São Paulo VI: um ponto de partida

O Bispo de Brescia (Itália), Dom Pierantonio Tremolada, expressou seu desejo de que a canonização de São Paulo VI “não marque um ponto de chegada, mas sim de partida” para os fiéis da diocese onde o santo nasceu.

Em declarações a ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Prelado, que participou da canonização no Vaticano no domingo acompanhado por vários grupos de fiéis, disse que quer fazer com que mais pessoas na Itália conheçam São Paulo VI.

“Queremos aumentar estas peregrinações e o faremos de modo que os peregrinos possam conhecê-lo melhor, então queremos valorizar os lugares onde o Papa Paulo VI transcorreu sua vida e onde é conservada sua memória. E, para o próximo ano, a ideia é criar pequenos santuários onde todo sexta-feira se rezará comigo”, anunciou.

O Bispo de Brescia também destacou o papel fundamental da santidade na vida do Papa Montini.

“A santidade da Igreja estava no coração do Papa, como se demonstra em seus documentos, A santidade na Igreja se torna testemunho em forma de caridade e justiça. Além disso, Paulo VI estimulou a Igreja a viver em constante conversão”, ressaltou Dom Tremolada.

O prelado também destacou o lugar dos jovens, a quem “Paulo VI sempre amou. Em sua experiência sempre os exortou a ter Jesus no coração e a assumir a responsabilidade pelo bem do mundo através de sua ‘simpatia’ para que o mundo seja amado e salvo. Por isso, é importante cultivar a capacidade de ler e compreender os sinais dos tempos da realidade”.

“Nisso – continuou – insistia muito e queria que os jovens assumissem alguma responsabilidade também na vida pública e se esforçassem na vida civil e política, porque o mundo precisa do testemunho dos crentes. Esta é uma mensagem atual para nossos jovens, para que não sucumbam a uma visão individualista que não é de cristãos”.

Após comentar que em sua diocese badalaram os sinos ao meio-dia em sinal de alegria pela canonização de Paulo VI, o Bispo sublinhou que “é importante fazer os jovens perceberem que a santidade não é um heroísmo de poucos, mas que é a bela forma da vida à qual somos chamados”.

“Mostrar a beleza da vida significa permitir que a santidade atue, porque esse é o nome religioso da beleza. Quando olhamos para o  mistério da vida, reconhecemos as sementes dessa santidade”, finalizou o Prelado.

 

Fonte: ACI Digital

 

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