Entrevista: Ir. Ana Rosa, prima do Papa

Entrevista: Ir. Ana Rosa, prima do Papa

19/11/2019 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Sua vinda à Tailândia é um presente especial, diz Ir. Ana Rosa, prima do Papa

O Papa Francisco visitará o hospital St Louis, em Bangkok. A prima do Pontífice, falando ao Vatican News, diz que “os doentes que ele poderá ver e cumprimentar são quase todos budistas, mas esperam muito por este encontro , pois sentem que o Papa Francisco é uma pessoa extraordinária.”

Irmã Ana Rosa com seu primo, o Papa Francisco (Jiraporn Kuhakan)

Alessandro Guarasci – Cidade do Vaticano

Entre as pessoas que o Papa Francisco encontrará nesta sua Viagem Apostólica à Tailândia, está também sua prima, a Irmã Ana Rosa Sivori. A religiosa, de 77 anos, é membro das Filhas de Maria Auxiliadora e serve na escola feminina de Santa Maria, uma das cinco que a Congregação tem no país. Durante a visita do Pontífice, a religiosa servirá de intérprete em alguns encontros.

A irmã Ana Rosa está na Tailândia há mais de 50 anos e, nesses anos, “realmente houve uma grande mudança e a nação continua a mudar. Eu vim como missionária para ajudar essas pessoas a conhecer Jesus. Como também diz o Papa Francisco, como dizia o Papa Bento XVI: não para fazer proselitismo, mas para estar com eles, fazendo que assim conheçam Jesus”.

O Papa Francisco também encontrará os doentes, pessoas portadoras de deficiência e a equipe médica do Hospital Saint Louis. Que realidade o Papa encontrará?

R. – Este hospital que o Papa Francisco visitará é um hospital católico. Existem dois hospitais católicos. Um dos camilianos, e este de St. Louis, que é da diocese. Por isso a atmosfera religiosa dentro desses hospitais é mais católica que budista e as pessoas se sentem muito à vontade ali. O Papa irá visitar o St Louis porque está próximo à Nunciatura. Os doentes que ele poderá ver e poderá saudar são quase todos budistas, mas eles esperam muito por este encontro porque sentem que o Papa Francisco é uma pessoa extraordinária. Eles o viram na televisão e então se inscrevem para este encontro.

Mas qual é o sentimento geral dessa visita?

R. – Sua vinda aqui é uma grande bênção e um presente especial para toda a Tailândia. Todos aqui querem ir, querem vê-lo … Nós dizemos: preparem-se porque o que ele dirá a vocês ou o que vocês verão deve ser um estímulo para a vida, para a vida pessoal de cada um. E esperamos que, após a visita do Papa, haja outra percepção da vida, que não seja tão trivial, que seja mais espiritual.

Sobre o que vocês falam quando se encontram, quando falam ao telefone?

R. – Ele me pergunta como transcorre a vida na Tailândia. Falamos de coisas normais entre duas pessoas que se encontram depois de um longo tempo, mas não sobre algo específico.

Quando foi a última vez que você o encontrou?

R. – Em março de 2018, há um ano e meio atrás

Você conversam periodicamente por telefone?

R. – Não. Quando tenho que escrever, escrevo a carta e a faço chegar via Vaticano, através da Nunciatura.

Como o Papa Francisco é visto na Tailândia? O que os tailandeses mais admiram em sua pessoa?

R. – Sua proximidade com as pessoas, sua simplicidade, sua coerência … porque o que ele diz, o que ensina, ele vive e se vê como ele vive, com simplicidade, ele é muito austero consigo mesmo, e por isso as pessoas o apreciam muito. Eles dizem: ele se parece com um de nós, alguém do povo. E são os budistas que dizem isso! Muitos budistas dizem: “Eu gosto de ouvi-lo falar. Ele fala claramente, fala com simplicidade, para que todos possam entender.” Eles realmente sentem isso. E agora todo mundo tem a “pope feber”, como costumam chamar: todos estão muito agitados porque querem vê-lo, querem vir para Bangkok.

Fonte: Vatican News

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