COMO ACHAR MINHA VERDADEIRA IDENTIDADE?

COMO ACHAR MINHA VERDADEIRA IDENTIDADE?

17/12/2018 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Afinal de contas, “quem sou eu?”. Imagino que esta seja talvez a maior questão de nossa existência.

E por que a dificuldade em sabermos quem nós somos? Bem, isso se deve ao fato de que a nossa identidade ficou atrelada ao que fazemos. Tempos atrás, a frase era “penso, logo existo”. Hoje em dia, falamos assim: “se estou conectado, se sou visto e notado, se tenho uma profissão e um bom salário, então existo”.

Ao lado das inúmeras exigências e expectativas sociais, cresce a busca por afirmação. No entanto, quanto mais nos envolvemos com esta busca, mais ficamos ansiosos e inseguros. A necessidade de provarmos para a sociedade quem somos nos torna autodestrutivos com relação a nossa verdadeira identidade.

Para sermos aceitos pelo mundo e entrarmos no “esquema”, vestimos as roupas que a moda exige, mudamos nossos hábitos (muitas vezes para vícios), e alteramos também nosso comportamento. Com isso, a frustração e a sensação de vazio aumentam e, no mesmo ritmo, aumentam o consumo de antidepressivos, a procura por terapias de todos os tipos, o surgimento de “gurus” da autoajuda e a indústria do entretenimento. Tudo para preencher o vazio da alma humana.

Porém esta identidade que criamos é falsa e longe do projeto original para o qual fomos feitos. Quando procuramos caminhos, terapias para “autoconhecimento”, o que vamos achar é um personagem não verdadeiro que nós mesmos criamos.

Então qual é nossa verdadeira identidade?

Para descobrir nossa verdadeira identidade, temos que saber que somos seres criados, não autogerados. Nossa verdadeira identidade nos foi dada na criação: “Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. (Gn 1.26) Não podemos ser fabricantes de nossa realidade, nem da nossa identidade. Se desejamos ter nossa verdadeira identidade humana, temos que nos voltar para Cristo. Ele é o verdadeiro “ser humano”. A única pessoa verdadeiramente real. Ele deve ser o modelo que devemos seguir. Por isso que a imitação de Cristo consiste em um tema central da espiritualidade cristã.

Ser discípulo de Cristo é um chamado para sermos transformados de indivíduos para pessoas. O indivíduo é o ser fechado em si mesmo, inseguro, que insiste em fabricar sua própria realidade. A pessoa é o ser liberto, e entregue ao outro.

Precisamos olhar para Cristo, verdadeiro homem, para conhecer o que significa ser verdadeiramente humano. Não existe autoconhecimento sem o conhecimento de Deus revelado em Cristo.

 

Dr. Rubens Siqueira

(Referência: Identidade perdida, de Ricardo Barbosa. Encontro Publicações)