6º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – 12 de fevereiro de 2017

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A – 12 de fevereiro de 2017

08/02/2017 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Leituras

Eclesiástico 15,16-21. Diante dos homens estão a vida e a morte.
Salmo 118/119,1-2.4-5.17-18.33-34. Ensinai-me a viver vossos preceitos.
1Coríntios 2,6-10. Falo de uma sabedoria de Deus, misteriosa, escondida.
Mateus 5,17-37. Não penseis que vim abolir a lei e os profetas.

“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE COM O TEU IRMÃO”

bem-aventuranças
1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da nova justiça. Neste 6º Domingo do Tempo Comum, reunimo-nos em volta de Jesus para ouvir sua proposta de felicidade que vem da nova justiça. Reunidos para celebrar, somos convidados por Jesus a fazer as escolhas certas, pois diante de nós estão a vida e a morte, a felicidade e a infelicidade. Iluminados pelo Espírito Santo, aprendemos a viver novas formas de nos relacionar com os outros e de colaborar para a concretização do Reino de Deus.

Sê a Rocha que me abriga, casa forte que me salva; para honra do teu nome, és o guia que me ampara! (Salmo 30/31/3-4).

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – Eclesiástico 15,16-21. Duzentos anos antes de Jesus nascer, espalharam-se entre o povo certas idéias afirmando que o pecado era inevitável e que deus não se preocupava com as pessoas. Ouvindo a meditação de um sábio daquele tempo, acolhamos o que Deus te a nos dizer hoje.

Este trecho pertence àquele grupo de textos bíblicos em que se elabora seja a possibilidade, seja a necessidade, seja a urgência ou a importância da decisão a favor ou contra Deus. Para esclarecer o que queremos dizer convém comparar Eclesiástico 15,14-18 com Deuteronômio 30,15s e Gálatas 5,16s:

Eclesiástico 15,14-18:

14: “(Deus) fez o homem desde o princípio, e o deixou na mão de seu conselho.
15: Se quiseres, tu observarás os mandamentos, ficai fiel depende de tua boa
Vontade.
16: Ele pôs diante de ti água e fogo: estende a tua mão ao que quiseres.
17: Diante do homem estão a vida e a morte: o que lhe agradar lhe será dado”.

Deuteronômio 30,15s:
“Eis que hoje ponho diante de ti a vida com o bem e a morte com o mal. Se escutares o preceito do Senhor, teu Deus, que hoje te imponho, de amares ao Senhor, teu Deus… viverás e te multiplicarás”.

Gálatas 5,16ss:

“Conduzi-vos pelo Espírito, e não satisfareis a concupiscência da carne… Ora, as obras da carne são manifestas… Quem praticar tais coisas não será herdeiro do Reino de Deus. Os frutos do Espírito são… Contra estas coisas não existe lei. Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também nossa conduta”.

Estas três passagens bíblicas refletem as três situações da pessoa humana perante Deus, as três fases mais importantes que a pessoa percorre na história da salvação.

O auto do Eclesiástico, Bem Sirac é o primeiro autor judeu a meditar sobre os primeiros capítulos do Gênesis e, em particular sobre o relato da queda do homem e da mulher. Podemos dizer que o Gênesis ofereceu ao autor da Sabedoria o objeto de sua meditação: a origem do pecado, e também que a filosofia grega o ajudou a encontrar-lhe a resposta no fato da liberdade humana. O autor lembra a condição mortal de todo ser humano.

O autor sabe que pecador ou não, a pessoa humana não escapa da morte. O ser humano é mortal devido sua condição de criatura.

A morte não é a conseqüência do mau uso da liberdade humana, sendo embora profundamente ligada a ela, pois a morte torna ridícula a liberdade da pessoa humana, se a liberdade só foi utilizada a serviço da auto-suficiência e do egoísmo. Sendo assim, a morte castiga verdadeiramente o pecador.

Salmo responsorial – Salmo 118/119,1-2.4-5.17-18.33-34. O Salmo inicia fazendo eco à famosa recomendação do Deuteronômio: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” (Deuteronômio 6,5). Os versículos falam desta totalidade e perfeição: nela está a felicidade ou bem-aventurança da pessoa humana.

“… E de todo coração procura Deus!”. Com o coração e com os lábios, a pessoa se ocupa dos mandamentos: recitando, meditando, interiorizando a vontade de Deus. Deste modo, transforma-a em sua alegria (versículo 14) e delícia (versículo 16).

Os versículos 33-34, dizem que, se a pessoa conhece, aprende e segue a vontade de Deus, na realidade isto é obra do próprio Deus que “mostra, ensina guia, inclina o coração”.

O rosto de Deus. A cada versículo se fala da Lei, resultado da Aliança entre Deus e seu povo. Este salmo tem 176 versículos, o nome de é citado vinte e quatro vezes. Neste salmo, a Lei é sinônimo de vida. No tempo de Jesus, a Lei já não produzia vida (João 19,7). Fica evidente que o rosto de Deus é vida plena.

Neste salmo, peçamos ao Senhor nosso Deus que nos conduza pelos caminhos de sua vontade e do seu amor.
FELIZ O HOMEM SEM PECADO EM SEU CAMINHO,
QUE NA LEI DO SENHOR DEUS VAI PROGREDINDO!

Segunda leitura – 1Coríntios 2,6-10. Frente à cultura grega, conhecida no mundo inteiro por sua sabedoria, Paulo apresenta a sabedoria das comunidades cristãs. Para isto, ele usa a palavra “Mistério”, no sentido de um plano a ser revelado.

Paulo continua confrontando a sabedoria dos homens com a sabedoria de Deus (cf. as pistas dos domingos anteriores). A sabedoria de Deus é tão paradoxal que não somente se torna escândalo para os judeus e loucura para os pagãos (cf. 1Coríntios 1,18-25), mas é inacessível até aos “príncipes deste mundo”, isto é, aos poderes deste mundo. A incapacidade radical deles diante da sabedoria de Deus se tornou manifesta ao crucificarem o Senhor da glória (versículo 8), título de sua condenação (versículo 6).

A revelação da sabedoria de Deus ensina que Deus quis salvar a humanidade pela crucificação do Senhor da glória. Era e é uma sabedoria em mistério só acessível a Deus e por Ele guardada em segredo desde a eternidade. Ele a revelou “para a nossa glória”, isto é, para a nossa salvação, para nos fazer participantes da glória do Senhor crucificado e ressuscitado (versículo 7).

Também para nós os eleitos a sabedoria em “Mistério” não é acessível por próprio esforço ou por capacidade própria e natural, mas somente por uma capacidade sobrenatural que vem de Deus. a dádiva do Espírito Santo dá aos cristãos uma capacidade conatural com a divindade, que faz entender e apreciar as coisas que Deus destinou para a salvação (versículo 10), que sem esta capacidade sobrenatural eles nem poderiam imaginar (versículo 9). Paulo mostra agora que na fraqueza humana existe grandeza, mas só o fiel amadurecido pode alcançar, pois ela vem do Espírito Santo e não de considerações humanas. O Mistério de Deus é o Mistério da Cruz.

A sabedoria de Deus “despistou” os poderes deste mundo, fazendo com que o Filho de Deus viesse entre nós revestido de fragilidade. Se a sabedoria e o poder do mundo, tivesse reconhecido este Deus “despojado” que é o Cristo, não o teriam crucificado. A sabedoria dos príncipes deste mundo foi confundida na Cruz. Deus enviou aos cristãos seu próprio Espírito, a fim de lhe revelar as profundezas de Seu mistério, a saber, o plano, que era mantido em segredo, da libertação da pessoa humana pela Cruz de Cristo Deus se mostra infinitamente superior aos critérios humanos. Só reconhecendo isso aí, temos chances de nos entendermos com Ele.

Evangelho – Mateus 5,17-37. Jesus, continuando o Sermão da Montanha, apresenta sua posição e visão da Lei do Primeiro Testamento. No trecho que vamos ouvir e contemplar na liturgia de hoje, Ele coloca um critério para interpretar a Palavra de Deus. Ele também faz uma releitura de três passagens bíblicas: a do mandamento de não matar, de não cometer adultério e de não jurar.

Apesar da atitude hostil da Sinagoga em relação à Igreja Nascente, o evangelista tem sempre o cuidado de nunca ferir os princípios religiosos do Judaísmo. Assim cita com muito respeito a Lei e os Profetas, a expressão “Reino de Deus” é substituída por “Reino dos Céus” e o ideal judaico da Justiça e enfatizado.

A primeira parte do Evangelho de hoje (versículos 17-19) afirma que Jesus não veio abolir o Primeiro Testamento. Ele não veio destruir a Lei (= o Pentateuco) e os Profetas, divididos em “Profetas Anteriores” (= os Livros Históricos) e os “Profetas Posteriores” (= os quatro Profetas “Maiores” e os doze Profetas “Menores”). Cristo veio dar-lhes “pleno cumprimento” porque Ele é a realização e o fim das Promessas do Primeiro Testamento. Jesus não destrói, mas supera a Lei antiga. Ele respeitou as leis e as instituições do povo, mas sempre as interpretou na perspectiva da promoção da vida e do bem comum. Houve muitas reações negativas quando Jesus proclamou bem-aventurados os pobres, os perseguidos, os oprimidos e alertou que seus seguidores encontrariam dificuldades na missão, seriam perseguidos e mortos.

Jesus manifesta a sua indiscutível autoridade; não ensina “como os escribas” (Mateus 7,29) que faziam unicamente comentários sobre a Lei. Esta pregação de Jesus causou polêmicas, entre cristãos vindos do Judaísmo e do paganismo. Os cristãos de origem judaica pretendiam que a Lei de Moisés, embora relativizada por Jesus, mantinha todo o seu valor; os cristãos vindos do paganismo afirmavam que não se pode ler este versículo sem levar em conta o anterior no qual o Cristo mostra claramente que a Lei Antiga foi superada pela Nova.

A segunda parte do Evangelho (versículos 20-37) nos apresenta quatro para entender a interpretação de Jesus sobre o Primeiro Testamento. Trata-se de quatro disposições que Ele não muda, mas explica de forma original, mostrando suas implicações mais profundas.

O versículo 20 exprime mais claramente a idéia desenvolvida no versículo 17. Jesus propõe uma Justiça superior à dos fariseus, a Caridade: “A Caridade é a plenitude da Lei” (Romanos 13,10). Podemos estar em ordem com a lei, nunca com o Amor porque a lei do Amor é de amar sem fim e sempre mais.

No primeiro caso, Jesus cita um Mandamento da Lei de Deus “não matarás” (Êxodo 20,13 e Deuteronômio 5,17). Pode-se matar uma pessoa não só com uma arma, mas também com palavras. Alguém que não refreia a sua língua não é religioso (Tiago 1,26). Jesus insiste no caso da reconciliação. O ofendido é que vai ao encontro do ofensor: “Se te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão” (versículos 23-24). Temos aqui uma lembrança do “Pai nosso”: “Perdoai-nos as nossas ofensas (dívidas) como também nós perdoamos a quem nos tem ofendido (devedores)” Mateus 6,12.

Segue enfim um conselho: mais vale pagar as suas dívidas na hora certa em vez de ser entregue ao tribunal. Podemos entender o seguinte: mesmo tendo razão contra seu adversário, é mais vantajoso liquidar amigavelmente o negócio, mesmo perdendo um pouco de dinheiro, do que confiar na “justiça” humana que condena até inocentes. De qualquer modo descobrimos a necessidade de viver em paz com o próximo para evitar males maiores.

No segundo caso, Jesus aborda o comportamento do homem diante da mulher (versículos 27-32). Jesus cita os livros do Deuteronômio 5,18) e do Êxodo (20,14). O fato de olhar para uma mulher com a intenção de desejá-la (no sentido de ter relações com ela) constitui já um adultério. Jesus condena também as raízes do mal porque um ato mau é a conseqüência de uma disposição interior pecaminosa. Os Hebreus já conheciam o perigo de certos olhares (Jó 31,1; Eclesiástico 9,5.7.8) mas poucos sabiam que o pecado residia principalmente nas disposições do coração. Os judeus pensavam que a lei proibia somente ações más.

No terceiro caso, Jesus toca no delicado problema do divórcio (versículos 31-32). Os rabinos da tendência estrita da escola SHAMAI exigiam um ato de indecência grave da mulher; os outros, da tendência mais laxista (liberal) da escola HILEL, pensavam que o simples fato da mulher não agradar mais ao seu esposo já era um motivo suficiente. A moral conjugal do Primeiro Testamento considerava a mulher como um ser inferior ao homem, um mero instrumento de reprodução. Falando de adultério, Jesus confirma a plena fidelidade conjugal no amor. Ele afirma que é imoral não só o adultério consumado, mas também o desejo, o adultério de coração. Contra os mestres judeus que, que separavam a intenção da ação, Jesus interioriza a lei; o desejo equivale à ação.

Jesus proíbe o divórcio para a mulher e também para o homem. Ele afirma que marido e mulher não podem se separar. No plano de Deus, o matrimonio é indissolúvel, porque o próprio Deus uniu o casal de maneira indissolúvel: eis o direito. Isto não significa que devemos condenar aqueles que falharam na vida conjugal. Em geral, são pessoas que passaram por grandes sofrimentos e mesmo viveram situações dramáticas. A comunidade cristã é chamada a manifestar a eles a ternura e a compreensão de Jesus. Ele não quebrou a cana rachada (cf. Isaias 42,31). Para isso também temos a Pastoral de segunda união.

No quarto caso, Jesus toca na questão do juramento (versículos 33-37). Este discurso apresenta um terceiro exemplo de cumprimento da Lei. Aos mandamentos sobre os vários tipos de juramentos (Êxodo 20,7; Levítico 19,12; Números 30,3; Deuteronômio 23,22-24) Jesus opõe uma idéia mais radical: “Seja o vosso ‘sim’ ‘sim’ e o vosso ‘não’ não’. O que passa disso vem do mal (versículo 27). Sabemos que os Judeus faziam juramentos com muita freqüência; às vezes caiam no perjúrio ou então faziam juramentos para escapar das leis elementares da justiça (Mateus 23,16-22). Cristo nos diz que o nosso modo de falar deve ser sempre tão honesto e transparente que nem precisa recorrer a qualquer tipo de juramento. Jesus afirma que devem reinar entre os cristãos a sinceridade e a caridade. O juramento não tem sentido entre os cristãos.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Evitar os extremismos de qualquer natureza parece ser um bom princípio para um diálogo sério e frutuoso na busca de solução para os muitos problemas da vida humana neste mundo. Quanto mais complexo se tornar conviver, maior é a exigência de se considerarem todos os aspectos das questões, sobretudo aquelas que envolvem os fundamentos da vida e da organização social. A pessoa humana deve ser sempre valorizada, mesmo quando ela não consegue seguir à risca o que a sociedade estabelece como “certo” ou “moral”. Todos nós temos o direito de errar, mas todos nós temos o dever de nos corrigir, tornando-nos responsáveis pelo nosso agir, e todos somos chamados a ser felizes, desenvolvendo nossas potencialidades. As leis morais e a ética são ferramentas para nos ajudar a atingir esse ideal. Não podemos transformá-las em meros instrumentos de repressão e de exclusão, dividindo a humanidade entre os “da lei’ e os “fora da lei”.

Sobre o mandamento de não matar, os seguidores de Jesus não podem se contentar em apenas evitar o ato do homicídio, mas precisam controlar o ódio e3 os insultos que levam a ele. São dois exemplos de como abandonar o ódio: pedir desculpas (ainda que seja necessário deixar o culto para isto) e jamais permitir que uma desavença se prolongue até o tribunal. Sobre o adultério e o divórcio, os seguidores de Jesus devem ultrapassar a norma para entrarem no valor do bem que a lei propõe.

As relações matrimoniais revelam-se hoje muito frágeis. Quais seriam as razões? Não cabe aqui julgamento sobre ninguém. Valorizar o matrimônio indissolúvel não significa rejeitar quem não alcançou o prêmio de viver bem o seu casamento. Destacar a importância do amor conjugal não tem por objetivo punir quem se separou, mas alertar para o que está em jogo: a generosidade desse convívio fundamental para as pessoas. É um convite permanente à educação para o amor verdadeiro. Não podemos afirmar que quem se separou não tem fé e está longe de Deus. A Bíblia mostra pessoas que não viveram esse ideal do matrimônio, mas nem por isso estavam longe de Deus.

Mas há um princípio elementar respeitante à saúde que tem aqui aplicação: É melhor prevenir que remediar. Isto é, os jovens devem preparar-se devidamente para o matrimônio, e os já casados devem manter sempre um ritmo ascendente mediante a maturidade pessoal, a educação constante do amor e a espiritualidade que brota da sua própria vocação cristã.

E sobre o juramento? Entre cristãos, a base da relação é a confiança e a sinceridade, tornando-se desnecessário o juramento.

A lei e os profetas não deixam de existir. Mas a sua interpretação sempre pode evoluir. Para nós que cremos em Jesus Cristo, é a palavra do Evangelho que dá a tradição dos antigos um sentido mais amplo e universal. O próprio Jesus Homem-Deus passa a ser a referencia fundamental do caminho para o Pai, aquele que cumpre profundamente a lei, que vive a plena liberdade de Filho de Deus e se faz irmão da humanidade.

No caso das leis divinas contidas na Bíblia, mais ainda é verdade que elas nos foram dadas para orientar a nossa busca pelo Bem Maior, que é Deus. Jesus Cristo, Palavra viva de Deus e sua perfeita revelação no mundo, libertou-nos do legalismo que escraviza e mata, abrindo-nos para uma nova maneira de vivenciar a Tora, isto é, a Lei divina. Se em nome desta Lei pomos a perder a pessoa humana, então estamos indo na direção contrária ao objetivo da própria Lei, que é promover o ser humano e ampará-lo na sua busca fundamental pela vida e pela liberdade.

A assembléia litúrgica não é constituída apenas pelos ouvintes da Palavra, mas por pessoas que se comprometem em praticar a Palavra. É o Espírito de Deus que nos faz reler a Escritura agrada como fez Jesus e que dispõe o nosso coração a uma obediência amorosa da Palavra de Deus.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

“Deixa a tua oferenda diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”, diz-nos o evangelho de hoje. Esta é uma das raras prescrições penitenciais de Jesus. Ela faz uma estreita articulação entre o culto prestado a Deus na vida e na celebração, lembrando que uma deve ser expressão da outra. O que celebramos deve ser expressão do que vivemos e o que vivemos, expressão do que celebramos. O evangelho de Mateus, muito marcado pela oposição aos fariseus, tinha muito presente e forte a crítica ao sistema ritual judaico de então, apegado às prescrições de pureza legal, para as quais interessava menos o agir ético cotidiano e mais o cumprimento das normas cultuais que tornavam o judeu apto para o culto no templo. Mas as comunidades cristãs de hoje já sabem o conflito de fundo entre fariseus e cristãos, surgido depois dos anos 70; e conseguem ir além, para onde Jesus mesmo nos aponta: o culto existencial que reclama uma inspiração maior que supera o homem e suas incapacidades.

O culto passa a ser, então, entendido, a partir desse texto, como lugar de exprimir uma vida inteira voltada para o reto agir, em consonância com os preceitos divinos expressos na lei. As oferendas, sejam quais forem, devem supor antes, ao menos o desejo e o esforço pessoal de seguir no rumo certo, como expressão da adesão pessoal e comunitária à justiça divina. Sem isso, os gestos, símbolos, ritos, preces e orações ficam ameaçados por nossa própria incapacidade de viver. Tornam-se opacos e não transparecem o que lhes convalida: o amor: o amor de Deus por nós, única força capaz de transformar a humanidade e trazer felicidade verdadeira.

Celebrar todo os domingos na Igreja, supõe viver todos os dias da semana em constante vigilância: estou agindo, sentindo, pensando e vivendo como nos ensinou Jesus? Isso que faço (que fiz, ou farei), que sinto e que penso, está de acordo com o evangelho que ouvi na missa, ou na celebração da comunidade? Se errei, o que está ao meu alcance para que eu possa reparar e retomar o caminho? “Deixa a tua oferenda diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”, diz-nos Jesus. Por trás dessa sentença está a exigência, sempre presente, de harmonizar a vida com a celebração. De tal forma que uma coisa ilumine a outra e possamos viver segundo Deus, e procurando lhe ser agradáveis.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Nem sempre nos damos conta que preparar a mesa eucarística é despojar-se do egoísmo, do individualismo, da tentação do poder e do ter, da auto-suficiência etc.

Só uma pessoa imbuída da sabedoria de Deus e atenta à prática de Jesus será capaz de aceitar o desafio de preparar a mesa e sentar-se com os convivas para o banquete do amor, do perdão, da reconciliação, da escuta, do diálogo e da fraternidade que supera todas as discriminações e rejeições.

A mesa preparada para a refeição de ação de graças resume nossa atitude frente aos mandamentos de Deus e nos ensina que só na partilha encontramos a paz e a salvação.

O sacrifício ou a oferta que trazemos ao altar nasce no coração voltado para Deus e profundamente solidário com todos.

A Eucaristia que celebramos com o coração agradecido não discrimina ninguém; com atitude fé que acredita na bondade e na ternura de Deus quando rezamos; com os sentimentos voltados para o alto para louvar e bendizer o nosso Deus.

Devemos participar da liturgia por inteiro, isto é, com todo o nosso ser e bendizer o nosso Deus por Cristo, com Cristo e em Cristo. Depois de saborearmos o seu Corpo e Sangue e o silencio meditativo, rezamos depois da comunhão que depois de “provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida”. Na celebração da Eucaristia nós experimentamos as alegrias da eternidade.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. O que caracteriza e soleniza o Domingo é a reunião da comunidade, convocada pelo Senhor, para escutar a sua Palavra, render graças e partilhar o pão da vida, a eucaristia. Esse é o espírito que deve perpassar e alimentar todas as nossas celebrações.

2. A preparação da celebração, do espaço, dos ministros, dos cantos e da assembléia traz esse enfoque básico: somos convidados a preparar a nossa mesa pra a refeição com o Senhor na atitude de ação de graças, de partilha de bens, de perdão, de confiança nas pessoas, de acolhida e respeito.

3. Nesse sentido, tudo deve ser preparado com tempo e carinho, feito sem pressa e com muita unção, ajudando a assembléia a viver o sentido profundo que tem para nós a preparação da mesa e a participação na celebração.

4. Uma boa preparação da celebração inicia com um momento de concentração e oração, com abertura sincera à ação do Espírito Santo. É ele que move os corações e realiza as maravilhas do pai em nossa vida.

5. As celebrações com a comunidade deveriam ser sempre preparadas em equipe, num clima orante e com o coração aberto a Deus.

6. À medida que o povo for chegando, pode-se fazer um breve ensaio de cantos, especialmente dos refrões e do salmo responsorial.

7. É sumamente aconselhável que os ministros rezem antes os textos bíblico-litúrgicos que serão proclamados na celebração, fazendo com eles um encontro com o Senhor.

8. O canto de abertura não é para acolher o presidente da celebração nem os ministros. Ele tem a finalidade de congregar a assembléia para participar da ação litúrgica. Nunca dizer vamos acolher o presidente da celebração e seus ministros com o canto de abertura.

9. O momento ideal para os pedidos e intenções não é o início da celebração, mas no momento próprio, que é o momento da oração da assembléia dos fiéis. Intenções de ação de graças seria interessante lembrar antes da oração eucarística. Os falecidos podem ser lembrados também na oração eucarística, durante a intercessão pelos falecidos, também chamado de “memento dos mortos”.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 6º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

A escolha dos cantos para as celebrações seja feita com critérios válidos. Não se devem escolher os cantos para uma celebração porque “são bonitos animados e agradáveis”, ou porque “são fáceis”, mas porque são litúrgicos. Que o texto seja de inspiração bíblica, que cumpram a sua função ministerial e que se relacionam com a festa ou o tempo. Que a música seja a expressão da oração e da fé desta comunidade; que combinem com a letra e com a função litúrgica de cada canto.

A equipe de canto faz parte da assembléia. Não deve ser um grupo que se coloca à frente da assembléia, como se estivesse apresentando um show. A ação litúrgica se dirige ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Portanto, a equipe de canto deve se colocar entre o presbitério e a assembléia e estar voltada para o altar, para a presidência e para a Mesa da Palavra.

1. Canto de abertura. Deus é meu rochedo e abrigo (Salmo 30/31,3-4). Para o canto de abertura, sugerimos o Salmo 30/31,3-4: “Sê a rocha que me abriga” CD Liturgia VI, melodia da faixa 8. Temos também outras duas ótimas opções: “Aqui chegando, Senhor”, CD Cantos de abertura e Comunhão, melodia da faixa 3; “Ó Pai, somos nós o povo eleito”, CD Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 1. Como canto de abertura não podemos deixar de entoar um desses cantos que nos introduzem no mistério a ser celebrado.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia VI e CD: Cantos de Abertura e Comunhão.

2. Ato penitencial. Cantar no Ato penitencial a formula 3 do Missal, página 393 que está musicado no CD: Festas Litúrgicas II, melodia da faixa 16.

3. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

4. Salmo responsorial 118/119. O seguimento perfeito do caminho de Deus (a Lei). “Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!”, CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 6.

É um dos cantos mais importantes da liturgia da Palavra. É um tipo de leitura da Bíblia. Por isso, é melhor que não seja cantado por todos, mas cantado por uma só pessoa: o salmista. A comunidade toda deverá ouvir atentamente e responder com o refrão. Sendo um canto bíblico, não deverá ser substituído por outro canto. O salmo nos permite dar uma resposta (por isso responsorial) à proposta que Deus nos faz na primeira leitura. Por isso ele é compromisso de vida. Ou como diz o profeta Isaias 55,10-11: “A chuva cai e a terra responde com frutos”. Deus fala e a comunidade responde na fé, na esperança e no amor. Além da resposta, o Salmo atualiza a primeira leitura para a comunidade celebrante.

5. Aclamação ao Evangelho. “O Mistério do Reino revelado aos pequenos” (Mateus 11,25) “Aleluia… Eu te louvo, ó Pai santo” CD Liturgia VI, melodia da faixa 3. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical, página 260.

Aleluia é uma palavra hebraica “Hallelu-Jah” (“Louvai ao Senhor!”), que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Mais do que ornamentar a procissão do Evangeliário, sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra viva, sendo assim manifestação da fé presença atuante do Senhor. No caso de uma procissão do Lecionário (ou da Bíblia) já ter sido feita antes da primeira leitura, poderia ser executada uma dança (litúrgica) antes da proclamação do Evangelho, ao ser cantado o Aleluia.

6. Apresentação dos dons. Momento de partilha para com as necessidades do culto e da Igreja. Quando praticamos e ensinamos a Palavra de Deus, nosso coração se move para a partilha. Salmo 115, “A vós, Senhor apresentamos estes dons: o pão e o vinho, aleluia!”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 9.

7. Canto de comunhão. Quem praticar e ensinar os mandamentos de Deus será considerado grande no reino dos céus. (Mateus 5,19b). “Aquele que faz, aquele que ensina os teus caminhos, tua lei, ó Senhor, no Reino do céu bem visto será, no Reino do céu será o maior!” e estrofes do Salmo 33/34, CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 7. Sem dúvida, este é o canto de comunhão mais adequado pra esse domingo.

Outra ótima opção para o canto de comunhão neste 6º Domingo do Tempo Comum, sugerimos Efésios 1,3-10: “Bendito seja Deus, Pai do Senhor, Jesus Cristo, Por Cristo nos brindou todas as bênçãos do Espírito”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 17 e também está no Ofício Divino das Comunidades página 254. Se a comunidade não conhecer estes dois cantos, uma terceira opção excelente é cantar a Oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”. Estes cantos retomam o Evangelho na comunhão de maneira autentica. Veja orientação abaixo.

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

Preparar bem o espaço celebrativo, dando destaque ao que é essencial: ao Altar, à Mesa da Palavra, à cadeira do presidente e dos ministros e acólitos e ao espaço pra a assembléia. Destacar a cor verde também na Mesa da Palavra.

9. AÇÃO RITUAL

O culto cristão supõe dois lados, como uma moeda: celebração e vida que devem se alternar e se corresponder de tal forma que o equilíbrio não impeça o giro, pensando sobre um lado, fazendo aparecer apenas o outro.

É salutar, no inicio da celebração, fazer uma breve recordação dos fatos e acontecimentos da vida: o que de importante e significativo aconteceu na comunidade, na cidade, no país e no mundo? Colocamos os acontecimentos na celebração porque acreditamos que Deus age na história.

Ritos Iniciais

1. Sugerimos na saudação inicial, a fórmula “d”, do Missal Romano que são as palavras conforme a Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

2. Após a saudação presidencial e antes do sentido litúrgico, o animador, ou o próprio presidente convida a todos para a recordação da vida. Cada um seja chamado a recordar, primeiro em silêncio e depois verbalizando (os que desejarem) as situações de pobreza que encontramos durante a semana e que nos sensibilizou para reconhecer a urgência da nossa missão de anunciar o reino e denunciar o pecado do egoísmo e da miséria. Após breve partilha, todos ouvem o sentido litúrgico da celebração. Trazer os fatos para a celebração de maneira orante e não como noticiário.

3. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). Em seguida propõe o sentido litúrgico:

Domingo da nova justiça. O Senhor, no alto da montanha, continua nos formando como seus discípulos e discípulas. Hoje, ele nos desafia a praticar a justiça com radicalidade e a obedecer os mandamentos de um modo novo e total.

4. O ato penitencial é uma forma de nos reconhecer frágeis e pecadores diante de Deus. É um momento, não de confissão. Por isso, ao invés de escolher cantos penitenciais descritivos dos pecados, optar por uma das três formas do Missal: “Confesso a Deus”, ou “Tende compaixão de nos, Senhor”, em que reconhecemos nossa fragilidade diante de Deus. Ou algum dos tropos, em que a misericórdia e o amor de Deus nos leva ao reconhecimento da nossa condição pecadora. Para as duas primeiras formas, segue-se a conclusão: “Deus todo poderoso tenha compaixão…” “e o Senhor, tende piedade”. A segunda forma, apenas a conclusão.

5. Cada Domingo é Páscoa semanal, cantar com o Hino de louvor (Glória) de maneira festiva e com convicção.

6. Na Oração do dia, dos ritos iniciais, suplicamos a Deus que Ele permaneça nos corações sinceros e retos para que sejamos ser morada Dele.

Rito da Palavra

1. Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz Palavra, rezar a Palavra. Pois “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”.

2. As leituras, feitas como de costume, tenham após cada proclamação um breve minuto de “silêncio”, para que a palavra seja fecundada no silêncio do coração da comunidade.

3. É importante celebrar a alegria de receber de Jesus sua Palavra e seu mandamento. Depois da homilia poderíamos prever um momento de renovação da fé, quando as pessoas poderiam se dirigir até ao Evangeliário para beijá-lo, em sinal de reconhecimento de que, na vontade do Senhor, está o caminho da vida.

4. As preces, contemplando o tema do exercício do culto existencial, seja ocasião da comunidade se colocar diante do Deus de Jesus, único justo e santo. As respostas cantadas ajudam a envolver a comunidade nas preces.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as Oferendas suplicamos a Deus que o sacrifício de louvor nos purifique e nos renove.

2. Se for escolhida as Orações Eucarísticas I, II e III, quer admitem troca de Prefácio, sugerimos o Prefácio do Tempo Comum IV, página 431 do Missal Romano “que contempla a renovação das pessoas em Cristo” e apaga nossos pecados com sua paixão e morte. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza “Nascendo na condição humana, renovou inteiramente a humanidade. Sofrendo a Paixão, apagou nossos pecados. Ressurgindo, glorioso, da morte, trouxe-nos a vida eterna. Subindo, triunfante, ao céu, abriu-nos as portas da eternidade”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente e também não podem ter os prefácios substituídos porque causaria grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

3. Solenizar sempre a Oração Eucarística, a parte mais importante da celebração eucarística. Quem preside deve ter uma atitude orante e expressiva de identificação como mistério. A oração presidencial deve brotar do coração. Não pode ser uma simples leitura do Missal. Lembrar que a Oração Eucarística não é um discurso. Todo o nosso ser é convidado a subir com Cristo em direção ao Pai.

4. Propiciar maior participação da assembléia na Oração Eucarística, através de uma boa e solene proclamação das aclamações cantadas. Alguém pode fazer o solo, conforme as melodias propostas no final do Missal Romano, e a assembléia repete.

Ritos finais

1. Na Oração depois da comunhão, rezamos que sempre devemos desejar o alimento que traz a verdadeira vida.

2. As palavras do rito de envio podem estar em consonância como mistério celebrado: Praticai e ensinai a Palavra de Deus. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O falso juramento é uma evidente deturpação da comunicação entre as pessoas. Mas mesmo o juramento verdadeiro retira à simples palavra dada seu sentido primeiro de expressar alguma verdade. Mais uma vez Jesus exemplifica a perfeição da Lei insistindo numa espécie de espiral do bem. A palavra, por menor que seja, tem um valor por si mesma e a verdade nela contida é criadora de confiança e vida. Jurar pelo céu ou pela terra ou por qualquer outra coisa não dá mais força ou valor ao falar sincero. O “sim” puro basta por si mesmo e o juramento nada lhe acrescenta.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
pe. Benedito Mazeti