Comissão Justiça e Paz participa de reunião na OAB de São José do Rio Preto

Comissão Justiça e Paz participa de reunião na OAB de São José do Rio Preto

12/07/2022 Off Por SEDICOM

A Comissão Justiça e Paz (CJP) da Diocese de São José do Rio Preto/SP participou na terça-feira, 12 de julho, de reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil para tratar das situações de violação dos direitos das mulheres e de crianças e adolescentes na cidade.

A reunião foi convocada pela coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB – Rio Preto, Dra. Daiana Pessoa, e contou com a presença do Juiz da Infância e da Juventude, Evandro Pelarin, delegados da Polícia Civil, Representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Dirigentes da OSC Só por Hoje, da Presidente do Conselho da Mulher, além de diversos advogados e dirigentes da OAB de Rio Preto, entre outros convidados.

Segundo a Dra. Daiana, a motivação para a reunião foram as inúmeras denúncias de violação de direitos das crianças, adolescentes e mulheres em São José do Rio Preto/SP que tem chegado à entidade. A coordenadora da comissão de direitos humanos da OAB de Rio Preto informou que a entidade deverá promover um seminário para aprofundar esses debates e contribuir com a construção de propostas para o município.

O coordenador da CJP, Celso Barreiro, e o assessor eclesiástico do grupo, padre Diego Lopes, destacaram que a questão tem sido objeto de preocupação da Igreja Diocesana de São José do Rio Preto; o que tem motivado diversas reuniões e reflexões da Comissão, inclusive com a interlocução do Padre Agnaldo, fundador do NAI (Núcleo de Atendimento Integral) de São Carlos, e que participou de reunião virtual recentemente com objetivo de auxiliar a CJP a encontrar e propor alternativas para o município frente a essa grave situação.

Celso Barreiro informou que a coordenação dessa frente de atuação na CJP está a cargo da assistente social, e primeira presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) da cidade, Sueli Pereira.

Padre Diego destacou, também, que é necessário um trabalho sistemático com ações de curto, médio e longo prazo para atuar na defesa das crianças e adolescentes. Celso Barreiro ressaltou ainda que é preciso atacar em 2 (duas) frentes: por um lado, concordando com o juiz da infância e da juventude, Dr. Pelarin, é necessário atuar preventivamente oferecendo alternativas de trabalho como aprendiz conforme estabelecido pelo ECA, e/ou de renda por meio de bolsas concedidas pelo município, de forma a retirar as crianças e adolescentes do circuito de sedução do tráfico de drogas; por outro lado, é preciso construir um serviço, à exemplo do NAI de São Carlos, para dar agilidade e garantir uma maior resolutividade e eficácia diante das apreensões e flagrantes necessários para coibir a violência que tem produzido os escandalosos índices de violência e assassinatos que envolvem os adolescentes – seja como vítimas ou como infratores – na cidade.

 

Colaboração
Pe. Diego Lopes
Celso Barreiro

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