rito do sal e o rito da luz.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 5º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

Antes da celebração, evitar a correria e agitação da equipe litúrgica e a equipe de canto, com afinação de instrumentos e testes de microfone. Tudo isso deve ser feito antes. A equipe de canto não deve ficar fazendo apresentação de cantos para entretenimento da assembléia É importante criar um clima de silêncio orante.

O canto de abertura não é para acolher o presidente da celebração nem os ministros. Ele tem a finalidade de congregar a assembléia para participar da ação litúrgica. Nunca dizer vamos acolher o presidente da celebração e seus ministros com o canto de abertura.
1. Canto de abertura. Que Deus reúna seus filhos dispersos (Salmo 94/95,6-7). Para o canto de abertura, sugerimos o Salmo 95/96: “Vão entrando e de joelhos” CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 1.

Todos nós chegamos à celebração para ser sal da terra e luz do mundo. Seguindo essa lógica, a Igreja oferece uma segunda opção: “Aqui chegando, Senhor”, CD: Cantos de abertura e Comunhão, melodia da faixa 3. Como canto de abertura não podemos deixar de entoar um desses cantos que nos introduzem no mistério a ser celebrado.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia VI e CD: Cantos de Abertura e Comunhão.

2. Ato penitencial. Sugerimos a fórmula 5 do Missal Romano, página 394, que contempla Jesus Cristo o Bem-aventurado que se tornou pobre para nos enriquecer com a sua Luz divina. Pode-se substituir o Ato penitencial com a aspersão da água.

3. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

4. Refrão para aquecer a Liturgia da Palavra. “Brilhe a vossa luz, brilhe para sempre”, CD: Festas Litúrgicas I, melodia da faixa 12, ou “Senhor que a tua Palavra, transforme a nossa vida, queremos caminhar com retidão na tua luz”.

5. Salmo responsorial 111/112. O justo é como a luz que brilha. “Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez, CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 6.

O Salmo responsorial, ao mesmo tempo resposta da Igreja e proclamação da Palavra, tomou importância na reforma litúrgica. Trata-se do texto colocado após a primeira leitura bíblica e retirado da própria Sagrada Escritura, isto é, um Salmo.

Para que cumpra sua função litúrgica, não pode ser reduzido a uma simples leitura. É parte constitutiva da liturgia da Palavra e tem exigências musicais, litúrgicas e pastorais.

6. Aclamação ao Evangelho. “Eu sou a luz do mundo” (João 8,12) “Aleluia… Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor” CD Liturgia VI, melodia da faixa 3. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical, página 260.

A aclamação ao Evangelho é um grito do povo reunido, expressando seu consentimento, aplauso e voto. É um louvor vibrante ao Cristo, que nos vem relatar Deus e seu Reino no meio das pessoas. Ele é cantado enquanto todos se preparam para ouvir o Evangelho (todos se levantam, quem está presidindo vai até ao Ambão).

7. Apresentação dos dons. Momento de partilha para com as necessidades do culto e da Igreja. O verdadeiro cristão sempre passa das trevas à luz. “De mãos estendidas”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 4.

8. Canto de comunhão. “Somos o sal da terra e a luz do mundo” (Mateus 5,13-14). Sem dúvida, o canto de comunhão mais adequado pra esse dia é: “Senhor, nós queremos ser luz para o mundo, que vive nas trevas”, CD Liturgia VI, melodia da faixa 7.
A participação no Corpo e Sangue do Senhor é cumprimento do Evangelho proclamado. O canto de comunhão, nesse caso, inspira-se no evangelho do dia. Para esta celebração sugerimos “Felizes os pobres” (CD: Liturgia VI), com o refrão próprio para esse domingo: “Senhor nós queremos ser luz para o mundo, / que vive nas trevas, andando no escuro. / Queremos ser sal, levando pra todos / o gosto da vida, num mundo tão duro”.

9. Canto de saída. Como canto de saída da comunidade, podemos entoar: “O Senhor é minha luz”, p. 48 do Ofício Divino das Comunidades, ou “Brilhe a vossa luz”, CD Festas Litúrgicas I.

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Valorizar o símbolo da luz que está bem evidente na liturgia da Palavra. Diante do da Mesa da Palavra sejam colocadas velas que ornamentam o local da proclamação da Palavra. Ideal seria ter diante da Mesa da Palavra, a Menorah. Onde não tiver, as comunidades podem ornamentar com velas, atentas aos números perfeitos – 3 (Trindade), 4 (lados do Templo de Jerusalém, ou quatro cantos do mundo), 7 (dons infinitos e perfeitos do Espírito Santo).

9. AÇÃO RITUAL

Pelo Batismo que nos incorporou a Cristo Jesus, somos sal da terra e luz do mundo. Nele encontramos força para “brilhar sobre o mundo” e para dar sabor e sentido à existência humana. Na celebração, revigoramos esta vocação escutando sua Palavra e partilhando seu pão e vinho. Reabastecemos para manter nossa chama acesa e o nosso “sabor” apurado.

Fazer uma acolhida bem fraterna e amorosa de cada pessoa que chega para a celebração e, realizar os vários serviços com cordialidade (= de coração). A equipe de acolhida ou a equipe de liturgia pode estar às portas do templo, recebendo as pessoas sem alarde, cumprimentando-as e, desde já, inserindo-as no contexto celebrativo daquele dia, enunciando um versículo bíblico em consonância com o mistério celebrado. Para este domingo, pode ser: Bem vindo, bem vinda! Você é sal da terra e luz do mundo.

Fazer com grande esmero, os ritos iniciais, vivenciando o seu sentido de reunir a comunidade de irmãos, formando o corpo vivo do Senhor.

Ritos Iniciais

1. Levar na procissão de entrada, o Círio Pascal ou outra vela grande e ir acendendo as velas que a assembléia tem nas mãos.

2. Sugerimos na saudação inicial, a fórmula “d”, do Missal Romano que são as palavras conforme a Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

3. Após a saudação presidencial e antes do sentido litúrgico, o animador, ou o próprio presidente convida a todos para a recordação da vida. Cada um seja chamado a recordar, primeiro em silêncio e depois verbalizando (os que desejarem) as situações de pobreza que encontramos durante a semana e que nos sensibilizou para reconhecer a urgência da nossa missão de anunciar o reino e denunciar o pecado do egoísmo e da miséria. Após breve partilha, todos ouvem o sentido litúrgico da celebração.

4. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). Em seguida propõe o sentido litúrgico:

Domingo do sal da terra e da luz do mundo. Continuamos a acolher a Palavra de Jesus no alto da montanha. Fazemos memória de Jesus, o bem-aventurado do Pai, que deu a vida pela humanidade. Dele recebemos a missão para ser sal da terra e luz do mundo.

5. O ato penitencial pode ser substituído pelo rito da aspersão da água como orienta o Missal Romano na p. 1001. Quem preside esteja atento à mistura do sal na água que o Missal oferece como opção, mas que seria interessante neste domingo. Sem delongas e explicações, alguém leva ao presidente o pratinho com sal, de modo visível e reverente. Os sinais falarão por si. A bênção do sal está no Missal p. 1003.

6. Introduzir o Hino de Louvor (Glória), lembrando as “luzes” que existem na comunidade.

7. Na Oração do Dia suplicamos que Deus vele por nós com incansável amor porque confiamos na Sua graça. Velados pelo amor de Deus e confiantes na sua graça, que sejamos guardados sob a sua proteção.

Rito da Palavra

1. Reavivar, na Liturgia da Palavra, o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo. A atitude básica é de “escuta e de resposta” é importante que se criem condições para que todos possam prestar atenção na Palavra: o leitor faz a proclamação da Mesa da Palavra e a assembléia escuta ser ler no folheto. O salmista também canta o salmo responsorial da Mesa da Palavra, o salmo é também é uma leitura bíblica cantada.

2. Antes da primeira leitura, deixando de lado os comentários inúteis, o grupo de3 canto inicia suavemente a cantar este refrão: “SENHOR QUE A TUA PALAVRA/ TRANSFORME A NOSSA VIDA./ QUEREMOS CAMINHAR COM RETIDÃO NA TUA LUZ”, ou “BRILHE A VOSSA LUZ, BRILHE PARA SEMPRE/ SEJAM LUMINOSOS VOSSAS MÃOS E MENTES/ BRILHE A VOSSA LUZ, BRILHE A VOSSA LUZ!/ BRILHE A VOSSA LUZ, BRILHE A VOSSA LUZ! (CD Festas Litúrgicas I) outro refrão que associe claramente a Palavra com a luz e que sirva para este momento de despertar atenção e escuta. Enquanto se canta, alguém se aproxima e, reverentemente, acende as velas, não com palitos de fósforos ou isqueiros, mas trazendo uma pequena vela acesa na mão.

3. Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz Palavra, rezar a Palavra. Pois “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”.

4. Onde for possível fazer a Profissão de fé com velas acesas.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as oferendas contemplamos o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza e se tornem sacramento de vida eterna.

2. Se for escolhida as Orações Eucarísticas I, II e III, quer admitem troca de Prefácio, sugerimos o Prefácio do Tempo Comum I, página 428 do Missal Romano em que contemplamos o Cristo Luz: “Por ele nos chamastes das travas à vossa luz”…. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza “Por ele, vós nos chamastes das trevas à vossa luz incomparável, fazendo-nos passar do pecado e da morte à glória de sermos o vosso povo, sacerdócio régio e nação santa, para anunciar por todo o mundo as vossas maravilhas”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

3. Quanto ao Prefácio: quem preside procure proclamá-lo com ênfase, mas ao mesmo tempo calmamente, de forma serena e orante. Frase por frase. Cada frase é importante, anunciadora do mistério que hoje celebramos. Basta prestar bem atenção nelas! A boa proclamação do Prefácio, como abertura solene da grande oração eucarística (bem proclamada também), tem um profundo sentido evangelizador, pois, por seu conteúdo e, sobre tudo, por ser oração, toca fundo no coração da assembléia.

4. Propiciar maior participação da assembléia na Oração Eucarística, através de uma boa e solene proclamação das aclamações cantadas. Alguém pode fazer o solo, conforme as melodias propostas no final do Missal Romano, e a assembléia repete.

5. Valorizar o rito da fração do Pão, devidamente acompanhado pela assembléia com o canto profundamente contemplativo e orante do Cordeiro de Deus. O canto do Cordeiro de Deus, deve ser entoado por um(a) solista para não perder o seu caráter de Ladainha.

6. No momento do convite à comunhão, quando se apresenta o Pão consagrado e o cálice com o sangue de Cristo, é muito oportuno o texto bíblico de João 8,12, que é a fórmula “b” do Missal Romano:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

7. A comunhão em duas espécies é muito importante para cumprir o mandamento do Senhor de tomar parte no seu Corpo e Sangue. Cuide-se para que a partilha dos dons eucaristizados seja feita com cuidado e sem ruí- dos. Distribuir a comunhão de maneira orante e sob as duas espécies, pois como diz a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR): “A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob esta forma se manifesta mais perfeitamente o sinal dom banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico do Reino do Pai” (n. 240).

Ritos finais

1. Na Oração depois da comunhão, rezamos que a comunhão com Cristo nos alegra para que possamos produzir muitos frutos para a salvação do mundo.

2. Antes da bênção final, o presidente da celebração abençoa o sal:

Bendito sejas, Deus da vida,
pelo sal que dá sabor e conserva os alimentos.
Derrama o teu Espírito sobre ele
e realiza em nossa vida a Palavra do Senhor
de sermos, também nós, sal da terra.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Em seguida, entrega o sal bento a cada pessoa dizendo: Você é o sal da terra.

3. As palavras do rito de envio podem estar em consonância como mistério celebrado: Vós sois o sal da terra vós sois a luz da humanidade. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

4. O canto final não deve servir para segurar o povo que foi despedido, mas para acompanhá-lo na saída da Igreja, e para motivar sua missão pelo mundo enquanto sai. Uma sugestão seria cantar o Salmo 27/26, do Ofício Divino das Comunidades, ou o canto “Brilhe a vossa luz”, já conhecido do nosso repertório litúrgico que está no CD: Festas Litúrgicas I.

5. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ninguém é sal e luz de maneira mecânica. Deve tornar-se luz e sal mediante as boas obras. É o que diz o profeta Isaias na primeira leitura quando repartimos o pão com o faminto. Jesus também fala das boas obras que, por um lado, produzem a luz e, por outro são vistas por causa da luz. As boas obras não são para a nossa auto-afirmação e vaidade, mas testemunho de nosso serviço a Deus. Vendo as nossas boas obras, as pessoas são convidadas a erguer-se ao céu e glorificar o Pai celeste (Mateus 6,16) e não glorificar quem as pratica.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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