Ser pai em tempo de contestação

Ser pai em tempo de contestação

04/07/2017 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

FOTO - SER PAI EM TEMPOS DE CONTESTAÇÃOExistem saborosas delícias na vida que explicações não conseguem chegar nem perto da realidade, sendo a paternidade uma dessas. A graça de ser pai é uma das grandes maravilhas que o Criador proporcionou ao homem: “participar ativamente na obra da criação”.

Na cultura atual, muitas necessidades foram criadas pelo mercado. O relativismo tem levado a questionamentos, gerando enorme insegurança nos jovens. O medo tem sido o limitador na vida de jovens casais, e muitos já não sabem se querem gerar filhos. Entretanto, deixo aqui meu humilde testemunho de pai feliz com esta maravilhosa vocação.

Minha esposa Lúcia e eu tivemos duas filhas, e podemos atestar a grande alegria que nos proporcionam. Posso afirmar que ninguém nasce sabendo ser pai, a gente tem que aprender. Em tempos de contestações, ainda mais precisamos aprender a lidar com cada situação. Cada fase tem seus desafios e alegrias, devendo o amor ser a base para enfrentar as divergências e novidades no percurso. Ser humilde para perguntar e aprender com o novo é a melhor ferramenta a ser usada. Antes[U1]  de responder, observar, olhar e escutar com sinceridade, buscando na oração o discernimento do Espírito de Deus e com simplicidade ajudar os filhos a descobrirem o melhor de seus corações.

É preciso ter a luz de Cristo para compreender os sinais e os mistérios de cada tempo. O lar deve ser o lugar onde se vivencia a certeza do bem, onde a fé supera as necessidades, dilata o coração para a experiência do amor, gerando confiança, dissipando o medo, e concluindo que a vida vale cada segundo.

Um dia ouvi minhas filhas testemunharem dizendo: “bem, nossos pais não nos deram muitas escolhas quanto à fé, pois desde pequenas nos trouxeram para Deus”. Verdade! Sempre as levamos nas atividades da igreja, o que fez bem a todos nós. Aprendi com a vida e com outros pais de caminhada cristã, que pai precisa ser forte em seus argumentos, seus conceitos devem ser claros, respeitosos e verdadeiramente vivenciados por ele. Pai não deve ser de muitas palavras na hora de exortar, deve ser específico e firme. O testemunho deve ser a base de suas poucas palavras. Sua decisão de proteger e guardar a sua família tem que estar à vista de todos. Os filhos devem saber que o pai está pronto a dar sua própria vida para defendê-los. Não por suas palavras, mas por suas atitudes serenas e consistentes.

O pai deve ser o primeiro a dobrar seus joelhos em oração. Pai deve saber falar “não”, mas também dar beijos, abraços e boas gargalhadas. Deve ser trabalhador, buscar com honestidade o sustento de sua família. Sua casa deve ser sua alegria.

Contestações? Sempre teremos, de um jeito ou de outro, mas nem tudo precisa ser respondido, a vida se encarregará de dar suas respostas. Parabéns a todos os pais, sejam felizes.

Paulinho Ribeiro
Compositor, Músico e Escritor