Dia da Beata Madre Assunta Marchetti

Dia da Beata Madre Assunta Marchetti

01/07/2019 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

O dia da Beata Madre Assunta é comemorado no dia 1º de julho. Depois da Santa Missa, os fiéis participam da procissão. A Celebração Eucarística se incia 19h30, em Mirassol, capela do Parque das Flores.

Um breve resumo sobre a história e vida da Madre que se dedicou aos migrantes, órfãos, doentes, pobres e sofredores

Assunta Marchetti nasceu em 15 de agosto de 1871, na cidade de Lombrici de Camaiore, na Itália. Madre Assunta chegou ao Brasil com suas companheiras em 27 de outubro de 1895, país onde teve uma vida de Fé, esperança e caridade radical. Amou intensamente o próximo e, especialmente, às suas irmãs de Congregação, dedicando-se de modo preferencial aos migrantes, aos órfãos, aos doentes, aos sofredores e aos pobres que precisavam de ajuda.

Madre Assunta dedicava todo seu tempo aos necessitados, pobres e doentes, cortava os cabelos, unhas e fazia sopas para alimentar a todos que por ali passavam ou ficavam hospitalizados na Santa Casa de Mirassol.

A vida de oração de Madre Assunta Marchetti

Madre Assunta viveu intimamente unida a Deus. Rezava muito; era penitente, abnegada e, ao mesmo tempo, viveu sempre inserida no mundo dos necessitados que a buscavam. Não amava coisa alguma fora de Deus e amava todos os irmãos por amor de Deus, eis os princípios da santidade da Serva de Deus. Ancorada em Deus como era, em efeito, não se distraía mesmo se estivesse ocupada em múltiplos afazeres, porque tudo se destinava à glória de Deus, como sempre dizia: “Façamos tudo para a maior glória de Deus e para a salvação das almas”. Repetia sempre às suas irmãs: “Rezemos muito para que Jesus nos dê a graça de suportar tudo e aceitar tudo de suas mãos”, e ainda: “coragem e confiança, o bom Deus recompensa tudo o que temos feito pela sua glória e pelo bem da Congregação”. Rezava e fazia sacrifícios pela conversão dos pecadores; sentia na sua vocação missionária a responsabilidade da salvação dos irmãos.

Madre Assunta soube entusiasmar‐se e entusiasmar os outros; soube compartilhar a fé através da sua ação pastoral e missionária. Ela confiava totalmente em Deus: “coloquemo‐nos nas mãos de Deus e façamos a sua vontade”, ela dizia. Essa é uma fé viva e fundamentada na caridade. Alimentava uma devoção especial ao Mistério da Paixão. Enquanto lhe foi possível fazia diariamente a Via Sacra, beijando o chão de cada estação.

Para ela, a Capela era o lugar mais procurado, local sagrado para sua oração diurna e noturna. Quando não estava em serviço ao próximo, estava na Capela. À noite, quando as Irmãs iam descansar, ela permanecia horas na Capela rezando, embora levantasse muito cedo também para rezar, e sempre reafirmava: “Eu preciso rezar!”. Comungava diariamente, embora tivesse dores nas pernas inchadas e com varizes, procurava fazer a genuflexão diante do Sacrário e cada vez que passava diante da porta da Capela. A Eucaristia era o centro de sua vida espiritual. “A Eucaristia é tudo em minha vida!”.

A beata Madre Assunta faleceu em São Paulo junto aos órfãos do Orfanato Cristóvão Colombo (atualmente chamado Associação Educadora e Beneficente Casa Madre Assunta Marchetti), em 1º de julho de 1948, no Bairro de Vila Prudente, em São Paulo.

Depoimento de quem viveu com Assunta

Elisa Fiori, de 83 anos, residente em Mirassol-SP, é uma de entre muitas pessoas que conviveram com a beata de Mirassol, Madre Assunta. Dona Elisa conta que, com 12 anos de idade, tinha muito medo de defuntos e não podia ouvir as badaladas dos sinos da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo. “Eu começava a chorar de medo, pensando que fosse algum defunto que passava pela Igreja para receber as Exéquias”, relembra.

Elisa ainda conta que seus pais recorreram à Madre Assunta pedindo ajuda para amenizar o medo da garotinha. Chegando na Santa Casa de Mirassol, onde residia e trabalhava a Madre Assunta, os pais Artur Fiori e Maria Fiori relataram o caso e foram acalmados por Assunta que disse: “ Calma! Qual é seu nome pequenina?”, a menina um pouco trêmula disse : “meu nome é Elisa”, e então Madre perguntou: “Lindo nome, mas vou te chamar de “Lisinha”, posso?”, e então a Irmã sorriu e beijou aquele rostinho angelical e disse: “Vou cuidar da menina e logo estará curada desse medo.”

No mesmo dia, a menina Elisa ficou com as Irmãs na Santa Casa. Como a menina tinha medo de defuntos e pessoas no leito de morte, Madre Assunta começou a conversar com ela explicando que as pessoas quando morrem vão morar com Papai do Céu.

Após um mês, a pequena já estava curada do medo, e sozinha corria até a gaveta onde ficavam guardadas as velas e perguntava à Madre se alguém ia morar com o Papai do Céu para colocar a vela na mão da pessoa doente.

Elisa relata que Madre Assunta vendo sua dedicação, lhe ensinou a costurar roupinhas para vestir os bebês pobres que nasciam na Santa Casa e crianças até 5 anos de idade. “A maioria das roupinhas eram feitas de retalhos, porque não tinham tecidos. E assim frequentei por 6 anos, das 12h00 às 17h30, a Santa Casa para ajudar as Irmãs,” ela conta.

Após esse período, Madre Assunta fez um pedido à menina Lisinha: “Você vai continuar costurando roupinhas de retalhos para as crianças pobres enquanto Deus te der vida e saúde,” a beata pediu.

Egidia Ustaszewski