CNBB: nova tradução da Bíblia

 

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, em artigo, considera que a nova tradução da Bíblica é um importante capítulo na história da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo ele, esta nova edição é resultado de trabalho científico e pastoral que merece ser conhecido por todos. “A tradução da Bíblia pela CNBB é fruto de vinte e cinco anos da dedicação de especialistas cientificamente preparados, pastoralmente sensíveis, pois a Palavra de Deus é alimento que sacia o espírito e a existência humana”, reforçou.

O arcebispo lembra que a tarefa de Proclamar a Palavra é dever de todos, e a colegialidade promovida pela CNBB fortalece a comunhão, qualificando o serviço evangelizador da Igreja. No artigo, o religioso afirma que a tarefa de traduzir a Bíblia requer muito de muitos. Exercício de caráter espiritual e teológico, que inclui rigor científico no campo da interpretação, com profundo conhecimento sobre as culturas e práticas religiosas, além de qualificada compreensão sobre os complexos estágios da história em que os livros da Bíblia foram escritos.

“O ponto de partida para o início da tradução oficial das Sagradas Escrituras, promovida pela CNBB, é a reverência à Palavra de Deus, à sua sacralidade. Também foi princípio que norteou os trabalhos o compromisso de oferecer às comunidades de fiéis, e a todos que se abrem, com boa vontade, à busca da verdade, uma tradução com força comunicativa, interpelante. Compreende-se, assim, o longo tempo dedicado à tradução”, lembra o arcebispo.

A nova e completa tradução da Bíblia firma ainda mais os passos da Igreja Católica, que nasce e vive da Palavra, na tarefa de proclamar e deixar-se interpelar pelas Sagradas Escrituras, cotidianamente reforça dom Walmor. No artigo, ele enumera alguns riscos de atuais interpretações da Palavra de Deus. “Convive-se, na atualidade, com o constante risco de interpretações que estreitam o sentido real da Palavra de Deus: não raramente, pessoas se apropriam da Bíblia e dedicam-se a compreendê-la a partir de perspectivas subjetivistas, “leituras tortas”, avalia.

Para o religioso, esse descompromisso com a fiel leitura da Palavra de Deus serve apenas para validar posturas religiosas que estão, lamentavelmente, distantes do sentido verdadeiro e autêntico do tesouro inestimável do cristianismo.

Dom Walmor afirma que ao concluir o longo percurso de um trabalho sério de tradução da Bíblia – a Bíblia oficial da CNBB – a Igreja Católica testemunha sua disponibilidade para escutar e proclamar a Palavra diariamente, no exercício contínuo de aprimorar o próprio percurso à luz das Sagradas Escrituras. “Proclamar a Palavra é colocar o ser humano diante de seu Criador, necessidade essencial de cada pessoa. Todos precisam tornar-se íntimos de Deus. Não se encontrará o verdadeiro sentido da vida sem essa experiência”, resume.

Para dom Walmor, a Igreja Católica, com a Bíblia da CNBB, coloca-se ainda mais a serviço do povo, contribuindo para o diálogo de cada pessoa com Deus. Assim, ajuda a humanidade na correção de rumos, no alcance de novas respostas, possíveis a partir do respeito e da fidelidade ao Evangelho. Todos se tornem mais conscientes a respeito da própria missão e identidade, inspirados pela força da Palavra da Palavra de Deus.

Fonte: CNBB

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